segunda-feira, 3 de maio de 2010

TROÇOS DISPERSOS - CENTRO

Alvares, Gois (Minas Romanas da Escádia Grande em Roda Cimeira e de Covas dos Ladrões no Alto das Cabeçadas)Minas de Gois, Lousã e ArganilCadafaz, Gois (troço de calçada na Estrada do Pepio e do Sal e na Estrada das Malhadas, ambas nas cumeadas da Serra de Entre-Capelos e Serra das Malhadas)Serpins, Lousã (vestígios dos pilares da antiga Ponte Medieval sobre o rio Ceira junto ao Cabeço da Igreja)Várzea Grande, Vila Nova do Ceira (calçada de acesso às minas de ouro da região)S. Miguel da CortiçaSecarias, Arganil (acampamento romano na

ESTRADA DO PIPO

Estrada do Pipo

CNS:
15603
Tipo:
Via
Distrito/Concelho/Freguesia:
Coimbra/Góis/Álvares
Período:
Romano (?) e Idade Média (?)
Descrição:
O sítio arqueológico encontra-se ao longo da cumeada, nas da Serra de Entre-Capelos, existindo os trilhos rasgados na rocha, ao longo de uma extensão considerável de terreno. Detectaram-se três troços distintos de via, que deverão fazer parte da mesma.
Meio:
Terrestre
Classificação:
-
Conservação:
Em Perigo
Processos:
2000/1(446)







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ESTRADA DAS MALHADAS

Estrada das Malhadas
CNS:
15604
Tipo:
Via
Distrito/Concelho/Freguesia:
Coimbra/Pampilhosa da Serra/Pessegueiro
Período:
Romano e Idade Média
Descrição:
O sítio arqueológico encontra-se ao longo da Cumeada entre a Serra de Entre-Capelos e a Serra de Malhadas.
Meio:Terrestre
Classificação:
-
Conservação:
Em Perigo
Processos:
2000/1(446)
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LOUSÃ

ORIGENS

A origem da vila da Lousã está intimamente ligada à da ocupação romana. São inúmeros os artefatos desta época que chegaram até nós, como pedras tumulares, moedas, tijolos, telhas, peças de metal e vidro. Alguns indícios apontam que no Vale do Ceira terá existido explorações de ouro de relevo.
A vila da Lousã provavelmente teve origem ainda nos tempos de ocupação muçulmana. Reza a lenda que um emir, ou um rei, teria mandado erguer o castelo para proteger a sua filha Peralta, pois precisaria ir para o Norte da Áfria em busca de reforços para combater as tropas cristãs. O nome deste emir seria Arunce, e em sua homenagem tanto a povoação quanto o castelo tiveram o nome de Arouce.
SÉCULO X Foi um período marcado pela reconquista cristã e expulsão dos mouros. Em alguns registos desta época, como um documento de 943 que estabelece um acordo entre o Abade do Lorvão (Mestúlio) e Zuleima Abaiud (moçárabe, um cristão convertido à força ao islamismo). Neste contrato surge o nome Arauz, topónimo identificativo de uma povoação muito importante na região. Localizava-se junto do local onde foi construído o castelo de Arouce.
Ainda no século X, ocorreu a repovoação da área onde hoje situa-se a sede do concelho.
SÉCULO XI e XIIFoi no séxulo XI com a chegada a paz ao Vale do Mondego, que ter-se-á iniciado o desenvolvimento da bacia da Lousã. Era uma altura em que já havia segurança e as pessoas podiam andar à vontade sem precisarem se refugiar atrás das muralhas do castelo de tempos em tempos.
O castelo é uma icógnita quanto à sua construção. A teoria mais aceite seria de que foi erguido na época da dominação muçulmana. Há factos que indicam que D. Sesnando, um moçárabe proviniente de Tentúgal (educado em Córdova) terá construído ou reformado o imóvel. D. Sesnando foi ainda um grande nome da história local. Ele reorganizou e foi o responsável pela defesa e pacificação do vasto território. Foi ainda responsável pela reconstrução de muitos castelos como o da Lousã / Arouce, Coimbra, Montemor-o-Velho, Penacova e Penela.
Durante os reinados de D. Teresa e depois de D. Afonso Henriques, a região da Lousã prosperou cada vez mais. Em 1147, foram reconquistadas Santarém e Lisboa. Com isso, o rei ordenou a recuperação de castelos importantes como o de Arouce, mencionado no foral de Miranda do Corvo em 1136. Em 1151 foi quando o castelo recebeu foral. Em 1160 ocorre a primeira referência a Lousã, sem estar ligada a Arouce, num documento régio

SERPINS

HISTÓRIA

Situada nas margens do rio Ceira, a cerca de 9 quilómetros da vila da Lousã, a freguesia de Serpins é um dos mais antigos aglomerados populacionais do Concelho. Apesar de, no início da nacionalidade a paróquia de Santa Maria de Serpins integrar o Mosteiro de Lorvão, o povoamento da freguesia parece ser bem anterior a essa data (século XII). Já em 943 Serpins (topónimo antroponímico) é referida como "villa" rústica no território do Castelo de Arouce, pertencendo então metade dela a Zoleiman Abaiub (Salomão). A outra parte da "villa" de Serpins pertencia, muito possivelmente, aos antepassados do notável conde Gonçalo Monis.
O povoamento local deverá recuar à época romana, remontando a esse tempo, talvez, o próprio topónimo. Pelas invasões de Almansor, caiu a "villa" sob o domínio arábico (fins do século X). D. Manuel I deu-lhe foral, em Lisboa, a 27 de Fevereiro de 1514. A povoação fez-se então vila, cabeça de concelho criado e extinto por causas senhoriais (com a reforma administrativa de 1836) pelo liberalismo. Existe ainda na freguesia o Pelourinho, monumento Nacional que, apesar de reconstruído há algumas décadas, é composto pelo fuste com esquinas chanfradas sobre três degraus e um plinto e pela pinha ou remate, na qual se pode ver um escudo nacional, na forma típica do século XVI.
Destaque também para as duas pontes — a Ponte velha, do século XIV, e a Ponte Nova, do século XVII, como são conhecidas na região. A Ponte Velha é formada pelos restos dos pilares da ponte medieval, que ainda hoje se conservam, que podem eventualmente remontar ao período luso-romano. Por seu turno, a Ponte Nova, a jusante da anterior mas atravessando igualmente o rio Ceira, tem três amplos arcos e 75 metros de comprimento. Foi construída em 1661, conforme uma inscrição ainda legível, havendo também referência a 1674, possivelmente de carácter religioso. As Capelas da Nossa Senhora da Graça, da Nossa Senhora da Saúde e de S. Pedro, constituem igualmente bons motivos para uma visita a Serpins



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S. MARTINHO DA CORTIÇA

Um pouco de história
A primeira referência histórica à igreja de S. Martinho, em outro tempo da Sanguinheda, remonta ao ano de 1141, altura em que a freguesia pertencia à herdade de Pombeiro e Souto Seco, instituída pela rainha D. Teresa em 1126. Nesta altura estaria já situada no Passal, um sítio ermo na parte traseira da colina em que assenta a povoação de S. Martinho, entre a Cortiça e a Sanguinheda. Foi construída como tantas outras fora do povoado, ao lado da antiga estrada da Beira, para ficar no meio da sua vasta circunscrição eclesiástica. Suspeita-se contudo que a sua fundação possa remontar a finais do séc. IX, logo após a reconquista de Coimbra aos mouros em 878.
A ocupação da freguesia teve origens certamente mais remotas. A antiga estrada da Beira procedeu da antiga via romana que ligava Coimbra a Salamanca e transpunha o rio Alva na ponte da Mucela, onde ainda hoje se observam silhares romanos reempregues na sua estrutura. Aqui desde logo se fixaram as primeiras populações, como o provam as várias moedas e medalhas romanas encontradas em alicerces de casas desta povoação e vestígios de lavras de minas de ouro exploradas pelos romanos.
Durante o séc. XII e XIV fez também parte do castelo de Góis e Bordeiro e do senhorio de Arganil. Em 1355 a freguesia, que na altura era mais extensa abarcando a actual freguesia de Carapinha, foi incluída no senhorio de Pombeiro, concedido por escambo a Martim Lourenço da Cunha pelo rei D. Afonso IV ao qual se manteve ligado até ao séc. XIX.
Em finais do séc. XV, Artur da Cunha, senhor de Pombeiro, desmembrou os lugares de Sanguinheda e Carapinha para constituir o senhorio da Sanguinheda, que deu territorial, mas não política nem judicialmente ao seu terceiro filho, Simão da Cunha.



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Arganil

O concelho de Arganil, subordinado ao distrito de Coimbra e enquadrado na Beira Litoral, compõe-se actualmente, das freguesias de Anseriz, Arganil, Barril de Alva, Benfeita, Celavisa, Cepos, Cerdeira, Coja, Folques, Piódão, Pomares, Pombeiro da Beira, S. Martinho da Cortiça, Sarzedo, Secarias, Teixeira e Vila Cova do Alva. O verdadeiro foral de Arganil, datado de 1175, seja outorgado por D. Pedro Ubertiz, nos últimos anos de reinado de D. Afonso Henriques, falecido em 1185. Dizemos «verdadeiro foral de Arganil» visto ser este que D. Dinis confirma e serve de norma a D. Manuel I, quando o «Venturoso», em 1514, dá novo foral a Arganil, encabeçado por estas palavras: - «Foral da vila de Arganil, do bispado de Coimbra, dado por Pero Ubertiz, confirmado por El-Rei D. Dinis per as rendas de Arganil. Olhando para o mapa das campanhas viriatinas, elaborado pelo prof. Schulten, (vidé Adolfo Schulten - Viriato, trad. de Alfredo de Ataíde, Porto, 1940, fim), que dedicou toda a vida de sábio investigador e arqueólogo a este trabalho ardoroso, fácil é verificar que, através das serranias da nossa região, deviam ter soado muitas vezes os ecos da buzina de Viriato, chamando os seus homens à peleja contra os Romanos invasores. E, se compararmos as qualidades que lhes atribui Estrabão com as que ainda hoje distinguem os nossos conterrâneos - a sobriedade, a persistência, a fragilidade, a resistência física e moral, a força de vontade, o amor entranhado pela terra - não resta dúvida de que nos há-de parecer ver ressuscitados os velhos partidários da independência lusitana na alma e no corpo dos vizinhos das nossas aldeias.
Aos ataques dos Romanos souberam eles opor resistência tão forte e prolongada que, só após dezenas e dezenas de anos de lutas sangrentas, conseguiram dominá-los. Apesar das baixas sofridas, não podemos, porém, acreditar que raça tão vigorosa desaparecesse para sempre. Embora inclementes, os Romanos não queriam o seu extermínio, nem dispunham de colonizadores que pudessem substituí-los. Interessava-lhes a submissão, não a ruína. E a política que vieram a adoptar, mostra isto perfeitamente, visto se saber que, em lugar de os votar ao abandono, uma vez subjugados, tentaram, pelo contrário, comunicar-lhes os seus costumes, dar-lhes a sus civilização, trazê-los ao seu convívio pacífico graças à fundação de cidades, à construção de monumentos, à abertura de estradas, à adopção de instituições administrativas, militares, judiciárias e educativas, destinadas a apagar a lembrança da sua rebeldia orgulhosa


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Lomba do Canho

NOTICIA
Coimbra, 15 Mar (Lusa) - O responsável pelo acervo do Museu Regional de Arqueologia de Arganil, à guarda da autarquia, denunciou hoje o desaparecimento de peças militares do período romano, no seguimento de uma perícia efectuada pelo Ministério
Em Janeiro deste ano, João Castro Nunes, responsável e proprietário do acervo, denunciou também o desaparecimento de uma valiosa ara romana "dedicada à divindade da indígena Ilurbeda e proveniente do concelho de Góis", que era "internacionalmente conhecida e objecto de várias publicações".
O seu desaparecimento foi notado há cerca de um ano, dando origem a uma queixa que corre no Tribunal de Arganil, mas só no dia 20 de Janeiro deste ano se efectuou uma perícia ao acervo por dois peritos do Ministério da Cultura.
"Na perícia efectuada verificou-se também o desaparecimento de cerca de centena e meia de projécteis de catapulta, em ferro, e aproximadamente três centenas de pontas de ferro de dardos catapultários, únicas em Portugal", disse hoje à agência Lusa João Castro Nunes.
O investigador revelou que estas peças foram descobertas no acampamento militar romano da Lomba do Canho, situado nas cercanias da vila de Arganil e datado do século primeiro antes de Cristo, durante escavações realizadas entre 1977 e 1983 sob a sua responsabilidade.
"As peças não deixam dúvidas quanto ao potencial bélico das legiões romanas, sendo de um interesse arqueológico extraordinário, para além do seu valor histórico incalculável", sublinhou João Castro Nunes.
Segundo este professor jubilado das Universidades Clássica Nova e Lusíada de Lisboa, o acampamento da Lomba do Canho "é o único que resta em todo o mundo romano, do período tardo-republicano, o que lhe confere um estatuto de património da Humanidade", embora esteja presentemente ao "abandono pela edilidade arganilense".
O responsável pelo acervo do Museu Regional de Arqueologia de Arganil crê que a instalação do acampamento romano naquele local resultou da sua "posição estratégica no coração da Lusitânia" e da "riqueza mineira da região, sobretudo do ouro, largamente explorado na localidade".
O local está selado pelo Ministério da Cultura mas, segundo João Castro Nunes, "ainda ali há muito que explorar em termos arqueológicos, faltando, por exemplo, encontrar o cemitério do acampamento".
O acervo do Museu Regional de Arqueologia de Arganil, que oficialmente ainda não foi constituído, resultou das investigações, recolha e aquisições de João Castro Nunes, que o tinha confiado à guarda da Câmara Municipal.
Confrontado com o desaparecimento de peças do espólio, o presidente da autarquia de Arganil, Ricardo Alves, disse à Lusa que não se pronuncia por se tratar de uma "matéria em segredo de justiça que exige reserva"
da Cultura. viasromanas.planetaclix.pt/vrinfo.html

sexta-feira, 30 de abril de 2010

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Pelourinhos do concelho da lousã







Existem dois pelourinhos no concelho de Lousã, um na vila do mesmo nome e outro na freguesia de Serpins. do Pelourinho de Lousã, existe apenas o remate, na posse da respectiva Câmara Municipal. O Pelourinho de Serpins faz parte doPatrimónio do Estado e este tem sido conservado pela respectiva Junta de Freguesia desde a extinçãodo concelho de Serpins. Direcção de Finanças de Coimbra