terça-feira, 11 de julho de 2017

Fernando Namora


Médico
Fernando Gonçalves Namora foi um médico e escritor português, autor duma extensa obra, das mais divulgadas e traduzidas nos anos 70 e 80. Existe uma escola secundária com o seu nome em Condeixa-a-Nova.
Nascimento15 de Abril de 1919, Condeixa-a-Nova
Falecimento31 de Janeiro de 1989, Lisboa
NacionalidadePortuguês
PrémiosPrémio Ricardo Malheiros (1953); Prémio D. Dinis (1982)
Magnum opusDeuses e demónios da medicina


Fernando Gonçalves Namora - (1919 - 1989) foi um escritor português, natural de Condeixa-a-Nova. Na Universidade de Coimbra, licenciou-se em Medicina, que exerceu na sua terra natal e nas regiões da Beira Baixa e Alentejo.
O seu volume de estreia foi Relevos (1938), livro de poesia onde se notam as influências do grupo da Presença.
No mesmo ano, publicou o romance As Sete Partidas do Mundo, o qual foi galardoado com o Prémio Almeida Garrett, onde se começa a esboçar o seu encontro com o neo-realismo, ainda mais patente três anos depois com a poesia de Terra no Novo Cancioneiro.
A sua obra evoluiu no sentido do amadurecimento estético do Neo-Realismo, o que o levou a um caminho mais pessoal. Não desdenhando a análise social, os seus textos foram cada vez mais marcados por aspectos de picaresco, observações naturalistas e algum existencialismo.
FERNANDO NAMORA

Fernando Namora foi um escritor dotado de uma profunda capacidade de análise psicológica, a que se ligou uma linguagem de grande carga poética. Escreveu, para além de obras de poesia e romances, contos, memórias e impressões de viagem.
Entre os títulos que publicou encontram-se os volumes de prosa Fogo na Noite Escura (1943),Casa da Malta (1945), As Minas de S. Francisco (1946), Retalhos da Vida de um Médico (1949 e 1963), A Noite e a Madrugada (1950), O Trigo e o Joio (1954), O Homem Disfarçado (1957),Cidade Solitária (1959), Domingo à Tarde (1961, Prémio José Lins do Rego, Os Clandestinos (1972) e Rio Triste (1982).
Além dos já mencionados, publicou em poesia Mar de Sargaços (1940) e Marketing ( 1969). A sua produção poética conheceu uma antologia datada de 1959, intitulada As Frias Madrugadas.
Escreveu ainda volumes de memórias, anotações de viagem e crítica, como Diálogo em Setembro (1966),  Um Sino na Montanha (1970), Os Adoradores do Sol (1972), Estamos no Vento (1974), A Nave de Pedra (1975), Cavalgada Cinzenta (1977) e Sentados na Relva (1986).
O romance Domingo à Tarde foi adaptado ao cinema em 1966 por António de Macedo. O livro Retalhos da Vida de um Médico foi adaptado ao cinema por Jorge Brum do Canto (1962), além de ter sido produzida uma série televisiva por Artur Ramos e Jaime silva (1979-1980). 

Universidade de Coimbra - - Fernando Namora

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COIMBRA, JULHO DE 2017
CARMINDA NEVES








segunda-feira, 10 de julho de 2017

BORIS PASTERNAK

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BORIS PASTERNAK

Boris Leonidovitch Pasternak foi um poeta e romancista russo.
Nascimento: 10 de Fevereiro de 1890, Moscovo, Rússia
Falecimento: 30 de maio de 1960, Peredelkino, Rússia
Cônjuge: Yevgenia Vladimirovna Lourie (de 1922 a 1931)
Filmes: Doutor Jivago, Rei Lear
Filhos: Evgenij Pasternak, Leonid Pasternak
Borís Leonídovitch Pasternak (1890-1960) foi um poeta, escritor e tradutor russo, considerado um dos maiores poetas do século XX. Nascido a 10 de Fevereiro de 1890, tornou-se aos 68 anos, em 1958, o segundo escritor da Rússia (após Ivan Búnin) a ser agraciado com o Prémio Nobel da Literatura. A sua obra consiste num grande número de ensaios académicos, cujo volume ultrapassa o número de livros do escritor. A vida de Pasternak foi cheia de eventos, encontros, reviravoltas inesperadas do destino; as suas obras tornaram-se pontos de referência não só na biografia do autor e na literatura russa, mas também na história da Rússia do século XX.
Pasternak nasceu em Moscovo, na família do professor de artes plásticas Leoníd Pasternak. Terminou a escola e, em seguida, em 1913, estudou na Faculdade de Histórico-Filológicas, na área de Filosofia, da Universidade de Moscovo. No Verão de 1912, estudou Filosofia na Universidade de Marburgo (Alemanha) e viajou para a Itália (Florença, Veneza). Durante a juventude, compôs música, pintou bons quadros, tornou-se num apaixonado por história.
O mais importante trabalho da sua vida foi o romance Doutor Jivago (Доктор Живаго), pelo qual Pasternak recebeu o Prémio Nobel em 1958.

No romance Doutor Jivago, a última parte é dedicada à poesia do protagonista. O primeiro poema, cuja autoria é atribuída ao protagonista, chama-seA Noite de Inverno (Зимняя ночь). Posteriormente, foi muitas vezes publicado como uma obra literária independente, com o nome de Vela (Свеча), e foi até musicado.

A Noite de Inverno
Мело, мело по всей земле
Во все пределы.
Свеча горела на столе,
Свеча горела.
Nevou, nevou por toda a Terra,
Por todos os recantos.
Uma vela ardia sobre a mesa,
Uma vela ardia.
Как летом роем мошкара
Летит на пламя,
Слетались хлопья со двора
К оконной раме.
Como no Verão o mosquedo
Sobrevoa a chama,
Voavam flocos lá de fora
Para o caixilho da janela.
Метель лепила на стекле
Кружки и стрелы.
Свеча горела на столе,
Свеча горела.
O nevão moldava no vidro
Arcos e flechas.
Uma vela ardia sobre a mesa,
Uma vela ardia.
На озарённый потолок
Ложились тени,
Скрещенья рук, скрещенья ног,
Судьбы скрещенья.
No tecto alumiado
Deitavam-se as sombras
Da encruzilhada de braços, de pernas,
De destino encruzilhado.
И падали два башмачка
Со стуком на пол,
И воск слезами с ночника
На платье капал.
E caíram dois sapatinhos
Ao chão, com um baque,
E, da lamparina, a cera em lágrimas
Gotejava no vestido.
И всё терялось в снежной мгле
Седой и белой.
Свеча горела на столе,
Свеча горела.
E tudo se perdeu na bruma de neve
Cinzenta e branca.
Uma vela ardia sobre a mesa,
Uma vela ardia.
На свечку дуло из угла,
И жар соблазна
Вздымал, как ангел, два крыла
Крестообразно.
Algo soprou do canto para a vela,
E o fervor da tentação
Ergueu, como um anjo, duas asas
Em forma de cruz.

Мело весь месяц в феврале,
И то и дело
Свеча горела на столе,
Свеча горела.
Nevou todo o mês, em Fevereiro,
E, incessantemente,
Uma vela ardia sobre a mesa,
Uma vela ardia.
FONTES;

Boris Pasternak - Universidade de Coimbra

https://www.uc.pt/fluc/depllc/CER/cerartigos/cerartigo20

Tradução de Inês Gonçalves

Boris Pasternak - Wikipedia

https://en.wikipedia.org/wiki/Boris_Pasternak

domingo, 12 de março de 2017

COMO VIVE O SAGE («prudente; razoável»)

SAGE: (Aquele que alia a virtude à sabedoria; aquele cujos juízos e cujo comportamento são inspirados e governados pela retidão de espírito, pelo bom senso; aquele que só estima os verdadeiros bens e, por isso, vive sem as ambições, as inquietações e as deceções que perturbam a existência do homem comum)
Pirro de Élis (ca. 360 a.C. — ca. 270 a.C. foi um filósofo grego, nascido na cidade de Élis, considerado o primeiro filósofo cético e fundador da escola que veio a ser conhecida como pirronismo.
Pirro, viajou com Alexandre, o Grande nas suas explorações no oriente, e estudou na Índia com os gimnosofistas: (as raízes orientais do ceticismo pirrônico) e Magi na Pérsia: (Linha sacerdotal hereditária na Pérsia), adotou da filosofia oriental uma vida de reclusão. Voltando a Elis, viveu pobremente, mas foi muito reconhecido pelos habitantes de Elis e também pelos atenienses, que lhe concederam a cidadania.
Diz-se que Pirro era tão cético que isso o teria levado a agir de maneira insensata. Segundo Diógenes Laércio, não se guardava de risco algum que estivesse em seu caminho, carroças, precipícios ou cães. Certa vez, quando Anaxarco caiu em um poço, Pirro manteve-se imperturbável, conforme a sua filosofia, não socorrendo o mestre. "Filosofava segundo o discurso da suspensão do juízo, mas que não agia de maneira inaudita". Parece confirmar essa observação o fato de Pirro ter vivido até os 90 anos.
PIRRO de  ÉLIS
O mundo é vão, ilusório, caduco, frágil, instável, nulo. Portanto, a autentica atitude do homem perante este mundo irreal não implica qualquer opinião sobre ele, qualquer inclinação para este ou aquele aspeto, qualquer agitação por ele determinada: é ataraxia («imperturbabilidade»), afasia («o não falar», «o não julgar»), epoché («a suspensão do juízo»), e apatia (« a ausência de paixões»). A atitude dos sábios orientais que Pirro havia encontrado na Índia.
   A felicidade nasce desta absoluta indiferença pelo mundo, a qual «despe completamente o homem» da sua humanidade e o faz encontrar nele próprio a vida do divino e do bem. Se verdadeiramente se abandona toda a opinião acerca do mundo, é então radicalmente modificada também a sensibilidade e as sensações perdem essa intensidade que é devida à memória, à expectativa, ao medo do futuro. O Sage pode, pois, ser feliz mesmo entre aquilo a que os homens chamam «os tormentos mais atrozes». Prazer, dor, riqueza, miséria, gloria, ignomínia, saúde, doença, vida, morte são-lhe absolutamente indiferentes. Ele é feliz e indiferente ao mundo, tal como é feliz e indiferente ao mundo o Deus de Aristóteles.
Também Sócrates afirmou que o verdadeiro bem é o da alma, da qual o corpo é «cárcere»; e viveu da acordo com este seu saber; mas Sócrates suporta a dor e o mal do mundo – como depois fará também Jesus Cristo: já Pirro os não suporta, porque não apenas ele sabe que não têm realidade, como os vive como irreais, do mesmo modo sabe e vive como irreais todos os aspetos do mundo.

Fonte: SEVERINO, Emanuel: A FILOSOFIA ANTIGA; CAPITULO XI, 3; edições 70
                                  https://pt.wikipedia.org/wiki/Pirro_de_%C3%89lis
                                     FOTOGRAFIA TIRADA DA NET
Coimbra, Março de 2017
Carminda Neves

               


domingo, 5 de março de 2017

HISTÓRIA DO VINHO

Ninguém sabe como o vinho aparece no mundo. Desde há muito tempo os povos nómadas apanhavam umas bagas e comiam, achavam que era bom e quando começaram a estabilizar-se começaram a fazer uma bebida com essas bagas que lhes dava alegria.
As evidências arqueológicas sugerem que a mais antiga produção de vinho teve lugar em vários locais da Geórgia, Irão, Turquia, e China entre 8000 e 5000 a.C. As evidências arqueológicas tornam-se mais claras e apontam para a domesticação da videira, em sítios do Oriente Próximo, Suméria e Egipto, no início da Idade do Bronze, desde aproximadamente 3000 a.C.
vinho médio Oriente
 Há uma História sobre Moisés: quando guardava o rebanho um dos seus bodes comeu bagas de uma planta diferente, o seu comportamento ficou agressivo e violento. Moisés ao ver o comportamento estranho do seu animal, colheu a planta, cuidou-a, regou-a com sangue divino. Ela cresce e torna-se, assim, uma planta sagrada, tal como suas bagas e seu sumo depois de fermentado.
Em Portugal a produção de vinho faz-se desde os primeiros tempos
   “Na Grécia antiga (Juno ou Hera na mitologia grega) casada com Júpiter portanto a rainha dos deuses tentava a deusa sereia depois de beber de uma certa planta”.
As mais antigas evidências sugerindo a produção de vinho na Europa, e entre as mais antigas do mundo, são originárias de sítios arqueológicos na Grécia, datados de 6500 a.C. De facto, várias fontes gregas, bem como Plínio o Velho, descrevem como os antigos gregos utilizavam gesso parcialmente desidratado antes da fermentação e um tipo de cal após aquela com o propósito de diminuir a acidez. O escritor grego Teofrasto é a mais antiga fonte conhecida a descrever esta prática de vinificação entre os antigos gregos.
Na Bíblia faz-se uma alusão ao vinho. (É necessário não deitar vinho novo no odre velho. Cada vinho deverá ter seu odre; velho com velho novo com novo.)
uvas
Utiliza-se vinho nas bodas de Canaã.
No Antigo Egito, o vinho tornou-se parte da história registada, desempenhando um papel importante na vida cerimonial. O vinho teria sido introduzido no Egipto pelos gregos. São também conhecidos vestígios de vinho na China, datados do segundo e primeiros milénios a.C.

O vinho era comum na Grécia e Roma clássicas. Os antigos gregos introduziram o cultivo de videiras, como a Vitis vinífera, nas suas numerosas colónias na Itália, Sicília, França meridional, e Península Ibérica. Dioniso era o deus grego do vinho e da diversão, e o vinho era frequentemente mencionado nos escritos de Homero e Esopo. Muitas das principais regiões vinhateiras da Europa Ocidental atual foram estabelecidas pelos romanos. A tecnologia de fabricação do vinho melhorou consideravelmente durante o tempo do Império Romano. Eram, já então, conhecidas muitas variedades de uvas e de técnicas de cultivo e foram criados os barris para a armazenagem e transporte do vinho.

VINHO EM PORTUGAL

O Douro é a mais antiga Região Demarcada do mundo, conhecida pela notável qualidade dos seus vinhos e pelo famoso Vinho do Porto, o vinho generoso que esteve na origem desta demarcação, ordenada em 1756 pelo Marquês de Pombal. “Caves da Real Companhia velha”
O Douro localiza-se no Nordeste de Portugal, rodeado pelas serras do Marão e de Montemuro. A maioria das plantações é feita em socalcos, talhados nas encostas dos vales ao longo do rio Douro e seus afluentes. Os solos são essencialmente de xisto embora, em algumas zonas, também graníticos. Embora particularmente difíceis de trabalhar, estes solos são benéficos para a longevidade das vinhas e permitem mostos concentrados de açúcar e cor. A cultura da vinha na região remonta à ocupação romana, mas foi no século XVII que o Vinho do Porto teve grande expansão, originando o Tratado de Methwen entre Portugal e a Inglaterra, com vista à sua exportação.
vila nova de Gaia Foz do Douro exportação vinho do Porto
Há muitos exportadores de vinho do Porto, em Portugal, muitos deles oriundos de famílias inglesas. “Os vinhos bebiam-se geralmente fora do país que os produzia. Ex: em Inglaterra bebia-se o vinho de França, os franceses bebiam o vinho de Itália etc… (as boas castas.”)
Com os descobrimentos os ingleses descobriram os vinhos de Portugal, principalmente vinho do Porto que começou a ser exportado para todo o Mundo.
Como o terreno em Portugal não é bom para a produção de trigo, os portugueses começaram a produzir vinho séc. XV-XVI. E não pagam as rendas aos nobres porque essas eram pagas em trigo. Daí surge o Rei D. Fernando, que faz a lei das Sesmarias para obrigar os agricultores a cultivar trigo e pagarem as rendas. Diz-se que esta lei era para proteger a agricultura e os agricultores, não é bem verdade, esta lei foi para proteger os nobres.
Os ingleses vieram para Portugal para explorarem a produção de vinho do Porto e começaram a adultera-lo isto vai fazer com que perca o seu prestigio no estrangeiro.
Marquês de Pombal
Aparece então o Marquês de Pombal (primeiro ministro de Portugal, reinado de D. José) que, só, deu autorização à Real Companhia Velha para produzir e vender vinho. Faz-se nessa altura a primeira região demarcada de vinho no mundo (séc. XVIII, com Pombal) “já referido atrás” com o passar dos tempos e o desaparecimento do rei D. José, toda agente começa a produzir vinho do Porto e aí começa novamente a sua adulteração.
O vale do Douro (rio português) foi nesta época, e ainda é, o grande fornecedor do melhor vinho do mundo.
O vinho do Porto é o bem que Portugal mais exporta para todo o mundo e não se produz o suficiente. Devia-se dar mais atenção à agricultura.


Fontes: Prof. José Hermano Saraiva in “HORIZONTES DA MEMÓRIA”
                           
         
            FOTOGRAFIAS: da Internet

COIMBRA, FEVEREIRO DE 2017
CARMINDA NEVES


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

SILENCIOSA

Não dói e não tem sintomas estranhos nos primeiros anos. Quando se percebe que algo não está bem, a doença já tem alguns anos de evolução. É assim que se instala a diabetes tipo 2, silenciosamente.
PRÉ
O Observatório Nacional da Diabetes já admitiu que podem estar a surgir 160 novos casos por dia. A contabilidade feita em 2013 apontava para a existência de mais de um milhão de diabéticos em Portugal. A este número ainda se deve somar o de pré-diabéticos, num total de mais de 2 milhões.
PRÉ DIABETES
A diabetes está instalada quando surgem dois valores de glicémia em jejum superiores a 126 mg/dl. Importante será também o número significativo de pessoas com o que se designa por anomalia de glicémia em jejum.
Nestes casos, a glicémia em jejum é um pouco mais alta do que é considerado normal, mas ainda inferior aos valores estabelecidos para a definição de diabético. Nestes casos a glicémia em jejum poda situar-se entre 110 e os 129 mg/ml e, apesar de ainda não serem diabéticos, são pessoas que já estão sujeitas à ocorrência de complicações inerentes a esta doença.




FONTE:REVISTA OLHARES C.C.C.
COIMBRA, FEVEREIRO DE 1017
CARMINDA NEVES




quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

DESCONTROLO

RISCOS
Glicose e insulina são ingredientes chave num mecanismo que algumas espécies principalmente a humana foram desenvolvendo ao longo de milhares de anos e que pode ter assegurado a sua existência. Isto, num tempo em que os alimentos eram escassos e era necessário dispor de reservas de energia para alimentar as células. Acumulámos milhares de anos com esta reacção/resposta.
Hoje, é este mesmo mecanismo que nos está a matar. O processo de armazenamento de energia mantém-se, mas desapareceram as necessidades de reserva. O nosso organismo não sabe disso, não está programado para o excesso e garante a produção de insulina sempre que existem concentrações de glicose no sangue. Ironia do destino. O que antes garantia a sobrevivência, hoje dissemina a desordem.

           SINTOMAS
                                                             
         

COIMBRA, FEVEREIRO DE 2017

CARMINDA NEVES

FONTES: REVISTA OLHARES  CENTRO CIRÚRGICO COIMBRS

FOTOGRAFIAS DA INTERNET
Há um problema de fartura e, mais tarde ou mais cedo, os vasos sanguíneos encarregam-se de espalhar todas as alterações. E complicações atraem complicações

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

O PODER DAS PALAVRAS

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GABRIEL GARCIA  MARQUEZ


A Humanidade entrou no terceiro milénio sob o império das palavras. Não é verdade que a imagem esteja a suplanta-las nem que possa extingui-las. Pelo contrário, está a potencia-las: nunca houve no mundo tantas palavras com tanto alcance, autoridade e arbítrio como na imensa Babel da vida actual. Palavras inventadas, maltratadas ou sacralizadas pela imprensa, pelos livros descartáveis, pelos cartazes de publicidade; faladas e cantadas pela rádio, pela televisão, pelo cinema, pelo telefone, pelos altifalantes públicos: gritadas à brocha nas paredes da rua ou sussurradas ao ouvido na penumbra do amor: Não: o grande derrotado é o silêncio. As coisas têm agora tantos nomes em tantas línguas que já não é fácil saber como se chamam em nenhuma. Os idiomas dispersam-se à rédea solta, misturam-se e confundem-se, desembestados rumo ao destino inelutável de uma língua global.

               Gabriel Garcia Marquez, in “Eu não Venho Fazer um Discurso”

Gabriel José García Márquez foi um colombiano escritor, jornalista, editor, ativista e político.
Nascimento: 6 de março de 1927, Aracataca, Colômbia
Falecimento: 17 de abril de 2014, Cidade do México, México
Prêmios: Prêmio Nobel de Literatura, Prémio Rómulo Gallegos, mais
Filmes: Erêndira, En este pueblo no hay ladrones, mais
Filiação: Gabriel Eligio García, Luisa Santiaga Márquez

Foi laureado com o Prémio Internacional Neustadt de Literatura em 1972, e o Nobel de Literatura de 1982 pelo conjunto de sua obra que, entre outros livros, inclui o aclamado Cem Anos de Solidão. Foi responsável por criar o realismo mágico na literatura latino-americana. Viajou muito pela Europa e viveu até a morte no México. Era pai do cineasta Rodrigo García.

Gabriel García Márquez, também conhecido por Gabo, nasceu em 6 de março de 1927, na cidade de Aracataca, Colômbia, filho de Gabriel Eligio García e de Luisa Santiaga Márquez,[4][5] que tiveram ao todo onze filhos. Logo depois que García Márquez nasceu, seu pai se tornou um farmacêutico. Em janeiro de 1929, seus pais se mudaram para Barranquilla,[6][7] enquanto García Marquez permaneceu em Aracataca. Foi criado por seus avós maternos, Doña Tranquilina Iguarán e o coronel Nicolás Ricardo Márquez Mejía.[6][8] Quando ele tinha oito anos, seu avô morreu, e ele se mudou para a casa de seus pais em Barranquilla, onde seu pai era proprietário de uma farmácia.

Seu avô materno Nicolás Márquez, que era um veterano da Guerra dos Mil Dias, cujas histórias encantavam o menino, e sua avó materna Tranquilina Iguarán, exerceram forte influência nas histórias do autor. Um exemplo são os personagens de Cem Anos de Solidão.

Gabriel estudou em Barranquilla e no Liceu Nacional de Zipaquirá. Passou a juventude ouvindo contos das Mil e Uma Noites; sua adolescência foi marcada por livros, em especial A Metamorfose, de Franz Kafka. Ao ler a primeira frase do livro, "Quando certa manhã Gregor Samsa acordou de sonhos intranquilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso", pensou "então eu posso fazer isso com as personagens? Criar situações impossíveis?". Em 1947 muda-se para Bogotá para estudar direito e ciências políticas na universidade nacional da Colômbia, mas abandonou antes da graduação. Em 1948 vai para Cartagena das Índias, Colômbia, e começa seu trabalho como jornalista.


Coimbra, Fevereiro de 2017

Carminda Neves



segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

QUER SER EMOCIONALMENTE FORTE? EXERCITE-SE


Mente sã em corpo são. Não dá para negar e são cada vez mais as provas de que um corpo é apenas fisicamente forte quando a mente está bem. Mas a questão não é tão simples quanto parece, pois para que uma mente esteja bem, o corpo precisa de ser forte.
ATLETISMO

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

A Rainha Santa sabia de ervas de unguentos. Se fosse hoje seria médica

Isabel de Aragão foi muito mais do que rainha consorte. Dotada de um profundo sentido de justiça social e solidariedade com os pobres, a isso se deve ter sido canonizada pela Igreja Católica. À luz da ciência, a explicação para as curas que operou deve-se ao facto de Isabel conhecer o poder curativo das plantas e ter estudado a anatomia do corpo. O novo romance da ex-jornalista Isabel Machado recria a personagem da primeira rainha de Portugal que não abdicou de ter um papel nos assuntos de Estado

 Se Isabel Machado, a autora de “A Rainha Santa”, considera Dinis de Portugal e Isabel de Aragão como o “mais interessante casal real” da história do nosso país, a história mostra que formaram uma boa parceria na governação do reino. É preciso recuar ao século XIII, à constante ameaça às frágeis fronteiras dos reinos da Península Ibérica para entender a importância de uma criteriosa política de alianças entre casas reais. Nesse tempo, como nos séculos vindouros, a diplomacia matrimonial firmava pactos entre Estados, e a noção de amor era alheia aos casamentos de príncipes e princesas, educados desde a nascença para defender os interesses do reino que os vira nascer.

Isabel Machado trocou o jornalismo pelo romance histórico, ou seja a narrativa dos factos concretos pela ficção de personagens, diálogos e alguns acontecimentos. Como ela própria diz, o “o romance histórico é ficção”, não é um relato que tenha de ser sempre fiel às fontes. Mas para que o romance tenha corpo, consistência, credibilidade, “é preciso investigar os elementos disponíveis sobre a época, personagens e ambientes. Na altura da pesquisa trabalho 12 horas por dia, sete dias por semana”, disse ao Expresso a autora do livro “A Rainha Santa”, que é apresentado esta terça-feira ao fim da tarde na livraria FNAC do Colombo.
Sobrinha-neta de Santa Isabel da Hungria – cujo milagre mais conhecido é o das rosas que muitos atribuem por mimese a Isabel de Aragão – a filha de Pedro III de Aragão tinha 12 anos quando casou com Dinis de Portugal, selando assim uma aliança dos dois reinos peninsulares contra a ameaça hegemónica de Castela. Pia e devota, a jovem princesa sentia ter recebido de Deus e da sua Santa tia [já canonizada] “a missão de se dar aos mais carenciados de todos, em plena entrega, tocando-lhes e tratando-os no exemplo de aceitação plena de Cristo, sem julgamento”. Muito jovem, e ainda solteira, tinha o hábito de visitar asilos e hospitais, o que constituía uma enorme preocupação para seu pai.
Em termos de saber, Isabel beneficia da imensa curiosidade do seu irmão Jaime [II de Aragão] que se dedica ao estudo dos poderes curativos das plantas e da anatomia do corpo. O príncipe Jaime usufruíra da proximidade com os melhores físicos [os nossos médicos] da época – judeus ou árabes residentes na Península; entre os seus educadores ilustres, contou com o notável filósofo, doutor e poeta Ramon Llull – criador da doutrina do racionalismo místico que seria condenada pelo Papa Gregório XI um século depois e considerada como desvio apóstata.
A proximidade de Isabel com o seu irmão Jaime coloca-a no mundo próximo dos mais importantes debates teológicos e filosóficos do seu tempo, sendo ela que introduz em Portugal o culto do Espírito Santo, cujos festejos se celebram nos nossos dias [este aspeto não é abordado no romance de Machado].
Já em Portugal, Isabel “vai perceber que tem um outro caminho a fazer durante o seu tempo de vida: a paz”, diz a autora ao Expresso, salientando que considera este um dos maiores legados da Rainha Santa a par da criação de casas de abrigo para as prostitutas velhas e doentes, mulheres proscritas por toda a sociedade.
A mulher do rei poeta nunca abdicou da intervenção política e manteve uma correspondência regular com o seu irmão dileto, Jaime II de Aragão, convencendo-o “a ir em pessoa encontrar-se com o rei de Castela, com quem estava em guerra havia anos por causa de Múrcia, com mediação do rei D. Dinis. Foi um acontecimento enorme na História da Península, e reuniu os Reis de Portugal, Castela e Aragão”.
Interveio junto do rei de Castela que era casado com uma filha do casal real português; “a paz entre Aragão e Castela foi conseguida em 1304, com influência direta de D. Isabel”, diz a autora que neste livro procura recriar algumas facetas menos conhecidas da Rainha Santa.
ISABEL DE ARAGÃO
Tal como seu pai, Pedro III de Aragão, D. Dinis teve vários momentos em que achou excessivos os gastos da mulher com a caridade. Apesar disso, e da existência de momentos de grande tensão que incluíram a detenção da rainha em Alenquer na sequência das suas tentativas de mediar a disputa pelo poder entre o seu marido e o seu único filho, Isabel e Dinis, deixaram um legado assente na convivência e na existência de afinidades intelectuais, que ditaram a amizade que foi possível e o respeito mútuo entre os esposos.      Fotografia https://www.google.pt  
Cultos, senhores de forte personalidade e determinação, Dinis e Isabel formaram a melhor dupla real da primeira dinastia do reino de Portugal. Mas nem sempre estiveram de acordo nos interesses que defenderam, nomeadamente quando a Rainha pressentiu que Afonso Sanches, bastardo real, poderia disputar a coroa ao legítimo herdeiro que a história batizaria de Afonso IV.
Manuela Goucha Soares
fontes:
http://expresso.sapo.pt/cultura/2016-09-27-A-Rainha-Santa-sabia-de-ervas-de-unguentos.-Se-fosse-hoje-seria-medica 
Associação dos Autarcas Monárquicos

SETEMBRO DE 2016
CARMINDA NEVES

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Mulheres na História

 Giulia Farnese, "a bela Giulia", uma das amantes do papa Alexandre VI
Arquivo: Giulia Farnese unicorn.jpg
 Giulia Farnese 


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Giulia Farnese foi uma das amantes de Rodrigo Borgia, o papa Alexandre VI. Ficou conhecida como "a bela Giulia" .
Giulia Farnese nasceu em 1474, filha de Pier Luigi Farnese, Senhor de Montalto e Giovanna Caetani, que por sua vez, foi o último membro da dinastia ilustre de Anagni. Tinha três irmãos, um deles seguiu a carreira eclesiástica, tornando-se papa em 1534 sob o nome de Paulo III.
Com 15 anos, no dia 21 de Maio de 1489, Giulia contraiu matrimónio com Orsino Migliorati, conde de Bassanello, que era filho de Lodovico Migliorati, senhor de Bassanello, e da ambiciosa Adriana de Milá, por sua vez tia materna do então papa, Alexandre VI. Desconhece-se em que altura Rodrigo Borgia se apaixonou por Giulia e decidiu que ela fosse sua amante. O que se sabe é que Adriana Mila (sogra de Giulia) deu a sua aprovação a esta relação para que o seu filho conseguisse um estatuto mais elevado no Vaticano. No mês de Novembro de 1493, Giulia Farnese vivia com a sua sogra e com a filha de Alexandre VI, Lucrécia Borgia, num palácio próximo do Vaticano.
Giulia teve uma filha, Laura. Não se sabe se o pai de Laura foi Orsino ou o papa Alexandre. Giulia sempre afirmou que Laura era filha do papa, pode tê-lo feito para elevar o estatuto da filha.
Giulia foi amante do papa até 1499 ou 1500. Terá sido preterida devido à idade. Entretanto o seu marido morreu e ela mudou-se para Carbonagno, perto de Roma.
Giulia voltou a Roma para o casamento da sua filha Laura em 1505. Nos primeiros anos da sua viuvez casou-se com Giovanni Capece de Bozzuto, que era um membro da pequena nobreza napolitana. Em 1506, Giulia tornou-se governadora de Carbonagno e exerceu as suas funções de forma firme e enérgica. Ele permaneceu na cidade até 1522, ano em que voltou para Roma, onde morreu na casa do seu irmão, a 23 de Março de 1524, aos 50 anos. A causa da sua morte é desconhecida.

Consta que Giulia Farnese foi usada pelo papa, como modelo para que artistas, como Pinturicchio e até mesmo Miguel Ângelo, pintassem e esculpissem imagens de Nossa Senhora.

FONTE: https://pt.wikipedia.org/wiki/Giulia_Farnese 
              http://www.carbognanonline.it/
             http://estoriasdahistoria12.blogspot.pt/2014/03/mulheres-na-historia-lix-giulia-farnese.html

COIMBRA, SETEMBRO DE 2015
CARMINDA NEVES