Para ti que existes, para ti que não existes! Para ti que andas por parte incerta neste imenso planeta, para ti que choras, para ti que ris, para ti que cantas, para ti que falas, ou não fazes nenhuma destas coisas, que refiro atrás, para ti com quem me cruzo ou não todos os dias. Para ti que conheço, para ti que não conheço, para ti amas, ou não amas, para ti que tens, ou não, quem te ame, para ti que sofres física/ ou psicologicamente. Simplesmente para ti. Para ti? Não! Que feriste a minha mente. Para mim. Sim! Para mim. Que sou tudo isso, que digo para trás. Para nós! Este Poema, de José Carlos Ary dos Santos, que considero um dos mais belos de toda a Poesia. Extraordinariamente cantado, por Carlos do Carmo
ESTRELA DA TARDE
Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca, tardando-lhe o beijo, mordia
Quando à boca da noite surgiste na tarde tal rosa tardia
Quando nós nos olhámos tardámos no beijo que a boca pedia
E na tarde ficámos unidos ardendo na luz que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto tardaste o sol amanhecia
Era tarde de mais para haver outra noite, para haver outro dia
Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Foi a noite mais bela de todas as noites que me adormeceram
Dos nocturnos silêncios que à noite de aromas e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois corpos cansados não adormeceram
E da estrada mais linda da noite uma festa de fogo fizeram
Foram noites e noites que numa só noite nos aconteceu
Era o dia da noite de todas as noites que nos precederam
Era a noite mais clara daqueles que à noite amando se deram
E entre os braços da noite de tanto se amarem, vivendo morreram
Eu não sei, meu amor, se o que digo é ternura, se é riso, se é pranto
É por ti que adormeço e acordo e acordado recordo no canto
Essa tarde em que tarde surgiste dum triste e profundo recanto
Essa noite em que cedo nasceste despida de mágoa e de espanto
Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto.
José Carlos Ary dos Santos
sexta-feira, 14 de março de 2014
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
DESPORT0
PRESIDENTE DA FIFA E CRISTIANO RONALDO
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| Ronaldo. Trabalha não brinca |
É sempre a mesma coisa. Um individuo que, diga-se a verdade,
não tem aspecto normal: de faces rosadas, nariz arroxeado,(qual batata roxa) tropeçando
ligeiramente nas suas "perninhas", diz meia dúzia de barbaridades acerca de um
grande desportista e o mundo inteiro faz um grande alarido, eu, por acaso até
acho bem, sou portuguesa tal como o atleta em causa, mas, há indivíduos tão
ridículos e absurdos que, as suas palavras são para atirar aos “corvos” isto é: votar
ao desprezo, ignorar, ou até rir, passar adiante e se houver oportunidade
demitir, pois dão a conhecer a pobreza intelectual das instituições.
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| Presidente da FIFA. O rosto diz tudo |
Sabemos, infelizmente, que há grandes lugares ocupados por
pessoas “quenininhas”e isso não se passa só no desporto, mas, sim em todos os
cargos de responsabilidade da sociedade mundial, não excluindo os grandes
cargos políticos. Parece que uma geração rasca,com ausência total de inteligência ede valores tomou conta do mundo.
"Pobre" FIFA " rico" Joseph S. Blatter POBRE MUNDO
Carminda Neves
Outubro de 2013
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
sábado, 10 de agosto de 2013
O MEL, TRADIÇÃO E LENDA
A tradição e a lenda conferem ao
mel qualidades únicas, desde afrodisíaco a elixir da juventude. De facto, o mel
fornece pouco mais do que energia, sob a forma de hidratos de carbono simples.
| recolha do mel |
O mel é produzido pelas abelhas a
partir do néctar das flores ou de exsudações naturais doces colhidas nos caules
e folhas de certas árvores, e é principalmente constituído por uma mistura de
água e dois açúcares simples, a frutose e a glucose. Quanto mais límpido for o
mel, maior será a proporção de frutose. O mel acaba por endurecer se for
conservado durante muito tempo, bastando no entanto aquecê-lo para que fique
novamente mais líquido.
O mel fornece quantidades
insignificantes de nutrientes, mas mesmo esse teor mínimo faz dele uma opção
mais saudável que outro açúcar qualquer, refinado, que contém apenas calorias
«vazias» 288 cal. Por 394 cal. Por 100g.1/4 do seu volume é água. No entanto é mais denso, e
mais pesado que o açúcar, uma colher de sopa de mel pesa mais do que uma colher
de sopa de açúcar, a sua substituição deve ser feita por peso, e não por
volume, para que não forneça mais calorias. O seu sabor depende das regiões e
plantas de onde as abelhas recolhem o néctar.
O mel pode conter toxinas
naturalmente existentes nas plantas. Ex: rododendro pode provocar paralisia, o
mel produzido pelo néctar de plantas como a tasneirinha pode conter alcaloides.
PROPRIEDADES
“MEDICINAIS” DO MEL
O mel conserva a sua reputação, como remédio, para tratar problemas
respiratórios, Ex: constipações com a presença de expetoração, também, dizem
que é antissético_ Os Gregos e os romanos diziam-no capaz de curar feridas_
diz-se também que é descongestionante. Tal como o açúcar tem um efeito
ligeiramente sedativo, além disso, o líquido adoçado estimula a produção de
saliva, que acalma a secura e irritação da garganta.
O MEL
ATRAVÉS DOS TEMPOS
O mel, a que os Gregos e Romanos
chamavam «ambrósia» era considerado um alimento “digno dos deuses”. Na
mitologia grega, o jovem Zeus, foi, salvo de seu Pai, Cronos, criado em segredo
pelas ninfas Adrasteia, Amalteia e Melissa, estas alimentaram-no com mel e
leite.
Muito antes de ter sido
introduzida a apicultura, o homem da Idade da Pedra aprendera a apreciar o mel
das abelhas selvagens, e na antiguidade, os Egípcios, Persas e Chineses
conheciam-lhe o valor. Com mel fermentado e água, os Celtas e os Anglo-Saxões
preparavam o hidromel, a sua bebida revigorante. O rei Salomão recomendava-o, e
a Bíblia refere-se a terras onde corria o leite e o mel. Na Europa, até meados
do século XVII, o mel, era o adoçante do povo, estando o açúcar reservado à
nobreza e ao clero. De acordo com as despesas da ucharia (despensa) do rei D.
Dinis de Portugal, o preço do açúcar era cerca de 50 X superior ao do mel.
CULTURA
DE ABELHAS
| colmeia de madeira |
A apicultura “arte de domesticação e criação de abelhas
para produção de mel, remonta a épocas longínquas e imprecisas da Antiguidade.
Sabe-se no entanto que na Grécia, em especial na Jónia e em Creta, e também em
Roma a cultura das abelhas era uma atividade a que eram dedicados os maiores
cuidados.
Conforme o
clima, variam os sistemas de cultura, que pode ser fixista, com colmeias de
palha, barro, ou troncos escavados de casca de sobreiro (cortiça), como em
Portugal, ou mobilista, sistema que já os Egípcios conheciam e utilizavam, no
qual se usa em regra a colmeia feita de madeira.
Fonte: ALIMENTOS BONS, ALIMENTOS PERIGOSOS; seleções do
Reader`s Digeste.
Coimbra, agosto de 2013
Carminda Neves
terça-feira, 30 de julho de 2013
VELHICE
| AMOR ENTRE INFANCIA E IDADE ADULTA |
Sándor Márai, in 'As Velas Ardem Até ao Fim'
Carminda neves
julho de 2013
segunda-feira, 22 de julho de 2013
OS ASSÍRIOS E O SEU IMPÉRIO
No Tigre superior, acima das terras argilosas, numa região
com pedra em abundancia apropriada para construções, haviam-se estabelecido os
Assírios. Antes que os sumérios fossem submetidos pelos Semitas, já estes
Assírios, povos semitas, haviam fundado uma civilização e construído, cidades,
entre as quais sobressaiam Nínive e Assur. Aliaram-se ao Egito contra a
Babilónia e foram recompensados pelo Egito. Desenvolveram em alto grau a arte
militar, tornaram-se poderosos incursionistas e cobradores de tributos; e, por
fim, adotando o cavalo e o carro de guerra, conquistaram a Babilónia, sob o
comando do rei Tiglate PeliserI. (cerca
de 1100 a.C.).
Durante quatro séculos, a expansão da Assíria em direção ao
Egito foi obstada por outro grupo de povos, os Aramaicos, estabelecidos ao sul.
A principal cidade dos Aramaicos era Damasco, e os seus descendentes são os
Sírios de hoje. (Devemos notar que não há qualquer ligação entre as palavras assírio e sírio. A semelhança é
puramente acidental). Contra estes Sírios investiram os reis assírios, lutando
por expansão e poder na direção do sudoeste.
Em 745 a. C., Apareceu um novo Tiglate Peliser, Tiglate Peliser III, a quem a Bíblia faz
referência (II Reis, XV, 29 e XVI, 7 e
segs.)
Foi este rei que ordenou a deportação dos Israelitas, (as
«dez tribos perdidas» cujo destino final tem dado trabalho a muitos
estudiosos). Tiglate Peliser III, além disto, conquistou e reinou sobre a
Babilónia, fundando, deste modo, o que os historiadores conhecem como o Segundo
Império Assírio. O seu filho, Xalmaneser IV (II Reis, XVII, 3, na Bíblia),
morreu durante o cerco da Samaria e foi sucedido por um usurpador, que, sem
dúvida para lisonjear as suscetibilidades da Babilónia, tomou o antigo nome
sumério-acádio, de Sargão – Sargão
II. Parece que foi ele quem, pela primeira vez, armou as forças assírias com armas
de ferro. Foi provavelmente Sargão II quem, de facto, levou a efeito a
deportação das dez tribos que Tiglate Peliser III havia ordenado.
| GUERREIRO ASSIRIO BAIXO RELEVO DO PALÁCIO DE SARGÃO II |
Essas transferências de população tornaram-se um dos aspetos
característicos dos métodos políticos do Novo Império Assírio. Nações inteiras,
que se mostravam de difícil submissão nas suas próprias terras, foram levadas
em massa para regiões estranhas, onde a única esperança de sobrevivência
estaria em obedecerem ao poder absoluto dos opressores.
Senaqueribe, filho de Sargão, levou as hostes assírias até às
fronteiras do Egito. Aí o exército de Senaqueribe foi destruído pela peste,
fatalidade referida na Bíblia, no segundo livro dos Reis, capítulo décimo nono:
«E naquela noite, o
anjo do Senhor veio e feriu, no seu campo dos Assírios, cento e oitenta e cinco
mil soldados: quando se levantaram, cedo pela manhã, e olharam, todos aqueles
soldados eram corpos mortos. E foi assim que Senaqueribe partiu, regressando
para Nínive», onde ficou… para ser assassinado mais tarde pelos seus
filhos.
O neto de Senaqueribe, Assurbanipal (chamado pelos Gregos
Sardanapalo)foi mais bem sucedido e, por algum tempo, conquistou e ocupou o
Baixo Egito.
FONTE:HITÓRIA UNIVERSAL; H.G. WELLS
JULHO DE 2013
CARMINDA NEVES
sábado, 20 de julho de 2013
O IMPÉRIO DE HAMURÁBI
Hamurábi foi o sexto rei da primeira dinastia do império babilónico (1792 a 1750 a.C.). Foi o primeiro grande organizador que consolidou o seu império sobre normas regulares de administração. Tornou-se famoso por ter mandado compilar o mais antigo código de leis escritas, conhecido como o código de Hamurábi. Este código foi encontrado em Susa em 1901, encontra-se atualmente no museu do Louvre em Paris. Viu-se a braços com graves crises. Económicas, financeiras e sociais, que soube, resolver sabiamente. Assim os governantes de hoje o soubessem fazer. Ex: perdão de dívidas até ao próprio estado.
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| IMPERIO DE HAMURÁBI |
Quando o povo do império sumério-acádio perdeu o seu vigor militar
e político, novas incursões de povos guerreiros, os Elamitas, começaram a
leste, enquanto do oeste se precipitavam os semitas Amoritas, esmagando, entre
eles, o império sumério-acádio.
Os Elamitas eram de língua origem desconhecidas, «nem
sumérios, nem semitas» diz Sayce. A sua cidade central era Susa. E sua
arqueologia é uma mina ainda em grande parte inexplorada. Alguns acreditam que
fossem, informa H.H. Johnston, de tipo negroide. Há ainda uma forte marca
negroide nos povos atuais do Elam.(atual sudoeste do Irão estendendo-se desde as
terras baixas do Cuzestão à Província de Llam e uma pequena parte do sul do
Iraque).
Os Amoritas pelo contrário, eram da mesma origem que Abraão e
os Hebreus posteriores. Os Amoritas fixaram-se a princípio na parte superior do
Eufrates, ocupando a Babilónia, que não passava então de uma pequena cidade.
Mas depois de uma centena de anos de guerra assenhorearam-se de toda a
Mesopotâmia, sob um grande rei Hamurábi (2100 a. C.), fundador do primeiro
império Babilónico.
De novo veio paz e tranquilidade e um declínio de proezas
agressivas, para, dentro de cem anos, surgirem novos nómadas. Foram os
Cassitas, os quais invadiram a Babilónia com um novo armamento de cavalos e
carros de guerra e impuseram ao grande império o seu próprio rei.
FONTE: HITÓRIA UNIVERSAL; H.G. WELLS; primeiro volume
Coimbra, Julho de 2013
Carminda Neves
segunda-feira, 15 de julho de 2013
A UNIVERSIDADE DE COIMBRA SÍMBOLOS, DISTINÇÕES E CERIMÓNIAS ACADÉMICAS
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| REI D. DINIS |
As
Universidades medievais europeias surgem ou à margem do poder ou por estatuição
da autoridade pontifícia ou imperial, por vezes associadas no ato da sua
criação.
No
que respeita à Universidade de Coimbra, que se confunde com os primórdios da
Nacionalidade, há três documentos de importância capital relativos à sua
fundação.O primeiro é a súplica, de que infelizmente só conhecemos traslado, dirigida ao Papa Nicolau IV, em 12 de Novembro de 1288, assinada pelos abades dos Mosteiros de Santa Maria de Alcobaça, de Santa Cruz em Coimbra de S. Vicente em Lisboa e ainda por diversos superiores de 24 Igrejas e conventos do reino.
O
segundo documento é o da própria fundação de 1 de março de 1290 e assinado em
Leiria por El-Rei D. Dinis, particularmente sensível as letras, porque poeta e
neto de Afonso X rei de Castela “o sábio”. A esposa do Monarca português,
Isabel de Aragão, a futura Rainha Santa, aparece em vários documentos
apresentando súplicas a favor dos escolares.
| PAPA Nicolau IV |
| REI D. JOÃO III |
A
leitura dos três documentos leva-nos à conclusão que os estudos gerais já
funcionavam há muito tempo em Portugal, mas devido às não boas relações dos
reis anteriores a D. Dinis com o vaticano é lhes negada a autorização para a fundação
de uma Universidade.
Em
Coimbra já fora criado em 1131 o Mosteiro dos Cónegos Regrantes de Santo
Agostinho, graças a D. Telo, arcediago da Sé de Coimbra, a D. João Peculiar,
Mestre- Escola da mesma catedral, e ao próprio Rei, D. Afonso Henriques, do
qual Mosteiro foi primeiro prior S. Teotónio tendo nele estudado, entre muitos
outros, SANTO ANTÓNIO.
Também
a Sé velha, tesouro precioso de estilo românico, edificada no tempo do rei
conquistador, era um grande centro de cultura através da sua Escola
Catedralícia (1094),o mosteiro do Lorvão também centro de ensino, como aliás
acontecia com as suas congéneres nacionais e estrageiras.
SÍMBOLOS, DISTINÇÕES E CERIMÓNIAS ACADÉMICAS
São
símbolos da Universidade de Coimbra o selo, a bandeira e o hino.
O
Selo representa a Sapientia coroada, em pé, com um livro aberto na mão esquerda
e um cetro terminado em esfera armilar na direita. No chão encontram-se alguns
livros e ainda um crivo, do lado direito, e um mocho do esquerdo. Este conjunto
está enquadrado por um pórtico gótico e tem à volta, na metade inferior, a legenda
“Insígnia Universitatis Conimbrigensis”.| SAPIENTIA |
As
cores do selo são: verde para a reitoria e suas dependências imediatas,
azul-escuro para a Faculdade de letras, vermelho para a de Direito, amarela
para a de Medicina, azul claro e azul claro e branco para a de Ciências e
Tecnologia, roxo para Farmácia, vermelho e branco para a de Economia, cor de
laranja para a de Psicologia e Ciências da Educação. Hoje as faculdades são muito
mais do que as que deram origem à Universidade e as cores foram-se
multiplicando. Hoje terá cerca 30 000 a 50 000 mil estudantes nesta
Universidade.
Estas
cores são visíveis nos trajos cerimoniais usados pelos catedráticos nos vários
atos protocolares realizados pela Universidade. Os estudantes usam fitas com as
cores acima descritas conforme as faculdades, que frequentam, nas suas pastas
pretas.
As
Faculdades, a Biblioteca Geral, o Arquivo e a Imprensa da Universidade podem
utilizar, além do selo descrito, os emblemas ou selos brancos que lhes sejam
próprios, desde que aprovados pelo senado.
A
bandeira tem ao centro o selo da Universidade, de cor verde, em relevo, sobre
fundo branco.A Universidade tem hino próprio, que se toca nas cerimónias solenes.
| TORRE DA UNIVERSIDADE |
O
doutoramento honoris causa é a mais alta distinção conferida pela Universidade,
sendo a respetiva concessão feita pelo senado, sob proposta das Faculdades,
aprovada por maioria de dois terços do conselho Científico.
A
medalha honorífica da Universidade é atribuída pelo Reitor, por sua iniciativa
ou proposta do senado, destina-se a galardoar pessoas ou instituições que
tenham prestado relevantes serviços à Universidade ou que se tenham distinguido
por méritos excecionais.
O
dia da Universidade de Coimbra celebra-se a 1 de março
ADMISSÃO E TRAJOS ACADÉMICOS DE ALUNOS E
PROFESSORES
O percurso universitário do lente (professor
universitário; professor catedrático; aquele que lê; do latim legente) começava
após a conclusão dos estudos universitários. Este iniciava-se pela matrícula
na faculdade que pretendia cursar. Para ser autorizado a matricular-se na
faculdade da sua escolha, era preciso que tivesse uma idade mínima que variava
de uma faculdade para outra, mas que se situava entre os 14 e os 18 anos. Devia
ter aproveitamento nos estudos preparatórios, comprovado por certificados dos
respetivos professores e por exames de admissão, e era também obrigado a
apresentar certidões de batismo e de bom comportamento moral e cívico. Fazia
juramento de obediência ao reitor e estatutos da Universidade. Ficava assim a
pertencer à corporação universitária, e sujeito ao foro académico, privilégio
que só acabou com o liberalismo. Durante o seu percurso universitário era
sujeito a várias provas, tanto escritas, como orais e práticas, culminando no seu
final com exames expostos ”solida, erudita, e elegantemente” de
sorte que quem ouvir a lição fique convencido da genuína sabedoria do
examinando.| TRAJO ACADÉMICO DO ESTUDANTE |
| trajo académico do estudante |
O GRAU DE DOUTOR
É a ultima, e maior honra, a que nas
universidades pretendem chegar os que nelas estudam. “Por isso é conveniente
que se não negue a quem o tiver justamente merecido “assim dizem os estatutos
Pombalinos.| CAPELO, BARRETE E BORLA |
O cerimonial de doutoramento decorria da
seguinte forma: o doutorando era acompanhado solenemente do terreiro de Santa
Cruz até à capelada universidade, onde era celebrada missa, finda a qual o
cortejo seguia para a Sala Grande dos Atos. Assim se continuava a tradição dos
estatutos velhos (1654), segundo os quais os cortejos iam, quer para Santa Cruz
(teologia e medicina), quer de Santa
Cruz para as escolas e capela (cânones e
leis). Após 1834, o cortejo partia da atual praça Marquês de Pombal, e mais
tarde passou a sê-lo da Biblioteca Joanina. O Reitor, o Padrinho, os lentes e
os doutores com as suas insígnias. O doutorando vinha com capelo (espécie de capa usada pelos doutores como insígnia, nos
atos solenes; insígnia distintiva reservada aos cardeais; mais uma vez a
herança religiosa na universidade) de veludo da cor da respetiva faculdade
(descritas acima), de cabeça descoberta, à mão esquerda do Reitor, ficando do
outro lado o Padrinho. Seguia-se o pajem do doutorando, com uma salva em que
iam o barrete (espécie de carapuça
sem pala; cobertura quadrangular usada pelos eclesiásticos e pelos catedráticos
em momentos solenes) e a borla
(ornamento de onde pendem fios em forma de campânula; pode chamar-se também
barrete; grau ou insígnia de doutor; os catedráticos são complicados e não
querem ter dois barretes eh, eh…). Depois vinham os lentes e os doutores, dois
a dois, segundo as suas precedências e antiguidades. Nenhuma outra pessoa que
não levasse insígnias podia incorporar-se no cortejo.
| SALA DO SENADO |
Só tentei esclarecer as dúvidas acerca da
existência de capelo, barrete e borla nos atos solenes da Universidade de
Coimbra, eu própria estava confusa, e o porquê da existência dos mesmos, a sua
origem, assim como do trajo dos alunos da mesma Universidade.(A pedido de uma leitora do blogue. Espero que tenha feito esclarecimento adequado. obrigada por ler este blogue).
Jinhos
Jinhos
Fontes: MEMORIA PROFESSORUM
UNIVERSITATISCONIMBRIGESIS 1772-1937; VOL II Arquivo da Universidade de Coimbra
A UNIVERSIDADE DE COIMBRA, MARCOS DA SUA HISTÓRIA;MANUEL AUGUSTO RODRIGUES; Arquivo da Universidade de Coimbra
A UNIVERSIDADE DE COIMBRA, MARCOS DA SUA HISTÓRIA;MANUEL AUGUSTO RODRIGUES; Arquivo da Universidade de Coimbra
Coimbra julho de 2013
Carminda Neves (Aluna da Aposénior Universidade sénior de Coimbra)
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