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sexta-feira, 29 de julho de 2011

A LUA E A AGRICULTURA

A Lua sempre foi considerada pelos agricultores como um precioso instrumento para orientar a vida no campo, desde o semear ao podar, do, colher ao regar.


Plantar uma Árvore
 Dizia a este propósito o meu pai, que para as sementeiras e as colheitas serem boas e abundantes, devia o agricultor semear pela Lua Nova.
O ano de 2011 traz-nos a lua nova: - em Janeiro, no dia quatro; - em Fevereiro, no dia três; - em Março, a quatro; - em Abril, a três; - em Maio, no dia dois; - em Junho por duas vezes, no dia um e no dia trinta; - em Julho a vinte e nove; - em Agosto a vinte e oito; - em Setembro, no dia vinte e seis; - o Outubro traz a Lua Nova a vinte e cinco; - o Novembro, a vinte e quatro; - e, em Dezembro a Lua Nova despede-se a vinte e quatro.
Contudo, devemos ainda observar um pequeno, mas muito importante pormenor, além da Lua Nova deve-se ter em atenção que esta deve estar, nos signos de: Touro, Caranguejo, Virgem, Balança e Capricórnio.

Jardins Suspensos de Babilónia
 Em 2011 deverá ter em conta que, a Lua Nova sob a influência de Capricórnio, será a quatro de Janeiro e a vinte e quatro de Dezembro; sob a influência de Touro será no dia dois de Maio; sob a influência de Caranguejo será no dia trinta de Junho; sob a influência de Virgem será a vinte oito de Agosto; e, sob a influência de Balança será no dia vinte e seis de Setembro. Deixo esta dica a todos os agricultores. Boas sementeiras e boas colheitas

Tirado de o: BORDA D`ÁGUA o Almanaque que o meu pai consultava
Coimbra, Julho de 2011-07-29
Carminda neves

terça-feira, 19 de julho de 2011

DR. ELYSIO DE MOURA

 

 Em Coimbra resta a “Avenida” e a “Casa de Infância”. A memória do psiquiatra e do primeiro Bastonário da Ordem dos Médicos vai-se esfumando aos poucos.

ELYSIO DE MOURA
Elysio de Azevedo e Moura nasceu em Braga, a 30 de Agosto de 1877, morreu 18 de Junho de 1977 dois meses antes de completar 100 anos). Encontra-se sepultado no cemitério de Monte d'Arcos em Braga. Filho, de José Alves de Moura, um bacharel formado em Teologia, professor e, mais tarde, Reitor do Liceu de Braga (actual Escola Secundária Sá de Miranda) e de Dona Emília da Costa Pereira de Azevedo e Moura. Foi o quarto de dez filhos deste casal, tendo sido o único que seguiu Medicina. Foi casado com Celestina de Araújo Salgado Zenha de Azevedo e Moura, natural do Rio de Janeiro, que viria a falecer no ano de 1945, não tendo existido filhos por parte do casal. Talvez, por isso, se possa explicar o facto de Elysio de Moura e sua esposa se dedicarem "de alma e coração", "não se pouparem aos maiores sacrifícios" para revitalizar a instituição "Asilo da Infância Desvalida" que, em 1967, passa a designar-se "Casa da Infância Doutor Elysio de Moura". Esta instituição recebia e recebe (hoje 34 anos depois da sua morte) crianças do sexo feminino, em situação de risco social, para serem "amparadas, tratadas e orientadas com todo o carinho, desvelo e cuidado" (cit. Testemunhos, 1778: 40) como o próprio Elysio de Moura fez referir no seu Testamento, elaborado a 25 de Abril de 1977.
Casa de Infancia Dr. Elysio de Moura
 Entrou na Universidade de Coimbra com quinze anos de idade e com o objectivo de estudar Matemática e Filosofia, Outros tempos e outras regras (1892). Obteve o grau de Bacharel em Filosofia

Inscreveu-se então na Faculdade de Medicina, frequentando o Curso de Medicina de 1895 a 1901. A 1 de Março de 1901 fez acto de licenciatura. Aprovado com distinção, é nomeado, em 1902, professor substituto da Faculdade de Medicina de Coimbra. Mais tarde, como professor catedrático, rege as cadeiras de Patologia Interna, Propedêutica Médica, Obstetrícia e Pediatria. Terá sido a regência das cadeiras de Patologia Interna e de Clínica Médica que motivou Elísio de Moura para o estudo de Neurologia e Psiquiatria. Em 1907, consegue, graças à sua notoriedade, dar início em Portugal ao ensino de Neurologia e Psiquiatria, na Universidade de Coimbra.

Algumas obras de Elysio de Moura

- "Demente que aos 77 anos testou, sem dar por isso, e que aos 79 casou... também sem dar por isso!"- Petição e réplica dos Advogados J.S. da Cunha e Costa e E.M. da Cunha e Costa, e pareceres médico-legais dos Exmºs Srs. Drs. Elysio de Moura, Marques dos Santos, Egas Moniz e Sobral Cid, 1924;

- Anorexia Mental. Acta Universitatis Conimbrigensis, 1947, 141p.

Origem:Wikipédia, a enciclopédia livre
            Sara Cristina Martins Lopes

 Coimbra Julho de 2011
                    Carminda neves