terça-feira, 2 de março de 2010

A barca antiga da Galileia




A Galiléia foi palco do Sermão da Montanha, da multiplicação dos pães e dos peixes e da caminhada de Jesus sobre as águas, mas pouca gente sabe que hoje em dia o local conserva um barco do século I que, segundo a tradição, teria sido usao pelo próprio Jesus Cristo.
Conhecido como o "barco de Jesus" - que data do século I e foi descoberto nas margens do Mar da Galiléia - atrai diariamente numerosos peregrinos ao Kibutz Ginosar em Israel, cujos habitantes foram responsáveis pelo notável achado.
"Não podemos ter certeza se Jesus usou este barco ou não, mas provavelmente o viu, pois este é um lago pequeno e não havia muitos navios naquela época", explicou à Agência Efe Marina Banai, porta-voz do museu que abriga a embarcação.
Sua descoberta, em 1986, por dois filhos de um pescador do litoral noroeste do lago Kneret (como era conhecido também na Bíblia) ou de Tiberíades é considerada uma façanha e motivo de orgulho para essa fazenda israelense.
"O mar retrocedeu de forma extraordinária, sabíamos que íamos encontrar embarcações antigas, mas nunca imaginamos que encontraríamos algo tão fabuloso", narrou um dos irmãos Luftan, que a descobriram.
Após uma forte seca naquele ano, que provocou a diminuição das águas do lago, os irmãos rastrearam seu fundo na busca de vestígios antigos como outros aldeões, quando encontraram vários pregos de tábuas de madeira.
Eram parte do barco que conseguiu sobreviver à passagem do tempo graças ao seu sepultamento e à proteção pelo barro, o que impediu que o oxigênio decompusesse a madeira da armação.
"É um autêntico milagre, porque as embarcações de madeira não sobrevivem em água doce tantos séculos, é o barco mais antigo encontrado nessas circunstâncias", explicou Banai.
A embarcação foi retirada por especialistas e voluntários da Direção de Antiguidades de Israel após uma extraordinária escavação arqueológica que durou 11 dias e exigiu esforços sobre-humanos, além de grande criatividade. .
De 8,2 metros de comprimento por 2,3 metros de largura e 1,2 metros de altura, é exibida hoje em dia a uma temperatura de 21º Celsius e 60% de umidade e graças a uma armação de aço que ampara suas vigas vulneráveis.
Composto por 12 tipos de madeira - principalmente de cedro e carvalho - é um modelo típico das antigas construções de carcaça mediterrâneas, empregada tanto para o transporte de pessoas - até 15 - como para a pesca.
Assim como o barco, também foram encontrados utensílios de cozinha e lâmpadas de óleo. Foi descoberto a 300 metros da aldeia Magdala, de onde Maria Madalena veio, lugar no qual também foi encontrado um mosai que representa um barco do século I e que é projetado com o achado para dar uma idéia de como eram este tipo de embarcações.
O lago Kneret, principal reserva de água de Israel, também é venerado pelos peregrinos, porque os evangelhos narram que Jesus andou sobre suas águas.
Os arqueólogos acham que o barco deve ter sido similar ao utilizado pelos judeus na batalha naval de Migdal (nome hebraico de Magdala) ou aos que Pedro, André, Thiago e João usaram antes de Jesus lhes dizer: "Vinde após mim; eu farei de vocês pescadores de homens" (Marcos 1:17), e os transformar em seus discípulos.
"Em seguida, soube-se que era uma embarcação antiga com a técnica de construção empregada para embutir vigas de madeira. Mas nunca soubemos sua importância até que o papa o solicitou para exibi-lo no Vaticano no ano 2000", constatou Banai.
Numerosos devotos se dirigem ao local para rezar e se admirarem o barco, já que para eles "é um vestígio muito impactante, um dos mais antigos conservados da era de Jesus
".

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Jerusalem


" Oh Jerusalem ! minha alma está triste até à morte flagelei o Egipto por causa da ti e tu flagelaste-me"

JESUS CRISTO?

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Carnaval Figueira da Foz

Como será a folia este ano na figueira da Foz?
Certamente será com grande eufuria e entusiasmo que os reis do carnaval serão recebidoshttp://www.turismo-cento.pt/

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

como criar colagem

Caros leitores: Venho por este meio dar a conhecer um programa que se pode descarregar a partir do Google-PICASA 3.

Depois de fazer o download, este programa torma-se muito util quer para a visualização quer para a edição das mesmas. Alem disso este software tem uma funcionalidade que permite criar uma fotografia atrves da compilação de varias.

Ora vejam a minha especialidade:

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

HISTÓRIA LOCAL


Fazer a história de uma localidade ou região implica recuperar memórias disseminadas por um conjunto de vestígios onde o espaço e as sociedades se inscrevem.
O interesse pela história local teve grande popularidade, no século XIX, com as “monografias locais”, que registavam os principais factos históricos das localidades, biografavam os seus mais ilustres autóctones e registavam os usos e costumes tradicionais e inventariavam os ditados, as receitas medicinais ou gastronómicas, as formas variadas de literatura oral.Face à diversidade dos temas possíveis de abordar, em consonância com a trajectória da vida das comunidades, a investigação é complexa, exigindo que se percorram arquivos, bibliotecas, museus, etc., ou seja todos os locais onde a memória da presença humana se encontra preservada.Antes mesmo de se procurar um documento de arquivo, e a fim de se obter uma visão de conjunto e se gizarem os contornos do estudo que se pretende fazer, importa conhecer, desde logo, a bibliografia já publicada sobre a localidade ou região, recorrendo, em primeira instância, a obras de índole geral, tais como enciclopédias e dicionários.De entre
outras, consideramos de uma enorme utilidade as seguintes obras de síntese e de referência:
Bibliografia corográfica de Portugal. Lisboa: Biblioteca Popular de Lisboa, 1962-1975.
COSTA, Américo - Dicionário corográfico de Portugal Continental e Insular: hidrográfico, histórico, orográfico, biográfico, arqueológico, heráldico, etimológico. Porto: Livraria Civilização, 1929-1949. 12 v.
COSTA, Padre António Carvalho da - Corografia portuguesa e descripçam topográfica. Braga: Typographia de Domingos Gonçalves Gouvea, 1868.
Dicionário de História de Portugal. Dir. de Joel Serrão. Lisboa: Iniciativas Editoriais, 1961-1971. 5 v.
LEAL, Augusto Soares d´Azevedo Barbosa de Pinho - Portugal Antigo e Moderno. Lisboa: Livraria Ed. Matos Moreira, 1873-1890. 12 v.
LIMA, João Baptista de - Terras Portuguesas. Póvoa do Varzim, 1931. 8 v.
RODRIGUES, Guilherme; PEREIRA, João Manuel Esteves - Portugal: dicionário histórico, chorográfico, biographico, bibliographico, heraldico, numismatico e artístico. Lisboa: João Romano Torres e Cª,1904-1915. 7 v.
VASCONCELOS, José Leite de - Etnografia Portuguesa
: tentame de sistematização. Lisboa: Imprensa Nacional, 1933-1975. 6 v.
Dever-se-á, em seguida, procurar a bibliografia especializada, destacando-se as monografias de história local.A identificação de documentos de arquivo exige que a investigação se processe em vários fundos. A Torre do Tombo dispõe de um instrumento indispensável ao investigador, que simultaneamente lhe permite a selecção dos fundos arquivísticos e o orienta no acesso aos documentos, através da indicação dos respectivos ID (Instrumentos de Descrição). Trata-se do Guia Geral dos Fundos da Torre do Tombo.
Retirado da Torre do Tombo Arquvo Nacional

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

A Lenda D'el Rei D. Sebastião

Fugiu de Alcácer QuibirEl Rei D. SebastiãoPerdeu-se num labirintoCom seu cavalo real
As bruxas e adivinhos Nas altas serras beirãsJuravam que nas manhãsDe cerrado de NevoeiroVinha D. Sebastião
Pastoras e trovadoresDas regiões litoraisAfirmaram terem vistoPerdido entre os pinhaisEl Rei D. Sebastião
Ciganos vindos de longeFalcatos desconhecidosTentando iludir o povoAfirmaram serem elesEl Rei D. SebastiãoE que voltava de novo
Todos foram desmentidosCondenados às galesPois nas praias dos AlgarvesTrazidos pelas marésEncontraram o cavaloFarrapos do seu gibãoPedaços de nevoeiroA espada e o coraçãode El Rei D. Sebastião
Fugiu de Alcácer QuibirEl Rei Rei D. SebastiãoE uma lenda nasceuEntre a bruma do passadoChamam-lhe o desejadoPois que nunca mais voltouEl Rei D. SebastiãoEl Rei D. Sebastião


Balada de José Cid

D. INES

BALADA PARA D.INÊS



Chegou das terras de espanha Nobre dama de castela Na corte de portugal Diziam ser a mais belaSeu nome ficou na história Como símbolo de amorNão mais tiveram perdãoAqueles que a mataramDona inêsSeus longos cabelos de ouroOs olhos azuis mas mortaSentada em trono realTodos lhe beijam a mãoSeu nome ficou entãoComo símbolo do amorE um poeta trovadorA sua morte cantouDona inês
BALADA ESCRITA POR JOSE CID

A Lenda de Serpins que meu Pai me contava

Um cavaleiro andava, calmamente, à caça pelas terras montanhosas de serpins.
Depois de muito percorrer e pouca ou nenhuma encontrar, deparou-se com uma
Comunidade de Mouros. O cavaleiro era Cristão e apesar de Cristãos e Mouros
conviverem pacificamente em terras Lusitanas, os Mouros não gostaram que o
Cristão invadisse as suas terras e expulsaram-no dos seus domínios. O cavaleiro
como estava só, teve medo e foi embora. Na sua fuga e num cabeço deserto foi
atacado por uma serpente, apavorado chamou por Nossa Senhora que apareceu em seu auxilio e esmagou a cabeça da mesma matando-a.
Em agradecimento o cavaleiro mandou construir uma capela em honra da Mãe do Céu.
A quem chamou NOSSA SENHORA DO SOCORRO.
Da palavra serpente deriva o nome de SERPINS. É NOSSA SENHORA DO SOCORRO a PADROEIRA desta freguesia chamada de SANTA MARIA DE SERPINS

Lenda contada por meu Pai de seu nome
Armando das Neves
Coimbra,2009-12-24

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Lenda da Princesa Peralta

A lenda do Castelo de Arouce



De acordo com uma antiga
lenda, que muitos danos causou ao monumento, à época da ocupação muçulmana da península Ibérica, o castelo foi erguido por Arunce, um emir ou chefe islâmico derrotado e expulso de Conimbriga, para a proteção de sua filha Peralta e seus tesouros, enquanto ele se deslocasse ao Norte de África em busca de reforços contra as forças cristãs que, cada vez mais, apertavam o cerco às terras muçulmanas.
Lenda do Rei Arunce e da Princesa Peralta Lendas e História de um povo tendem a cruzar-se e por vezes a confundir-se…Também a mítica que envolve a fundação da Lousã está envolta em mistérios de alguma forma bucólicos, o que a torna mais apetecível.É neste contexto que surge o Castelo de Arunce com todo o seu mistério, capaz de nos transportar para tempos avoengos de batalhas e amores quiçá proibidos…Embora os castelos, por norma, insinuem actividades militares e movimentos bélicos, existem alguns que despertam no íntimo do nosso imaginário lendas e histórias românticas.O cenário em que se integra o castelo da Lousã, a península onde se insere e todo o espaço envolvente transporta-nos assim para além da realidade e é envolto neste quadro que a lenda se torna realidade.Conta a história ter sido este castelo mandado construir pelo Rei de Conímbriga chamado Arunce.Este castelo constituiria assim um local de refúgio que, embrenhado na floresta, confundia os ataques inimigos.É perante uma invasão a Conímbriga, então porto de mar, perpetrado pelo Príncipe Lausus, que o Rei Arunce se vê obrigado a fugir para a atalaia da Lousã, levando consigo a sua filha Peralta e todas as suas riquezas.Contudo, no momento da fuga, a Princesa Peralta e o Príncipe Lausus terão trocado olhares que os deixou enamorados.O ímpeto de Lausus leva-o a ir em busca da sua amada, percorrendo as serranias da região.O velho monarca, sabendo das intenções do seu inimigo, resolve ir ao encontro de Lausus, deixando Peralta e as riquezas fechadas no Castelo da Lousã.Este encontro militar acaba contudo por se tornar fatídico para Arunce e Lausus…Não havendo ninguém conhecedor do refúgio da Princesa, conta a lenda que ainda hoje, de quando em vez, se ouve o soluçar apaixonado da jovem Peralta, aguardando pelo seu Príncipe.Em memória dessa história, Lausus terá dado origem ao nome da vila da Lousã, inicialmente Lausana, enquanto que o rio envolvente ao Castelo terá ficado com o nome de Arunce e posteriormente evoluído para Arouce

castelo da vila da Lousã

O castelo da Lousã pretence a uma das primeiras linhas defensivas criadas para controlar os acessos meridionais a Coimbra, em época do Conde D. Sesnando Davidis na segunda metade do século XI. O reduzido perímetro da estrutura militar parece corresponder a essa primitiva época de definição, embora as suas partes constituintes tenham sido objecto de alterações ao longo da Baixa Idade Média.Nos primeiros tempos da monarquia, a localidade desempenhou um papel importante, a que não foi alheia a sua condição de vila de fronteira. Em 1124, uma incursão islâmica tomou o castelo e, de novo na posse do Condado Portucalense, foi agraciada com foral em 1151, por D. Afonso Henriques. Por essa altura, já a Lousã não era uma zona fronteiriça, graças às conquistas de Santarém, Sintra, Lisboa e Palmela, em 1147, mas era necessário reforçar o seu povoamento.É possível que a configuração geral do castelo date de uma época posterior, a rondar os finais do século XIII e os inícios da centúria seguinte. Vários vestígios apontam para essa eventualidade, ainda que o castelo não tenha sido objecto de um estudo monográfico rigoroso. Em primeiro lugar, a relevância da sua quadrangular torre de menagem, adossada à cerca e não incrita no interior do pátio, com acesso por portal apontado ao nível do adarve. Em segundo lugar, o facto de a entrada ser em cotovelo e protegida por dois torreões circulares que, embora parecendo adaptar-se a uma planimetria prévia, terão sido certamente reforçados e complementados por esta altura.Esvaziada de sentido a função militar, e secundarizada a própria vila numa Idade Moderna voltada para o Atlântico, o castelo passou incólume pelos séculos até à actualidade. Entre as décadas de 40 e 60 do século XX, a DGEMN promoveu substanciais obras de reforço e consolidação, responsáveis pela fisionomia actual do conjunto.PAF