segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

DITOS, DITADOS E PROVERBIOS PORTUGUESES

  Provérbios, Ditos e Ditados portugueses, que só de uma assentada me vieram à memória. Tenho pena de o meu Pai já não existir para me fazer recordar mais. Obrigada, meu Pai, por ter existido, e ser tão brincalhão. Ainda, alguns deles foram-me contados por D. Graça Palla
Dar sem olhar a quem
Cão que ladra não more
Quem nasce torto tarde ou nunca se endireita
meu pai quando cumpria o serviço militar
Lua nona trovejada trinta dias é molhada

Geada na lama chuva na cama
Em abril águas mil
Josezinho viu um ninho, e quedou-se a meditar. Foi-se ao ninho Josezinho, tratou logo de o levar. Josezinho! Que, esse ninho, é um berço de embalar
Guarda o que não presta, terás o que te é preciso
Mentiroso, mente uma vez mente sempre, nem que fale verdade, todos lhe dizem que mente
Filho és pai serás, conforme fizeres, assim acharás
 Burro velho, vale mais matá-lo, do que ensiná-lo
As chocalheiras da rua fizeram um baixo assinado, uma diz, outra confirma, Deus me livre de tal gado
Quem é inteligente, não se envaideça de o ser, porque se o é, é-o sem querer
À meia-noite se levanta o francês, não sabe das horas, não sabe do mês, tem esporas e não é cavaleiro. Tem serra e não é carpinteiro
Lá em cima está o tiroliro liro, lá em baixo está o tiroliro ló, sentaram-se os dois à esquina a tocar a concertina a dançar o solidó
Corpo doente dura para sempre
A barriga não tem fiador
Da discussão nasce a luz
Carminda neves e D. Graça Palla
A culpa morreu solteira
Velhos são os trapos

A galinha da vizinha é sempre melhor que a minha
A noite é boa conselheira
Deus dá nozes a quem não tem dentes
A ocasião faz o ladrão
Laranja, de manhã é ouro, à tarde é prata, à noite mata 
A necessidade aguça o engenho
Dai a César o que é de César, a Deus o que é de Deus
A ociosidade é a mãe de todos os vícios
 Razão e verdade fogem quando ouvem disputas
Hora a hora Deus melhora
A preguiça morreu à borda da água com a sede
 Vaidade, é o espelho dos tolos

Oh senhora, tu não vás, à meia-noite à cozinha, está o abano repimpado  a namorar a vassourinha – querida vassoura quando serás minha – sou sempre tua, estou sempre na cozinha
- Varre querida vassourinha
- Abana, abano, não sejas maçador
O casamento e a mortalha no Céu se talham
Água mole em pedra dura, tanto dá até que fura
Quando, mija um português, mijam logo dois ou três
MÃOS D. Graça e Carminda
Amigos, amigos, negócios à parte
Vozes de burro, não chegam ao Céu
Amor com amor se paga
De noite todos os gatos são pardos
Quando um burro zurra, os outros baixam as orelhas
Antes quero Asno que me leve, que Cavalo que me derrube
Ao menino e ao borracho põe Deus a mão por baixo
Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo
As moscas apanham-se com mel, não com vinagre
 Cadelas apressadas parem os filhos cegos
Roma e Pavia não se fizeram num dia
Ri melhor, o que ri por último

Margarida, a tua vida, não a contes a ninguém, uma amiga tem amigas, outra, amiga, amigas tem.
Quando a esmola é muita, o santo desconfia
cores de Coimbra
Atrás de mim virá quem bom me fará
Vaso ruim não quebra
O que é barato sai caro
Até ao lavar dos cestos é vindima
Zangam-se as comadres, sabem-se as verdades
O hábito não faz o monge
Velho casado com nova, filhos até à cova
Não te importes da raça, nem da cor da pele. Ama a todos, como irmãos e faz o bem.
Na melhor toalha cai a nódoa
Há males que vêm por bem

Viver não custa, custa é saber viver
             
                 FONTE: Armando das Neves
                                D.Graça Palla
                                 Carminda Neves

COIMBRA, DEZEMBRO DE 2015
  CARMINDA NEVES            

            

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

FIBRA ÓTICA

FIBRA ÓTICA
Da descoberta do vidro; primeiro opaco, há milhares de anos, belo, passando pelos cristais maravilhosos! Não esquecendo o vidro murano trabalhado, os grades lustres até ao mais pequenino coração. As lentes que auxiliam quem tem dificuldades de visão. Passamos pela fotografia e suas imagens maravilhosas. Não devemos esquecer que a luz acompanhou sempre a evolução do vidro. Chegamos finalmente ao dia em que um inglês, que gostava de praticar tiro ao arco, se lembrou que o vidro poderia ser distendido à velocidade da fecha, distendendo a sua forma até quase invisível. Das suas experiências surgiu a famosa fibra de vidro, que hoje, é utilizada em tudo desde a medicina até ao mais simples telemóvel. Apresento um pequeno filme resumo,de um documentário apresentado no Canal História.

Agosto de 2015
Carminda Neves

terça-feira, 25 de agosto de 2015

PRÉMIOS FUNDAÇÃO PT PORTUGAL

Carminda Neves




 
Carminda Neves com o diploma de melhor Blog +50
Prémio dado pela Fundação PT 

CARMINDA NEVES

Os dados pessoais foram resumidos dos que se enviaram para o concurso.


NASCI NA ALDEIA DO PEREIRO
DA FREGUESIA DE SERPINS
DO CONCELHO DA LOUSÃ
 DO DISTRITO DE COIMBRA

MORO EM COIMBRA





ACERCA

Nasci em Portugal,na Freguesia de Serpins no Concelho da Lousã, Distrito de Coimbra  num dia qualquer do mês de Outubro, também, de um ano qualquer.Moro em Coimbra, cidade onde exerci a minha profissão, durante, mais de 30 anos. Sou Enfermeira embora esteja aposentada há cerca de 8 anos.O que mais gostava na minha profissão era o contacto direto com as pessoas. Saber que se está a ser útil, e sobretudo a cuidar com amor de pessoas desprovidas da sua saúde, fragilizadas, debilitadas pela doença e pela idade e muitas vezes abandonadas pela família(filhos) que, seria quem mais as devia apoiar, é muito importante. Frequento as aulas de informática, precisamente desde 2008.  Gosto de ler, de fazer pesquisa sobre a vida, viajar, de correr sob a chuva. Amo as crianças, assim como os animais, respeito os idosos, grupos que considero indefesos, incapazes de se defenderem das injustiças das instituições e de tanto verme que circula pelo nosso planeta. Gosto também de  
dançar, de musica. Amo a vida até determinado ponto. Que ponto? não sei!!!Só sei que queria ter uma morte rápida, Gostava que o mundo fosse brilhante e puro como o diamante! Tenho um sonho. Que um dia todas as pessoas sejam iguais.O meu nome é Carminda
BLOG PESSOAL
 
Carminda com professora Cátia no dia em que esta
 lhe entregou o prémio





Data de criação: Outubro de 2009

Breve descrição do blog:

BLOGUE
   Este Blogue é sobre História e Lendas do mundo, embora, por vezes, vise problemas sociais, pois também eles fazem parte da História. Falo também sobre animais, idosos e crianças. Em Portugal a lei para proteger os mesmos é muito escassa. Quero dizer, no Blogue público mensagens que visem a vida de todos os seres vivos. Tudo o que envolve a vida, faz parte da história.
As mensagens sobre as quais me debruço com mais frequência é precisamente sobre História mundial, seguindo-se as Lendas principalmente portuguesas
 Este Blogue existe desde Outubro de 2009, desde essa data, que público, mensagens, mensalmente, mais do que uma cada mês.
   


alguns colegas da minha turma de informática na Universidade
Aposenior - Coimbra. No grupo encontra-se a reitora da Universidade
Conforme se diz abaixo este blog foi premiado pela Fundação PT, em junho de 2015.
Obrigada à fundação pelo prémio, para mim foi muito importante, e também um grande incentivo para continuar.
Obrigada à professora Cátia pelos seus ensinamentos de informática e pelo incentivo para concorrer aos Prémios da Fundação PT -BLOG + 50. Obrigada à Universidade Sénior- Aposenior- de Coimbra por existir e eu a poder frequentar.
Carminda Neves

Parabéns à Carminho Antunes !!!!
No âmbito da participação da nossa Universidade Sénior nos Prémios Fundação PT – Blog +50, a Fundação PT premiou a nossa amiga, pelo seu Blog Individual - http://historiadalousa.blogspot.pt.
É de salutar o empenho e dedicação de todos os que participaram nesta iniciativa. Já sabíamos que tínhamos valor, ora aqui está mais uma prova disso mesmo!


HISTORIA E LENDAS DO MUNDO, COIMBRA, LOUSÃ BRAS,L TURQUIAhstoriadalousa.blogspot.com
HISTORIADALOUSA.BLOGSPOT.COM|  DE CARMINDA NEVES






segunda-feira, 17 de agosto de 2015

ABANDONO DE IDOSOS

Muitos filhos não cuidam de seus pais por desamor! simplesmente não os amam, têm nojo da velhice, eles ou os seus cônjuges e até os seus filhos (netos do idoso). Mas querem as suas heranças, às quais, muitas vezes chamam, a sua (deles filhos “ fortuna”. Estas coisas a que chamam filhos esquecem que um dia serão velhos e estarão na mesma condição
Os idosos não são só abandonados em lares e hospitais: são abandoados na rua, (sem abrigo) abandonados em seus domicílios, onde muitas vezes são encontrados os seus corpos já sem vida, por vezes há muito tempo (anos)
    Sou completamente de acordo, que os filhos que atiram Os seus pais aos “corvos”, como se diz na aldeia onde nasci, sejam deserdados, quem não cuida não deve ter direitos. Os idosos devem ter condições, para agradecer do modo que achar melhor, a quem deles CUIDA
Os filhos têm o dever moral, ético e material de cuidarem de seus pais, tal como foram cuidados por eles na sua infância. Quem abandona os seus idosos não são as famílias carentes, mas sim as que têm possibilidades financeiras e muito poder económico. Os filhos que não cuidam de seus pais deviam ser deserdados sim! Muitas vezes sim!!!!!!!!!!! chega de desumanização e abandono por parte de todas as entidades. Que os pais abandonados, pelo menos, se sintam amados, e possam agradecer a quem os cuide com dignidade.
Abandonados, maltratados, despidos de tudo o que um dia lhes pertenceu e pertence por direito, vitimas de peculato pelos seus próprios filhos, que são quem mais os devia amar, honrar, e respeitar, os idosos fragilizados pela idade e pela doença, atirados para a rua como se fossem trapos velhos, dos quais se tem nojo. Como eu vi desta miséria durante a minha vida profissional (enfermeira) 30 e alguns anos. Como eu, ainda hoje, continuo a presenciar esta miséria humana, ou (humanoide)! Para quando as leis que terminem com este extremismo? Quando é que os governantes, deste país, acordam? E fazem cumprir as leis morais? Já que as civis lhe passam ao lado? Apesar de estarem escritas? (Noutros países) Os idosos choram lágrimas de sangue! e esse sangue pede justiça.

     Filhos?! Que pedem a morte de seus pais. Filhos!? Que maltratam quem ousa socorre-los, dar-lhe amor, carinho, ternura, restituir-lhe a honra e orgulho de se sentir humano e útil, que ousam integra-los no seu agregado familiar, como se seus pais fossem. Filhos!? Que chamam aos bens de seus pais, que eles adquiriram, muitas vezes, com sangue, suor e lágrimas, (a minha fortuna!) vejam só! a ironia! Para não dizer crime! Filhos?! Que dizem: o velho vai para casa de b? Então vai ser muito bem tratado. Assim velho nunca mais morre! Pergunto? Não há crime nesta frase? Respondo: há! (isto foi dito por nora, quando um idoso pediu a familiares indiretos para o retirarem da solidão de sua casa após morte de sua esposa). Não estava a conseguir fazer seu luto sem auxílio. Sentia-se a morrer "devagarinho" filhos!? Que quando os seus pais os visitam, na esperança vã de serem convidados, a ficar para viver o resto dos seus dias com paz, lhe oferecem um quarto num vão de escada, apetrechado com máquinas de fazer ginástica. Quando a casa tem quartos vazios em condições habitáveis, (até luxuosos) e lhes dão a entender claramente que têm nojo dele. Enfim: filhos!? Portadores de muita ganancia, e desejo criminoso, de serem donos do que ainda não lhes pertence, porque nada fizeram ou, ajudaram a fazer, para o ganhar.
Para quando? Em Portugal a lei que permita! a um pai ou mãe poder deserdar seus filhos e viver o resto dos seus dias com a paz e descontração que não tiveram na sua vida ativa?

FINALMENTE A LEI. Que tanta “merda” que há por aí, que se diz filho pague bem caro pelos crimes: de abandono, privação de alimentos ao bloquearem o acesso às contas bancárias e reformas dos seus progenitores!... Maus tratos psicológicos, acompanhados de maus tratos físicos, desprezo, ódio! Nojo da pessoa idosa, invasão do domicílio, roubo de documentos que poderão comprometer herdeiros, que estes paguem com juros muito altos as suas atrocidades!... que paguem também quem os apoia!... Basta de se julgarem donos do que é de seus pais, ainda com eles vivos! Afinal quem morrerá primeiro? Chega de crimes em nome da consanguinidade!

Coimbra, agosto de 2015
Carminda Neves

Quem maltratar os pais será impedido de receber herança

A Estratégia de Proteção ao Idoso, promovida pelo Ministério da Justiça, pretende “enunciar de forma expressa e clara os direitos dos idosos”.



 A criminalização do abandono de idosos que foi esta quinta-feira aprovada em Conselho de Ministros, cujas alterações serão levadas à Assembleia da República apenas na próxima legislatura, vai deserdar aqueles que maltratem os seus pais, adianta o Jornal de Notícias.
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Conforme já se verifica na lei atual, qualquer pessoa pode deserdar o seu herdeiro legítimo, se este tiver sido condenado por algum crime contra a sua pessoa (desde que fique expresso em testamento).
Com as alterações propostas na Estratégia de Proteção ao Idoso pelo Ministério da Justiça, o direito à herança deixa de existir se o herdeiro tiver sido condenado por “crimes de maus tratos ou por crime de violência doméstica”.
Uma prática que já existe em casos de homicídio. O beneficiário, quando condenado, é impedido de herdar da pessoa que matou.
A Estratégia de Proteção ao Idoso, pode ler-se no comunicado do Conselho de Ministros, "pretende-se enunciar de forma expressa e clara os direitos dos idosos, o que representa a assunção de um conjunto de princípios orientadores na interpretação e aplicação das normas legais, bem como no desenvolvimento de políticas adequadas à proteção dos direitos dos idosos".
O estatuto do idoso só passará a ser lei depois de ser aprovado no Parlamento, sendo que tal aprovação implicará alterações ao Código Penal.  
Esta resolução prevê que as pessoas que abandonem idosos, seja num hospital ou em qualquer outro estabelecimento de prestação de cuidados de saúde, incorram num crime.
www.noticiasaominuto.com/pais/435957/quem-maltratar-os-pais-sera-impedido-de-receber-heranca



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domingo, 2 de agosto de 2015

Museu da Presidência da República



   
GENERAL RAMALHO EANES
QUANDO PRESIDENTE DA REPUBLICA PORTUGUESA


Parabéns ao antigo Presidente da República, António Ramalho Eanes, a quem será atribuído o Prémio Internacional da Paz – 2015.
Este prémio distingue a carreira deste estadista, militar, político e humanista, em prol da paz e da justiça global e, mais concretamente, o papel que desempenhou “para a criação de uma paz duradoura no alargado universo de países de língua portuguesa”.
O Prémio Internacional da Paz, promovido pela Fundação Gusi Peace Prize International, é considerado o mais prestigiado galardão do continente asiático, e será entregue ao General Ramalho Eanes numa cerimónia a decorrer em novembro, na capital das Filipinas.





Parabéns Sr. General pelo prémio. O último presidente da Republica portuguesa não corrupto!... Obrigada também por isso.


segunda-feira, 20 de julho de 2015

CâMARA MUNICIPAL DE SEIA E TODAS AS AUTARQUIAS ONDE HÁ EXTERMíNIO DE ANIMAIS

CÃO MALTRATADO  OU ASSASSINADO NO CANIL DA CÂMARA MUNICIPAL DE SEIA



       Começou a falar-se de Direitos dos Homem no século XVIII, Com o tempo, o conceito de direitos humanos foi se complementando e fala-se, hoje, de várias gerações de direitos humanos.
O elenco de direitos humanos acabou por ser positivado através da sua inserção nas constituições dos vários países, dando origem ao que hoje se designa por Direitos Fundamentais.
As Constituição da República Portuguesa contêm, assim, um elenco de direitos fundamentais que permitem aos cidadãos alguma defesa contra possíveis atos do Estado atentatórios desses mesmos direitos.
Muitas são as tentativas de estender aos animais a proteção jurídica. Defendendo principalmente a Igualdade para além da Humanidade.
O projeto defende na sua declaração pública, princípios que podem ser resumidos em três
«DIREITO A VIVER
 «PROTEÇÃO DA LIBERDADE INDIVIDUAL
 «PROIBIÇÃO DA TORTURA
A lei que criminaliza os maus-tratos contra animais entra hoje (dia 01 outubro de 2014) em vigor, e prevê que "quem, sem motivo legítimo, infligir dor, sofrimento ou quaisquer outros maus tratos físicos a um animal de companhia é punido com pena de prisão".  A mesma lei indica que para os que efetuarem tais atos, e dos quais "resultar a morte do animal, a privação de importante órgão ou membro ou a afetação grave e permanente da sua capacidade de locomoção", o mesmo será "punido com pena de prisão até dois anos ou com pena de multa até 240 dias"
  Estamos assim perante algo que pode ser designado como Liberdades Fundamentais. Isto é, liberdades para os animais que estão positivadas na lei.
Desta forma, podemos estender a defesa legal dos Animais. Nossos parceiros na Terra. Sem banalizar os direitos humanos.
Assim sendo porque é que as Autarquias continuam e teimam em caçar animais, que foram abandonadas pelos seus “donos”, ou melhor abandonados por gente que não é gente, ou gente rasca.
Estes animais a maior parte das vezes têm uma vida digna: são alimentados por todo um bairro, vivem em liberdade, têm um local mais ou menos resguardado para dormir, chegam a ser amados por todo os habitantes do bairro, muitos chegam a ser adotados, se entretanto não chegarem os homens dos campos de extermínio, que os levam a caminho do forno crematório.
Será que estes autarcas não PENSAM? Se não pensam não existem, Descartes dizia: “penso logo existo” logo se não penso, posso por em dúvida a minha existência como ser vivo, ainda mais se persigo e torturo outros seres vivos.
AUTARQUIAS; DESPERTEM PARA A HUMANIDADE E PARA A DIFERENÇA, PARA O ENSINO, É VOSSO DEVER.
Sejam as primeiras a cumprir a lei para proteger estes animais e não recorram ao extermínio como forma de resolver problemas. Não falo aqui só de animais abandonados, mas, de todos os animais em geral, principalmente os, mal tratados e torturados. Eles sentem e sofrem como todos os Ser vivos, não têm capacidades de defesa, não falam, não se queixam mas choram, muitas vezes lágrimas de sangue, que um dia pesarão nas consciências de todos nós, mas muito mais nas de quem deteve o poder e não fez nada. Temos de ser nós a protegê-los. Já há Autarquias que em lugar de recorrer ao extermínio distribui pelos municípios, recipientes próprios para água e comida para esses animais. A população colabora distribuindo ração e água por esses recipientes, não é assim tão difícil. Deixo um pensamento de Gandhi:
“A grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo que seus animais são tratados”.
                  Mahatma Gandhi

Coimbra, 20 de julho de 2015
Carminho Antunes


 FILME SOBRE O CANIL DA CÂMARA MUNICIPAL DE SEIA. OS ANIMAIS PARECEM MORTOS (NÃO SEI) PARECE UM CAMPO DE CONCENTRAÇÃO NAZI. 

sábado, 18 de julho de 2015

Exílio # Emigração?





A palavra exílio adquiriu diferentes conotações ao longo do tempo, tendo sido muito utilizada tanto na história quanto na literatura. Originalmente significa banimento, e vem do latim exilium (desterro, degredo), ou seja, é a condição de estar longe da própria casa, cidade, nação, etc. Pode também ser considerado a expatriação de uma pessoa, seja ela voluntária ou não.
Sentidos que a palavra adquiriu ao longo do tempo:

1. Exílio Romano

Na Roma antiga, a pena do exílio era considerada pior do que a pena de morte. Para eles, estar exilado era como ser considerado um animal, pois neste caso eles não podiam usar água ou fogo para preparar os alimentos, nem entrar em uma casa se esta não fosse feita por suas próprias mãos.

2. Auto-exílio ou Exílio Voluntário

Este provavelmente é o caso em que o exílio é considerado um refúgio. Em casos específicos de perseguição, ameaças, etc., alguns indivíduos procuram exílio por vontade própria, provavelmente em outros países, antes que algum fato legal ou jurídico impeça a sua saída do país de origem. Ex: O Exilio de Humberto Delgado no Brasil em 1959 constitui um momento único na história política de Portugal Contemporâneo. É a queda dos mitos, criados ao longo dos anos, por Salazar e seus apaniguados, quer a nível interno, quer externo. As eleições presidenciais de 1958 constituem para Humberto Delgado um drama pessoal e político, com múltiplos reflexos. O seu exílio político vai centrar-se numa dimensão humana com novas vivências políticas das vítimas da repressão do Estado Novo.

3. Exílio ou Cativeiro Babilónico

O Cativeiro Babilônico, também chamado de Exílio ou Cativeiro na Babilônia, foi a deportação em massa e exílio do povo judeu de Judá para a Babilônia. A primeira deportação ocorreu em 598 a.C., quando Jerusalém foi sitiada, o Rei de Judá se rendeu, e o Templo foi saqueado. Nesta ocasião, o Rei juntamente com os militares e grande parte da nobreza foram levados para o Exílio na Babilônia. A segunda deportação aconteceu onze anos depois, por ocasião de uma revolta no Reino de Judá e a destruição de Jerusalém e do Templo. O término do Cativeiro na Babilônia deu-se quando Ciro II assumiu o reinado, em 538 a.C., autorizando os judeus exilados a regressarem à terra de Judá, e até mesmo a Jerusalém, para reconstruir o Templo.
 
Rainha Ester

Ester, nasceu no cativeiro, junto com o povo judeu. Sendo assim cresceu aprendendo a história da redenção e as promessas de restauração além da vergonhosa verdade acerca de porque eles viviam ali. (O Reino da Babilónia tinha levado à destruição do reino de Judá).
    Uma das coisas mais interessantes sobre a vida de Ester é como a providência divina utiliza uma simples rapariga na libertação do todo seu povo. Nem ela, nem sua família nunca imaginaram que ela seria tão importante nos planos de Deus.
 O primeiro-ministro Hamã odiava de todo o povo judeu; incitou o povo a participar no assassinato dos judeus e na pilhagem de seus bens. Mordecai, (Judeu, escrivão do rei Xerxes e tio de Ester (foi ele que a criou, ela ficou órfã de tenra idade)  percebeu os planos perversos de Hamã e decidiu falar com sua sobrinha, (Ester) a única judia que estava em posição de chegar aos ouvidos do Rei, (era a rainha). Ele pediu que Ester fizesse algo perigoso: aparecer diante do rei sem ser convidada e interceder em favor dos judeus. Seu povo, que tinha recebido tudo das mãos de seu Deus, que fora escravo por séculos no Egito até que Deus os libertara e que fora tão teimoso em não ouvir a voz dos profetas e agora sobraria para ela remediar a situação? Deus moveu o coração do rei e por amor a ela seu povo é poupado.

4. Exílio Político

O exílio (do latim exilium banimento, degredo) é o estado de estar longe da própria casa (seja cidade ou nação) e pode ser definido como a expatriação, voluntária ou forçada de um indivíduo. Também pode-se utilizar as palavras, banimento, desterro ou degredo. Alguns autores utilizam o termo exilado no sentido de refugiado.
Além de pessoas em exílio há governos em exílio, como o do Tibete ou nações em exílio, como foi o caso da Arménia de 1078 a 1375, que depois da invasão de seu território por tribos seljúcidas, exilou-se na Cilícia, formando um novo reino.
  Em muito países oprimidos, os opositores ao regime são presos em prisões ou locais de tortura, onde permanecem em péssimas condições e são torturados, só pelo facto de não concordarem com o regime.
  O exílio em Portugal antes do 25 de abril de 1974. Muitos portugueses foram obrigados ao exílio para não serem presos ou por recusarem ir combater na injusta guerra colonial. Nos países de exílio, continuaram a sua luta contra a ditadura.

Apesar de por vezes as definições serem permeáveis, a emigração e a imigração, dizem os Historiadores, não devem ser confundidas com "exílio" palavra igual a fenómenos de migração involuntária, como expatriações forçadas e limpezas étnicas, que me parece que é o que acontece com a emigração (ninguém sai do seu país por festa)

A emigração é o ato e o fenómeno espontâneo de deixar o seu local de residência para se estabelecer numa outra região ou nação. Trata-se do mesmo fenómeno da imigração mas visto da perspectiva do lugar de origem. A emigração é a saída de nosso País. Convenciona-se chamar os movimentos humanos anteriores ao advento dos Estados nacionais e, consequentemente, do surgimento das fronteiras de migração. O termo emigração também é usualmente usado para designar os fluxos de população dentro de um mesmo País.

As razões que levam uma pessoa ou grupo a emigrar são muitas, como as condições políticas desfavoráveis, a precária situação económica, perseguições religiosas ou guerras. Há outras razões de cunho individual, como a mudança para o País do cônjuge estrangeiro após o casamento ou ir para um país de clima mais ameno após a aposentadoria.

As emigrações tiveram um profundo impacto no mundo dos séculos XIX e XX, quando milhões de famílias deixaram a Europa e o Oriente Médio para procurar uma nova vida em países como os Estados Unidos da América, o Canadá, o Brasil, a Argentina ou a Austrália.

Desde o século XVI que em Portugal se escrevem magnificas obras literárias onde a emigração constituiu um dos seus temas centrais. Lendo a "Peregrinação" de Fernão Mendes Pinto, "A Selva" ou "Emigrantes" de Ferreira de Castro, para já não falar de "Gente Feliz com Lágrimas" de João de Melo, podemos verificar que as grandes questões que hoje são debatidas sobre a imigração actual são aí dissecadas: solidão, escravatura, desagregação familiar, exclusão social, xenofobia, racismo, aculturação, etc
CANÇÃO DO EXÍLIO

“A canção do exílio foi um choro.
E o naufrágio dos planos me deixou caído no chão.
Mas pude uma porta encontrar.
Alguém pra me consolar.
Jesus foi tudo em minha vida,
Tornou-se o tema das minhas canções.
Eu preciso de Deus, eu preciso de Deus.
Eu preciso de Deus a todo instante.
Sinto a necessidade de louvar-te.
Pois meus olhos se alegram em teus feitos meu Senhor.
No passarinho a cantar.
Nas aves sempre a voar.
Eu vejo tua ciência, que mostra a grandeza que vem das tuas mãos.”

(Marcos António)
Trova do vento que passa. Intérprete: Adriano Correia de Oliveira
                                                Música: Manuel Alegre - António Portugal
Fotografias: tiradas da internet Poema: Manuel Alegre
  PowerPoint: Carminda neves

Coimbra, julho de 2015
Carminda Neves



domingo, 12 de julho de 2015

CONIMBRIGA

O Ano escolar 2014/2015 das aulas de informática da Universidade Sénior de Coimbra Aposénior, terminou, com um almoço e visita ao museu e ruínas romanas de Conimbriga.
  Correu tudo maravilhosamente bem, durante o almoço, visita e todo o ano escolar. A nossa professora Cátia é a pessoa mais simpática que existe, além de muita competente.
  A turma avançada de informática é uma turma diferente, especial, não é fácil encontrar grupos como este, somos amigos, unidos, um só. E levamos a nossa professora connosco.
  
    As ruínas de Conímbriga ficam perto da vila de Condeixa-a-Nova, entre Coimbra e Lisboa.
   As primeiras escavações arqueológicas sistemáticas em seu sítio começaram em 1899 graças a um subsídio concedido pela rainha D. Amélia. Entre os seus pesquisadores destaca-se Virgílio Correia que, entre 1930 e 1944 (ano em que veio a falecer), escavou sistematicamente toda a área contígua à muralha Leste, colocando a descoberto, extramuros, as termas públicas e três vivendas. Entre estas últimas, destaca-se a chamada Casa dos Repuxos, com uma área de 569 m², pavimentada com mosaicos e com um jardim central onde se conservava todo um sistema de canalizações com mais de 500 repuxos. Na zona interna à muralha as escavações revelaram uma basílica paleocristã e uma luxuosa vivenda com termas privativas.
    As escavações revelaram ainda um fórum augustano, demolido na época dos Flávios, altura em que a cidade recebeu um estatuto municipal, para dar lugar a um novo fórum de maiores dimensões e monumentalidade; e umas termas, também construídas no reinado de Augusto. Entre estes sectores monumentais foi escavada uma zona habitacional, da época Claudiana, constituída por insulas que seria ocupada pela classe média da população ligada ao artesanato. A partir de uma nascente localizada em Alcabideque a água era conduzida até Conímbriga por um aqueduto.
    Em meados do século XX, a partir de 1955 o ritmo das investigações intensificou-se. Os abundantes materiais arqueológicos de toda a espécie, que não era possível conservar no local encontram-se no Museu Monográfico de Conimbriga.
Da via romana que ligava Olisipo a Bracara Augusta ainda hoje é visível um troço bom conservado, feito de lajes calcárias. A largura aproxima-se dos quatro metros e há locais onde são ainda visíveis as marcas dos rodados de carroças.
VIAS ROMANAS
A via romana de Bracara Augusta a Olisipo estabeleceu a rota definitiva entre as duas cidades que subsiste até hoje, sobrepondo-se sucessivamente a Estrada Real, a Estrada Nacional EN1 e a Autoestrada A1. Estas seguem paralelas ou mesmo coincidentes em alguns pontos até Conimbriga, mas a partir daqui a via segue para Seilium, a atual cidade de Tomar, enquanto a EN1 e A1 seguem mais a poente, por um outro trajeto também romano que ligava Conimbriga às civitates de Collippo na região de Leiria e Eburobrittium junto a Óbidos. O troço de Braga ao Porto está bem documentado por inúmeros miliários (com pelo menos 25 referências), mas a partir do Porto os vestígios começam a escassear. (vide os 8 miliários da série do Padre Martins Capela referentes a via, um dos quais encontrado na Trofa Velha indicando 21 milhas a Braga, hoje junto da Ponte de Sedões) No troço entre Porto e Coimbra sobreviveram apenas 4 miliários, o miliário de Úl, hoje deslocado para o centro de Oliveira de Azeméis, o miliário de Adães, hoje depositado na Casa Paroquial de Ul, o miliário da Vimieira, hoje no átrio da C.M. da Mealhada e o miliário do Arco da Traição em Coimbra que está hoje no Museu Machado de Castro, Há um itinerário ( into) que tenta fixar no mapa de Portugal os pontos de passagem das vias romanas, de modo a criar rotas de viagem. Para além da evidência arqueológica, existe uma cópia medieval do Itinerário de Antonino ou Itinerarium Antonini Augusti, originalmente escrito no séc. III, indicando as estações de paragem ao longo da via, designadas por mansiones, e as respetivas distâncias expressas em milhas. Nesta página são apresentadas propostas de traçado para os 11 itinerários respeitantes ao atual território nacional, bem como para os muitos outros itinerários da extensa rede viária romana que cobre a totalidade do território Português. Para a conversão da milha romana em quilómetros, convencionou-se que uma milha equivale a 1481,5 m. Os itinerários aqui descritos estão em constante evolução à medida que novos vestígios são descobertos e novos estudos publicados.

TROÇOS DISPERSOS – CENTRO - DESDE CONIMBRIGA PARA:

Alvares, Gois (Minas Romanas da Escádea Grande em Roda Cimeira e de Covas dos Ladrões no Alto das Cabeçadas) Minas de Gois, Lousã e Arganil Cadafaz, Gois (troço de calçada na Estrada do Pépio e do Sal e na Estrada das Malhadas, ambas nas cumeadas da Serra de Entre Capelos e Serra das Malhadas) Serpins, Lousã (vestígios dos pilares da antiga Ponte Medieval sobre o rio Ceira junto ao Cabeço da Igreja) Várzea Grande, Vila Nova do Ceira (calçada de acesso às minas de ouro da região) S. Miguel da Cortiça Secarias, Arganil.

AS DIMENSÕES E PESOS ROMANOS

Inicialmente a duração medida pé foi dividido em doze partes. Mais tarde, por influência grega, as unidades (persistindo apenas a superfície) e ao pé romano era 24/25 partes da Grécia foram alterados, foi amarrado a esta. O pé permaneceu dividida em doze partes, mas também introduziu a divisão em quatro partes ( palmus ) e dezesseis pés ( Digitus ).
Roman pé
Milha romana
 m.p. milia passum, mil passos, milha romana. - milia, aproximadamente 1480 m (bastante variável). - stadia, estádio, aproximadamente 184.7 m (usada em navegação).

RUINAS
 O Sítio de Conímbriga, que teria sido habitado desde o Neolítico, tem presença humana segura no Calcolítico e na Idade do Bronze, épocas originárias dos testemunhos mais antigos que até nós chegaram. É certo que os Celtas aqui estiveram: os topónimos terminados em “briga” são testemunho claro dessa presença. Conímbriga era portanto um castro quando os Romanos em 138 a.C. aqui chegaram e se apoderaram do oppidum.
     Porquanto tivesse sido habitada desde tempos muito recuados, a fundação de Conímbriga e da maioria das construções nela erigidas remonta ao tempo do Imperador Augusto (sécs I a.C. — I d.C.).
As escavações arqueológicas puseram a descoberto uma parte muito significativa do traçado desta cidade possibilitando, ao visitante das Ruínas, a comprovação de uma planificação urbanística laboriosa e atenta a todas as necessidades: o fórum, o aqueduto, os bairros de comércio, indústria e habitação, uma estalagem, várias termas, o anfiteatro, as muralhas para circunscrição e defesa da cidade. Deste conjunto, sobressai um bairro de ricas casas senhoriais — que se opõe diametralmente às insulae da plebe, pela complexidade da sua construção e requinte decorativo — donde se destaca “A Casa dos Repuxos”, de grande peristilo ajardinado e pavimentada com mosaicos policromos, preservados in situ, exibindo motivos mitológicos, geométricos, ou representando, muito simplesmente, o real quotidiano.
Quando os Romanos chegaram, na segunda metade do séc. I a.C., Conimbriga era um povoado florescente. Graças à paz estabelecida na Lusitânia operou-se uma rápida romanização da população indígena e Conimbriga tornou-se uma próspera cidade. Seguindo a profunda crise política e administrativa do Império, Conimbriga sofreu as consequências das invasões bárbaras. Em 465 e em 468 os Suevos capturaram e saquearam parcialmente a cidade, levando a que, paulatinamente, esta fosse abandonada.
MUSEU
Criado em 1962, o Museu de Conimbriga é exclusivamente dedicado ao sítio arqueológico em que está inserido. A sua coleção é diversificada e materializa a evolução histórica do lugar, entre finais do segundo milénio antes de Cristo e o séc. VI da era cristã. Os objetos expostos no museu de Conimbriga foram encontrados durante as escavações que, com grandes interrupções, se realizaram desde 1898 e, distribuídos por trinta e um temas distintos, ilustram a vitalidade desta cidade. Os aspetos especificamente romanos desta cultura composta podem ser notados numa grande variedade de objetos usados na vida diária, tais como peças de cerâmica de vários tipos, seja para fins domésticos ou artísticos: vidro, objetos metálicos, mosaicos, moedas etc.
As ruinas de Conimbriga e o seu museu são ricas na existência de mosaicos, uns coloridos, outros a preto e branco. Um mosaico na sua génese é uma obra composta por pedacinhos de pedra, barro ou vidro de várias cores. “Tesselas”, Também se pode encontrar composições com madeira. Os mosaicos romanos são inspirados em tapetes e pinturas e têm grande vantagem em relação a estes, pela sua durabilidade. Os trabalhos de mosaico são realizados sobre grandes superfícies planas: Como paredes, chãos e tecos, mas também existem trabalhos adaptados a pequenos objetos e pequenos painéis. Explicação de tessela: Tessela, téssera (do latim tessĕra,ae ou tessella,ae, calcado no grego τέσσαρες, transl. téssares, 'quatro' ) é uma peça, geralmente quadrangular ou cúbica usada no revestimento de pavimentos, mosaicos ou marchetaria. Geralmente a palavra é usada como sinónimo de abáculo. (mesa pequena) Em outros contextos, tessela pode designar pedras quadradas usadas para construir o pavimento de compartimentos de edifícios

AS CORES
O primeiro povo a pintar com grande variedade de cores foram os egípcios. Inicialmente, fabricavam as tintas a partir de materiais encontrados na terra de seu próprio país e das regiões próximas. Somente entre 8.000 a 5.800 a. C. é que surgiram os primeiros pigmentos sintéticos. Para obterem cores adicionais, os egípcios importavam anileira e garança da Índia. Com a anileira, podia-se obter um azul profundo e, com a garança, nuances de vermelho, violeta e marrom. Os egípcios também aprenderam a fabricar brochas brutas, com as quais aplicavam a tinta.
Os romanos aprenderam a técnica de fabricar tinta com os egípcios. Exemplares de tintas e pinturas romanas podem ser vistos nas ruínas de Pompeia. Usavam pigmentos naturais ex: o azul ultramarino, o cinábrio, a azurite e a malaquite, a terra verde e os ocres. O azul ultramarino (obtido do precioso lápis-lazúli) e o cinábrio (sulfureto de mercúrio, de cor vermelha) foram considerados materiais de luxo. Por volta do século V a. C., os romanos utilizaram pela primeira vez na história o alvaiade como pigmento. Após a queda do Império Romano, a arte de fabricar tintas perdeu-se, sendo retomada pelos ingleses somente no final da Idade Média.

SIGNIFICADO DE ALGUMAS PALAVRAS EM PORTUGUÊS
Acus crinalis = Alfinete com que as mulheres romanas prendiam os cabelos.
Anfiteatro = Edifício de planta elíptica onde se efetuavam combates de gladiadores e de animais ferozes e outros jogos públicos.
Apodyterium = Sala das termas, próxima da entrada (normalmente a primeira sala) que servia de vestiário.
Baixo-Império = Período da história romana que tradicionalmente se inicia em 192 d.C. com o assassinato de Cómodo e que se caracteriza por uma forte instabilidade política e económica, que conduzirá ao fim da civilização romana.
Caldarium = Sala aquecida das termas destinada ao banho quente.
Domus = Casa particular ocupada por um único proprietário e sua família
Frigidarium = Compartimento frio dos balneários. Inclui frequentemente a natatio.
Insula, ae = Edifício de vários andares para habitação constituindo, um quarteirão.
Libra = Unidade de peso do sistema duodecimal, equivalente a 323,258 gr ou 327,45 gr: significa também balança de origem grega (talentum).
Lucerna, ae = Candeia de azeite.
Ludus latrunculorum = Jogo de soldados lembrando vagamente o jogo das damas.
Oecus triclinium = Sala de jantar aberta sobre o peristilo.
Oppidum = Cidade ou lugar fortificado.
Palestra (palaestra) = em sentido lato significa ginásio; em sentido restrito, é a parte do ginásio consagrada ao ensino de exercícios físicos.
Peristilo = Colunata que circunda um pátio interior.
Quaterniones = Folhas de papiro dobradas em duas partes reunidas em cadernos de quatro folhas.
Taberna, ae = Loja ou armazém.
Triclinium = Sala de jantar com um dos topos ocupado por três leitos dispostos em redor da mesa.
Villa, ae = Expressão que engloba a villa rustica (casa de campo) e a villa suburbana (moradia situada na periferia das cidades).

 FONTES: Meus apontamentos de História (Dr. José Hermano Saraiva)
                 http://wwwo.metalica.com.br/historia-da-tinta
                 http://www.conimbriga.pt/portugues/ruinas.html
                 http://viasromanas.planetaclix.pt/
                 Power poit de Carminda Neves 
                Filme de Carminda Neves

             Coimbra,julho de 2015
             Carminda Neves