A tradição e a lenda conferem ao
mel qualidades únicas, desde afrodisíaco a elixir da juventude. De facto, o mel
fornece pouco mais do que energia, sob a forma de hidratos de carbono simples.
recolha do mel
O mel é produzido pelas abelhas a
partir do néctar das flores ou de exsudações naturais doces colhidas nos caules
e folhas de certas árvores, e é principalmente constituído por uma mistura de
água e dois açúcares simples, a frutose e a glucose. Quanto mais límpido for o
mel, maior será a proporção de frutose. O mel acaba por endurecer se for
conservado durante muito tempo, bastando no entanto aquecê-lo para que fique
novamente mais líquido.
O mel fornece quantidades
insignificantes de nutrientes, mas mesmo esse teor mínimo faz dele uma opção
mais saudável que outro açúcar qualquer, refinado, que contém apenas calorias
«vazias» 288 cal. Por 394 cal. Por 100g.1/4 do seu volume é água. No entanto é mais denso, e
mais pesado que o açúcar, uma colher de sopa de mel pesa mais do que uma colher
de sopa de açúcar, a sua substituição deve ser feita por peso, e não por
volume, para que não forneça mais calorias. O seu sabor depende das regiões e
plantas de onde as abelhas recolhem o néctar.
O mel pode conter toxinas
naturalmente existentes nas plantas. Ex: rododendro pode provocar paralisia, o
mel produzido pelo néctar de plantas como a tasneirinha pode conter alcaloides.
PROPRIEDADES
“MEDICINAIS” DO MEL
O mel conserva a sua reputação, como remédio, para tratar problemas
respiratórios, Ex: constipações com a presença de expetoração, também, dizem
que é antissético_ Os Gregos e os romanos diziam-no capaz de curar feridas_
diz-se também que é descongestionante. Tal como o açúcar tem um efeito
ligeiramente sedativo, além disso, o líquido adoçado estimula a produção de
saliva, que acalma a secura e irritação da garganta.
O MEL
ATRAVÉS DOS TEMPOS
O mel, a que os Gregos e Romanos
chamavam «ambrósia» era considerado um alimento “digno dos deuses”. Na
mitologia grega, o jovem Zeus, foi, salvo de seu Pai, Cronos, criado em segredo
pelas ninfas Adrasteia, Amalteia e Melissa, estas alimentaram-no com mel e
leite.
Muito antes de ter sido
introduzida a apicultura, o homem da Idade da Pedra aprendera a apreciar o mel
das abelhas selvagens, e na antiguidade, os Egípcios, Persas e Chineses
conheciam-lhe o valor. Com mel fermentado e água, os Celtase os Anglo-Saxões
preparavam o hidromel, a sua bebida revigorante. O rei Salomão recomendava-o, e
a Bíblia refere-se a terras onde corria o leite e o mel. Na Europa, até meados
do século XVII, o mel, era o adoçante do povo, estando o açúcar reservado à
nobreza e ao clero. De acordo com as despesas da ucharia (despensa) do rei D.
Dinis de Portugal, o preço do açúcar era cerca de 50 X superior ao do mel.
CULTURA
DE ABELHAS
colmeia de madeira
A apicultura “arte de domesticação e criação de abelhas
para produção de mel, remonta a épocas longínquas e imprecisas da Antiguidade.
Sabe-se no entanto que na Grécia, em especial na Jónia e em Creta, e também em
Roma a cultura das abelhas era uma atividade a que eram dedicados os maiores
cuidados.
Conforme o
clima, variam os sistemas de cultura, que pode ser fixista, com colmeias de
palha, barro, ou troncos escavados de casca de sobreiro (cortiça), como em
Portugal, ou mobilista, sistema que já os Egípcios conheciam e utilizavam, no
qual se usa em regra a colmeia feita de madeira.
Fonte: ALIMENTOS BONS, ALIMENTOS PERIGOSOS; seleções do
Reader`s Digeste.
Uma pessoa envelhece lentamente: primeiro envelhece o seu gosto pela vida e pelas pessoas, sabes, pouco a pouco torna-se tudo tão real, conhece o significado das coisas, tudo se repete tão terrível e fastidiosamente. Isso também é velhice. Quando já sabe que um corpo não é mais que um corpo. E um homem, coitado, não é mais que um homem, um ser mortal, faça o que fizer... Depois envelhece o seu corpo; nem tudo ao mesmo tempo, não, primeiro envelhecem os olhos, ou as pernas, o estômago, ou o coração. Uma pessoa envelhece assim, por partes. A seguir, de repente, começa a envelhecer a alma: porque por mais enfraquecido e decrépito que seja o corpo, a alma ainda está repleta de desejos e de recordações, busca e deleita-se, deseja o prazer. E quando acaba esse desejo de prazer, nada mais resta que as recordações, ou a vaidade; e então é que se envelhece de verdade, fatal e definitivamente. Um dia acordas e esfregas os olhos: já não sabes porque acordaste. O que o dia te traz, conheces tu com exactidão: a Primavera ou o Inverno, os cenários habituais, o tempo, a ordem da vida. Não pode acontecer nada de inesperado: não te surpreende nem o imprevisto, nem o invulgar ou o horrível, porque conheces todas as probabilidades, tens tudo calculado, já não esperas nada, nem o bem, nem o mal... e isso é precisamente a velhice.
Sándor Márai, in 'As Velas Ardem Até ao Fim'
Carminda neves
julho de 2013
No Tigre superior, acima das terras argilosas, numa região
com pedra em abundancia apropriada para construções, haviam-se estabelecido os
Assírios. Antes que os sumérios fossem submetidos pelos Semitas, já estes
Assírios, povos semitas, haviam fundado uma civilização e construído, cidades,
entre as quais sobressaiam Nínive e Assur. Aliaram-se ao Egito contra a
Babilónia e foram recompensados pelo Egito. Desenvolveram em alto grau a arte
militar, tornaram-se poderosos incursionistas e cobradores de tributos; e, por
fim, adotando o cavalo e o carro de guerra, conquistaram a Babilónia, sob o
comando do rei Tiglate PeliserI. (cerca
de 1100 a.C.).
Durante quatro séculos, a expansão da Assíria em direção ao
Egito foi obstada por outro grupo de povos, os Aramaicos, estabelecidos ao sul.
A principal cidade dos Aramaicos era Damasco, e os seus descendentes são os
Sírios de hoje. (Devemos notar que não há qualquer ligação entre as palavras assírio e sírio. A semelhança é
puramente acidental). Contra estes Sírios investiram os reis assírios, lutando
por expansão e poder na direção do sudoeste.
Em 745 a. C., Apareceu um novo Tiglate Peliser, Tiglate Peliser III, a quem a Bíblia faz
referência (II Reis, XV, 29 e XVI, 7 e
segs.)
Foi este rei que ordenou a deportação dos Israelitas, (as
«dez tribos perdidas» cujo destino final tem dado trabalho a muitos
estudiosos). Tiglate Peliser III, além disto, conquistou e reinou sobre a
Babilónia, fundando, deste modo, o que os historiadores conhecem como o Segundo
Império Assírio. O seu filho, Xalmaneser IV (II Reis, XVII, 3, na Bíblia),
morreu durante o cerco da Samaria e foi sucedido por um usurpador, que, sem
dúvida para lisonjear as suscetibilidades da Babilónia, tomou o antigo nome
sumério-acádio, de Sargão – Sargão
II. Parece que foi ele quem, pela primeira vez, armou as forças assírias com armas
de ferro. Foi provavelmente Sargão II quem, de facto, levou a efeito a
deportação das dez tribos que Tiglate Peliser III havia ordenado.
GUERREIRO ASSIRIO BAIXO RELEVO DO PALÁCIO DE SARGÃO II
Essas transferências de população tornaram-se um dos aspetos
característicos dos métodos políticos do Novo Império Assírio. Nações inteiras,
que se mostravam de difícil submissão nas suas próprias terras, foram levadas
em massa para regiões estranhas, onde a única esperança de sobrevivência
estaria em obedecerem ao poder absoluto dos opressores.
Senaqueribe, filho de Sargão, levou as hostes assírias até às
fronteiras do Egito. Aí o exército de Senaqueribe foi destruído pela peste,
fatalidade referida na Bíblia, no segundo livro dos Reis, capítulo décimo nono:
«E naquela noite, o
anjo do Senhor veio e feriu, no seu campo dos Assírios, cento e oitenta e cinco
mil soldados: quando se levantaram, cedo pela manhã, e olharam, todos aqueles
soldados eram corpos mortos. E foi assim que Senaqueribe partiu, regressando
para Nínive», onde ficou… para ser assassinado mais tarde pelos seus
filhos.
O neto de Senaqueribe, Assurbanipal (chamado pelos Gregos
Sardanapalo)foi mais bem sucedido e, por algum tempo, conquistou e ocupou o
Baixo Egito.
Hamurábi foi o sexto rei da primeira dinastia do império babilónico
(1792 a 1750 a.C.). Foi o primeiro grande organizador que consolidou o seu
império sobre normas regulares de administração. Tornou-se famoso por ter
mandado compilar o mais antigo código de leis escritas, conhecido como o código
de Hamurábi. Este código foi encontrado em Susa em 1901, encontra-se atualmente
no museu do Louvre em Paris. Viu-se a braços com graves crises. Económicas,
financeiras e sociais, que soube, resolver sabiamente. Assim os governantes de
hoje o soubessem fazer. Ex: perdão de dívidas até ao próprio estado.
IMPERIO DE HAMURÁBI
Quando o povo do império sumério-acádio perdeu o seu vigor militar
e político, novas incursões de povos guerreiros, os Elamitas, começaram a
leste, enquanto do oeste se precipitavam os semitas Amoritas, esmagando, entre
eles, o império sumério-acádio.
Os Elamitas eram de língua origem desconhecidas, «nem
sumérios, nem semitas» diz Sayce. A sua cidade central era Susa. E sua
arqueologia é uma mina ainda em grande parte inexplorada. Alguns acreditam que
fossem, informa H.H. Johnston, de tipo negroide. Há ainda uma forte marca
negroide nos povos atuais do Elam.(atual sudoeste do Irão estendendo-se desde as
terras baixas do Cuzestão à Província de Llam e uma pequena parte do sul do
Iraque).
Os Amoritas pelo contrário, eram da mesma origem que Abraão e
os Hebreus posteriores. Os Amoritas fixaram-se a princípio na parte superior do
Eufrates, ocupando a Babilónia, que não passava então de uma pequena cidade.
Mas depois de uma centena de anos de guerra assenhorearam-se de toda a
Mesopotâmia, sob um grande rei Hamurábi (2100 a. C.), fundador do primeiro
império Babilónico.
De novo veio paz e tranquilidade e um declínio de proezas
agressivas, para, dentro de cem anos, surgirem novos nómadas. Foram os
Cassitas, os quais invadiram a Babilónia com um novo armamento de cavalos e
carros de guerra e impuseram ao grande império o seu próprio rei.
FONTE: HITÓRIA UNIVERSAL; H.G. WELLS; primeiro volume
As
Universidades medievais europeias surgem ou à margem do poder ou por estatuição
da autoridade pontifícia ou imperial, por vezes associadas no ato da sua
criação.
No
que respeita à Universidade de Coimbra, que se confunde com os primórdios da
Nacionalidade, há três documentos de importância capital relativos à sua
fundação.
O
primeiro é a súplica, de que infelizmente só conhecemos traslado, dirigida ao
Papa Nicolau IV, em 12 de Novembro de 1288, assinada pelos abades dos Mosteiros
de Santa Maria de Alcobaça, de Santa Cruz em Coimbra de S. Vicente em Lisboa e
ainda por diversos superiores de 24 Igrejas e conventos do reino.
O
segundo documento é o da própria fundação de 1 de março de 1290 e assinado em
Leiria por El-Rei D. Dinis, particularmente sensível as letras, porque poeta e
neto de Afonso X rei de Castela “o sábio”. A esposa do Monarca português,
Isabel de Aragão, a futura Rainha Santa, aparece em vários documentos
apresentando súplicas a favor dos escolares.
PAPA Nicolau IV
O
terceiro documento é a Bula de Nicolau IV, exarada em Orvieto a 9 de agosto do
mesmo ano de 1290, que reconhecia o estudo geral e autorizava a concessão pelo
cancelário, que era o bispo diocesano do “ius
ubique docendi”, ou seja, a aptidão para ensinar em toda a parte. Pelo
referido documento conhecem-se as faculdades que integravam o estudo geral:
Artes, Direito Canónico, Direito Civil e Medicina. A faculdade de Teologia era
excluída, em virtude do seu ensino estar reservado aos conventos Dominicanos e
Franciscanos e à Universidade de Paris, passou a fazer parte do nosso ensino só
por volta de 1400.
REI D. JOÃO III
A
localização do estudo geral foi em Lisboa no bairro de Alfama em 1290. O rei
assim decidiu devido à polémica gerada entre o bispo emissário do rei e o abade
de Santa Cruz em Coimbra, ambos queriam o topo do mandato, um porque
representava o soberano, o outro porque mandava no mosteiro, este último depois
de muita polémica disse: “no mosteiro de S. Cruz não haverá nunca uma
Universidade”. Ganhou! A Igreja mandava mais que o rei… Foi uma pena porque
todos os mosteiros da rua da Sofia (sabedoria em grego) que estavam preparados
para receber o novo estabelecimento de ensino se ficaram por simples mosteiros,
o abade continuou a sua missão, o bispo foi enviado para Leiria pelo rei, por
lá lhe arranjou um cargo. Em 1308 mudava-se para a alcáçova Real (Passos Reais
cedidos pelo Soberano) em Coimbra, edifício conhecido nos meados do séc. XVI de
estudos velhos, entre 1338 e 1354 volta a Lisboa, e a Coimbra entre 1354 e
1377, regressa à capital de 1377 a 1537, tendo recebido então novas
instalações, dadas pelo Infante D. Henrique, em 1537 foi definitivamente
transferida para Coimbra por D. João III, atendendo à maior serenidade
existente na cidade do Mondego, mais adequada à reflexão e ao estudo.
A
leitura dos três documentos leva-nos à conclusão que os estudos gerais já
funcionavam há muito tempo em Portugal, mas devido às não boas relações dos
reis anteriores a D. Dinis com o vaticano é lhes negada a autorização para a fundação
de uma Universidade.
Em
Coimbra já fora criado em 1131 o Mosteiro dos Cónegos Regrantes de Santo
Agostinho, graças a D. Telo, arcediago da Sé de Coimbra, a D. João Peculiar,
Mestre- Escola da mesma catedral, e ao próprio Rei, D. Afonso Henriques, do
qual Mosteiro foi primeiro prior S. Teotónio tendo nele estudado, entre muitos
outros, SANTO ANTÓNIO.
Também
a Sé velha, tesouro precioso de estilo românico, edificada no tempo do rei
conquistador, era um grande centro de cultura através da sua Escola
Catedralícia (1094),o mosteiro do Lorvão também centro de ensino, como aliás
acontecia com as suas congéneres nacionais e estrageiras.
SÍMBOLOS, DISTINÇÕES E CERIMÓNIAS ACADÉMICAS
São
símbolos da Universidade de Coimbra o selo, a bandeira e o hino.
O
Selo representa a Sapientia coroada, em pé, com um livro aberto na mão esquerda
e um cetro terminado em esfera armilar na direita. No chão encontram-se alguns
livros e ainda um crivo, do lado direito, e um mocho do esquerdo. Este conjunto
está enquadrado por um pórtico gótico e tem à volta, na metade inferior, a legenda
“Insígnia Universitatis Conimbrigensis”.
SAPIENTIA
As
cores do selo são: verde para a reitoria e suas dependências imediatas,
azul-escuro para a Faculdade de letras, vermelho para a de Direito, amarela
para a de Medicina, azul claro e azul claro e branco para a de Ciências e
Tecnologia, roxo para Farmácia, vermelho e branco para a de Economia, cor de
laranja para a de Psicologia e Ciências da Educação. Hoje as faculdades são muito
mais do que as que deram origem à Universidade e as cores foram-se
multiplicando. Hoje terá cerca 30 000 a 50 000 mil estudantes nesta
Universidade.
Estas
cores são visíveis nos trajos cerimoniais usados pelos catedráticos nos vários
atos protocolares realizados pela Universidade. Os estudantes usam fitas com as
cores acima descritas conforme as faculdades, que frequentam, nas suas pastas
pretas.
As
Faculdades, a Biblioteca Geral, o Arquivo e a Imprensa da Universidade podem
utilizar, além do selo descrito, os emblemas ou selos brancos que lhes sejam
próprios, desde que aprovados pelo senado.
A
bandeira tem ao centro o selo da Universidade, de cor verde, em relevo, sobre
fundo branco.
A
Universidade tem hino próprio, que se toca nas cerimónias solenes.
TORRE DA UNIVERSIDADE
O
doutoramento honoris causa é a mais alta distinção conferida pela Universidade,
sendo a respetiva concessão feita pelo senado, sob proposta das Faculdades,
aprovada por maioria de dois terços do conselho Científico.
A
medalha honorífica da Universidade é atribuída pelo Reitor, por sua iniciativa
ou proposta do senado, destina-se a galardoar pessoas ou instituições que
tenham prestado relevantes serviços à Universidade ou que se tenham distinguido
por méritos excecionais.
O
dia da Universidade de Coimbra celebra-se a 1 de março
ADMISSÃO E TRAJOS ACADÉMICOS DE ALUNOS E
PROFESSORES
O percurso universitário do lente (professor
universitário; professor catedrático; aquele que lê; do latim legente) começava
após a conclusão dos estudos universitários. Este iniciava-se pela matrícula
na faculdade que pretendia cursar. Para ser autorizado a matricular-se na
faculdade da sua escolha, era preciso que tivesse uma idade mínima que variava
de uma faculdade para outra, mas que se situava entre os 14 e os 18 anos. Devia
ter aproveitamento nos estudos preparatórios, comprovado por certificados dos
respetivos professores e por exames de admissão, e era também obrigado a
apresentar certidões de batismo e de bom comportamento moral e cívico. Fazia
juramento de obediência ao reitor e estatutos da Universidade. Ficava assim a
pertencer à corporação universitária, e sujeito ao foro académico, privilégio
que só acabou com o liberalismo. Durante o seu percurso universitário era
sujeito a várias provas, tanto escritas, como orais e práticas, culminando no seu
final com exames expostos ”solida, erudita, e elegantemente” de
sorte que quem ouvir a lição fique convencido da genuína sabedoria do
examinando.
TRAJO ACADÉMICO DO ESTUDANTE
trajo académico do estudante
O
trajo académico do estudante assinalava-o como membro do corpo discente da
Universidade. Até à eclosão do regime liberal, manteve-se o hábito talar
(comprido até aos calcanhares) de feição clerical, (da Igreja) que incluía um
calção preto, afivelado abaixo do joelho, meias pretas e sapatos de fivela de
prata marchetada, e um mantéu (capa) talar preto, com gola larga e bandas
dobradas na frente, seguro sobre o peito com um cordão de borlas. Na cabeça
usava um gorro preto ou um barrete tricórnio. O trajo académico foi-se
laicizando pouco a pouco e a partir de 1910 deixou de ser obrigatório o seu uso
quotidiano. Hoje cinge-se a fato, capa e batina pretos usando-se apenas em
cerimónias académicas ex. queima das fitas. O trajo universitário tem pois
herança religiosa, pois era nos mosteiros e conventos que se ensinava, era aí
que existia a intelectualidade, era pela igreja, que a mesma era transmitida ao
povo, daí o alto nível de analfabetismo existente entre os povos.
O GRAU DE DOUTOR
É a ultima, e maior honra, a que nas
universidades pretendem chegar os que nelas estudam. “Por isso é conveniente
que se não negue a quem o tiver justamente merecido “assim dizem os estatutos
Pombalinos.
CAPELO, BARRETE E BORLA
O cerimonial de doutoramento decorria da
seguinte forma: o doutorando era acompanhado solenemente do terreiro de Santa
Cruz até à capelada universidade, onde era celebrada missa, finda a qual o
cortejo seguia para a Sala Grande dos Atos. Assim se continuava a tradição dos
estatutos velhos (1654), segundo os quais os cortejos iam, quer para Santa Cruz
(teologia e medicina), quer de Santa
Cruz para as escolas e capela (cânones e
leis). Após 1834, o cortejo partia da atual praça Marquês de Pombal, e mais
tarde passou a sê-lo da Biblioteca Joanina. O Reitor, o Padrinho, os lentes e
os doutores com as suas insígnias. O doutorando vinha com capelo (espécie de capa usada pelos doutores como insígnia, nos
atos solenes; insígnia distintiva reservada aos cardeais; mais uma vez a
herança religiosa na universidade) de veludo da cor da respetiva faculdade
(descritas acima), de cabeça descoberta, à mão esquerda do Reitor, ficando do
outro lado o Padrinho. Seguia-se o pajem do doutorando, com uma salva em que
iam o barrete (espécie de carapuça
sem pala; cobertura quadrangular usada pelos eclesiásticos e pelos catedráticos
em momentos solenes) e a borla
(ornamento de onde pendem fios em forma de campânula; pode chamar-se também
barrete; grau ou insígnia de doutor; os catedráticos são complicados e não
querem ter dois barretes eh, eh…). Depois vinham os lentes e os doutores, dois
a dois, segundo as suas precedências e antiguidades. Nenhuma outra pessoa que
não levasse insígnias podia incorporar-se no cortejo.
SALA DO SENADO
Só tentei esclarecer as dúvidas acerca da
existência de capelo, barrete e borla nos atos solenes da Universidade de
Coimbra, eu própria estava confusa, e o porquê da existência dos mesmos, a sua
origem, assim como do trajo dos alunos da mesma Universidade.(A pedido de uma leitora do blogue. Espero que tenha feito esclarecimento adequado. obrigada por ler este blogue).
Jinhos
Fontes: MEMORIA PROFESSORUM
UNIVERSITATISCONIMBRIGESIS 1772-1937; VOL II Arquivo da Universidade de Coimbra A UNIVERSIDADE DE COIMBRA, MARCOS DA SUA HISTÓRIA;MANUEL AUGUSTO
RODRIGUES; Arquivo da Universidade de Coimbra
Coimbra julho de 2013
Carminda Neves (Aluna da Aposénior Universidade sénior de Coimbra)
AEROPORTO MOHAMMED V CASABLANCA
FOTOS CARMINDA E SÃO
Marrocos
Antiga Nação carregada de
História: berberes, cartagineses, fenícios, romanos, vândalos e bizantinos
precederam os árabes, fazendo de Marrocos uma encruzilhada geográfica,
histórica, cultural e civilizacional.
Os fundamentos de Marrocos
residem nesta História dando-lhe toda a sua autenticidade, diversidade,
proximidade e diferença, que lhe outorgaram a sua identidade e singularidade
É um país do norte de África, limitado
a norte pelo Estreito de Gibraltar (por onde faz fronteira com a Espanha), por
Ceuta, pelo Mar Mediterrâneo, a leste e a sul pela Argélia, a sul pelo Seara
Ocidental e a oeste pelo Oceano Atlântico a noroeste tem como vizinho próximo
Portugal. A sua capital é Rabat. Marrocos é uma monarquia constitucional, com
um parlamento eleito democraticamente, mas em que o rei é igualmente o chefe do
governo. A economia deste país baseia-se na agricultura, turismo e na industria
transformadora e na exploração mineira.
Cidades que visitei
CISTERNA PORTUGESA FOTO: CARMINDA
El Jadida
Em tempos chamou-se Mazagão e foi
uma importante praça-forte portuguesa. Admiravelmente conservada, revela uma
excecional mescla de influências entre culturas: europeia e africana. Ainda hoje
o mais significativo monumento da cidade é a antiga cisterna construída a mando
de el rei D. Manuel I de Portugal em 1514.
Safi
A Medina é naturalmente, a parte
mais antiga da cidade. A rua Souk é a artéria principal ladeada por tendas e
souks de mercadores e artesãos agrupados em corporações. Resta como vestígio da
presença portuguesa: o Castelo do Mar (DAR EL BAHR)
Essaouira
Na sua origem chamada Amogdul em
berbere, Essaouira (antiga Mogador) é uma cidade da costa atlântica de Marrocos
com cerca de 72 mil habitantes.
Os portugueses, sob o comando de
Diogo de Azambuja construíram aí um forte, designado por Castelo Real de
Mogador, em 1506. Em 1525 este castelo foi conquistado pelos Marroquinos.
Marrakech
Cidade imperial de beleza
singular, antiga capital do Reino de Marrocos, com origens da dinastia berbere
fundada pelos Almoravidas.
Mistura de influências de
culturas árabes, berberes, andaluzas, africanas e europeias. Os aromas das
especiarias, as paisagens, a arquitetura, os sublimes recantos e refúgios, a
sua História e histórias, a atmosfera, colorida e exótica, fazem desta cidade,
uma das mais visitadas de Marrocos.
MESQUITA DE CASABLANCA FOTO CARMINDA
FEZ
Fez (faz em árabe), cidade
situada no centro-norte de Marrocos tem cerca de 1 milhão de habitantes, foi
capital do país durante vários períodos. É a cidade onde está situada a
Universidade de Karueein, a mais antiga universidade do mundo ainda em
funcionamento, criada nos primórdios da cidade (859)
A cidade foi fundada em 789 a.C.
por Idriss II. Desde essa altura que a cidade foi ocupada principalmente por
muçulmanos. Em 810 foi construída a Mesquita de Qarawiyyin ou Karueein e que
permanece até hoje a mais antiga mesquita de África.
De 1170 a 1180, foi a maior
cidade de Marrocos e a principal cidade do reino de Fez. Foi o centro religioso
e científico do mundo ocidental, onde cristãos e muçulmanos de roda a Europa e
Marrocos vinham estudar. Depois da reconquista da Península Ibérica em 1492
houve um êxodo de muçulmanos e foi a partir dessa altura que a população da
cidade aumentou.
Meknes
Cidade do norte de Marrocos,
capital da província do mesmo nome, situada numa fértil planície ao norte do
Atlas médio (Atlas: cordilheira montanhosa do norte de África). Na sua produção
industrial, predominam a transformação de frutas e verduras, elaboração de óleo
de palma, as fundições de metal, as destilarias, a elaboração de cimento, o
artesanato (tapetes de lã), são cultivados cereais e frutas.
Voulubilis
Foi uma importante cidade romana,
construída no local de uma antiga povoação cartaginesa de séc. III (ou
eventualmente anterior) que por sua vez já tinha sido construída nas ruinas de
uma povoação neolítica. As ruinas de Voulubilis foram declaradas Património
Mundial da UNESCO em 1997.
NESTE LOCAL O OCEANO ATLANTICO SE ENCONTRA
COM O MEDITERRANEO FOTO DE GRUPO CARMINDA
Tanger
Capital da região de
Tânger-Tetuão em Marrocos. Situa-se no noroeste de África junto ao estrito de Gibraltar
onde começa a orla atlântica de Marrocos.
A cidade permaneceu em mãos
portuguesas até 1661 altura em que, ao abrigo do tratado de paz e amizade
firmado com a Grã-Bretanha a mão de D. Catarina de Bragança, filha do Rei D.
João IV de Portugal foi cedida em casamento ao Rei Carlos II de Inglaterra
levando no seu dote as cidades de Tânger e de Bombaim (na India).
Rabat
É a capital do reino de Marrocos
tem 1 344 000 habitantes. Fica situada junto ao mar, na foz do rio Bu- Regreg.
No local hoje ocupado por Rabat
existiu a localidade de Chella, designada Sala Colonia pelos Romanos. No séc.
XII, foi a capital do império almorávida. Nesta cidade ergue-se o Palácio Real.
É sede do governo, dos ministérios e da administração central. Nela se encontra
amaior universidade do país, diversos
armazéns, livrarias, cinemas e teatros. A cidade é dominada pela torre Hassan,
com cerca de 44 metros de altura. Junto à torre encontra-se o mausoléu dedicado
a Mohamed V, soberano que levou Marrocos à independência.
CASABLANCA RICK`S CAFE
E OUTROS LOCAIS FOTOS CARMINDA E SÃO
Casablanca
É a maior cidade de Marrocos, na
costa atlântica tem cerca de 3,7 milhões de habitantes e o maior porto e maior centro
industrial e comercial do país.
Casablanca está situada na antiga
localidade de Anfa, destruída em 1468 pelos portugueses. Em 1515 os portugueses
fundaram a atual cidade com o nome de casa branca. Destruída pelo terramoto de
1755, foi reconstruida pelo sultão de Marrocos em 1757. Foi ocupada pelos
franceses em1907 que promoveram o seu desenvolvimento. Durante a 2ª guerra
mundial desempenhou papel importante: reuniões entre políticos e refúgio de
passagem para muitos fugitivos da guerra, esses factos foram inspiradores para
a criação do emblemático filme CASA BLANCA hoje um clássico do cinema
americano, que fez dela uma cidade emblemática, assim como ao seu RICK`S CAFÉ,
cenário de quase rodo o filme. Nesta cidade se encontra uma das maiores
Mesquitas da Religião Muçulmana.
Eu vi a entrevista, estou, sempre
estive, do lado de José Sócrates. Falou bem como sempre, os portugueses sabem
disso. Não defendo nenhuma cor política. Mas parece-me que, só uma força como a
de Sócrates não deixaria ir os portugueses para o buraco em que estão metidos. Se
o seu governo não tivesse sido dissolvido por causa de um Presidente da República,
que é ele próprio desde há vinte anos o início de todo o mal, Portugal não
estaria neste momento a passar: fome, roto, descalço, sem casa, sem emprego. A
educação e a saúde na corda bamba, como na época do salazarismo. Basta de
demagogia de lguns:pseudopolíticos,pseudo-economistas, pseudofinanceiros,
pseudogovernantes e até pseudojornalistas etc. etc… Não sei porque a palavra
narrativa descontrola tantos. José Sócrates narrou os factos nus e crus, não veio
afirmar a sua verdade, até porque a verdade não existe. O que hoje é verdade
pode não sê-lo amanhã; é isto que diz a Filosofia. ESTOU CONTIGO e como eu, o PORTUGAL
anónimo cansado de sofrer, de ter de pagar o que não deve, o PORTUGAL humilhado
e ofendido
A oeste da região da Suméria, floresciam
tribos nómadas de povos de língua semítica. Entre estes povos e os sumérios
processou-se, durante vários séculos, a eterna luta de fronteira, o eterno
intercâmbio de comércio e de guerra. Mas, por fim, surge entre os semitas um
grande chefe, Sargão (2750 a.
c.), que os une, e não só submete os Sumérios, mas estende o seu império para
alem do Golfo Pérsico, a leste, e até ao Mediterrâneo, a oeste. Chamavam Acádios ao seu próprio povo, e o império
foi designado como império sumério acádio. Prolongou-se por mais de dois
séculos.
Desde Sargão I até aos séculos IV E III a.
C., durante um período superior a dois mil anos, os povos semitas mantiveram a
hegemonia em todo o próximo oriente. Mas, embora os semitas conquistassem e
dessem governantes reis ás cidades sumérias, foi a civilização suméria que
prevaleceu sobre a cultura mais simples dos semitas. Os conquistadores
aprenderam a escrita suméria (a escrita «cuneiforme») e a língua suméria; nunca
tiveram escrita própria. A língua suméria foi para esses bárbaros a língua do
saber e do poder, do mesmo modo que o latim se conservou, para os bárbaros de
idade media na Europa, a língua do saber e do poder. O saber sumério possuía,
com efeito imensa vitalidade. Era uma cultura de dezenas de séculos. Através de
uma longa serie de conquistas e de transformações, que então começaram no vale
dos dois rios, (Tigre e Eufrates) esse saber sobreviveu, vigoroso e fecundo.
Novo ano letivo, novo espaço. as aulas de informática já deram inicio no principio deste mês e têm agora lugar na nova sede da Apojovi. fica situada em Santa Clara, junto ao Lidl.
Coimbra OTE é uma cidade portuguesa, capital do Distrito de Coimbra, a maior cidade da região Centro de Portugal e situada na sub-região do Baixo Mondego, com cerca de 143 396 habitantes.[1] Sendo o maior núcleo urbano, é centro de referência na região das Beiras [carece de fontes?], Centro de Portugal com mais de dois milhões de habitantes.
Cidade historicamente universitária, por causa da Universidade de Coimbra, fundada em 1290, conta actualmente com cerca de 30 mil estudantes.
Banhada pelo Rio Mondego, Coimbra é sede de um município com 319,41 km² de área e cerca de 143 052 habitantes (2011), subdividido em 31 freguesias.
O município é limitado a norte pelo município de Mealhada, a leste por Penacova, Vila Nova de Poiares e Miranda do Corvo, a sul por Condeixa-a-Nova, a oeste por Montemor-o-Velho e a noroeste por Cantanhede.
É considerada uma das mais importantes cidades portuguesas, devido a infraestruturas, organizações e empresas para além da sua importância histórica e privilegiada posição geográfica no centro da espinha dorsal do país. Coimbra é também referência nas áreas do Ensino e da Saúde.
UNIVERSIDADE DE COIMBRA
Por bastantes vezes, Coimbra é chamada de "Cidade do Conhecimento" ou "Cidade dos estudantes", principalmente por ter uma das mais antigas e prestigiadas universidades da Europa – a Universidade de Coimbra (UC) é a herdeira do Estudo Geral solicitado ao Papa pelo Rei D. Dinis e por um conjunto de prelados portugueses em 1288, e que viria a obter confirmação pontifícia em 1290, tendo-se estabelecido inicialmente em Lisboa. Após uma itinerância atribulada entre Lisboa e Coimbra durante os séculos XIII e XIV, a universidade viria a estabelecer-se estavelmente em Coimbra em 1537, tendo o Rei D. João III cedido o próprio paço real para as instalações. Estas instalações foram adquiridas pela Universidade no reinado de Filipe I, sendo desde então conhecidas por Paço das Escolas. Nos dias correntes, a Universidade de Coimbra tem aproximadamente 21 000 alunos, contando com alguns dos mais selectivos e exigentes programas académicos do país, um elevado número de unidades de investigação acreditadas, e tendo cerca de 10% de alunos estrangeiros de 70 nacionalidades diferentes, sendo assim a mais internacional das universidades portuguesas.
Para além das festas da cidade ou da Rainha Santa, na primeira semana de Julho (centradas em torno do feriado municipal a 4 de Julho, festa da Rainha Santa Isabel), Coimbra é também conhecida pelas festas e tradições académicas.
A primeira das duas festas é a Latada ou a Festa das Latas e imposição das insígnias, que acontece no início do ano escolar, para dar as boas vindas aos novos estudantes (caloiros ou novatos). As Latadas começaram no século XIX quando os estudantes exprimiam ruidosamente a sua alegria pelo termo do ano lectivo em Maio. Utilizavam para isso todos os objectos que produzissem barulho, nomeadamente latas. Foi a partir dos anos 1950/60 que as Latadas passaram a ocorrer, não no termo do ano lectivo, mas sim no início, coincidindo com a abertura da Universidade e a chegada da população escolar de férias, o que dava à cidade um clima eminentemente académico. Actualmente os caloiros, incorporados no cortejo, vestem uma fantasia pessoal com as cores da sua faculdade ou a batina virada do avesso, transportando cartazes com legendas de conteúdo crítico, alusivos à vida escolar ou nacional. Os caloiros seguem em duas filas paralelas, com os padrinhos que devem ter um comportamento digno de um estudante de Coimbra, dando o exemplo aos novatos que se estão a iniciar na Praxe Académica. No fim do cortejo nas ruas da cidade, os novos estudantes são baptizados no rio Mondego: "Ego te baptizo in nomine solemnissima praxis".
A segunda festa é a Queima das Fitas, bastante mais importante que a primeira, sendo a maior festa estudantil da Europa,[carece de fontes?] tem lugar no fim do segundo semestre, mais concretamente no início do mês de Maio, começando na noite de quinta-feira para sexta-feira com a Serenata Monumental nas escadas da Sé Velha. É a maior festa estudantil de toda a Europa e tem a duração de 8 dias, um dia para cada faculdade da universidade (Letras, Direito, Medicina, Ciências e Tecnologias, Farmácia, Economia, Psicologia e Ciências da Educação e Educação Física e Ciências do Desporto) e Antigos Alunos. Apesar de existirem mais festas do género em outras cidades, o aparecimento da Queima das Fitas começou em 1899 em Coimbra, fazendo assim com que seja única no país. Ela é a explosão delirante da Academia, consistindo para os Quartanistas Fitados e Veteranos, na solenização da última jornada universitária ou seja, o derradeiro trajecto de vivência coimbrã. Os festejos da Queima das Fitas consistem sobretudo no seu programa tradicional, composto por: Serenata Monumental, Sarau de Gala, Baile de Gala das Faculdades, Garraiada (Figueira da Foz), Venda da Pasta (receitas para a Casa de Infância Dr. Elísio de Moura), "Queima" do Grelo (que deu o nome à festa) e Cortejo dos Quartanistas, Chá Dançante e as ainda chamadas Noites do Parque.
Habitantes famososD. Afonso Henriques
primeiro rei português (1139), fundador do Reino de Portugal. Está sepultado na Igreja de Santa Cruz, em Coimbra. O local de nascimento continua uma incógnita (Guimarães, Viseu ou Coimbra).
D. Sancho I, segundo rei português (1185), filho de D. Afonso Henriques. Nasceu e está sepultado na Igreja de Santa Cruz, em Coimbra.
D. Afonso II, terceiro rei português (1211), nasceu e morreu em Coimbra.
D. Sancho II, quarto rei de Portugal, nasceu em Coimbra a 8 de setembro de 1209,
D .Afonso III, quinto rei português, nasceu em Coimbra a 5 de maio de 1210, sendo irmão mais novo de Sancho II..
Santo António de Lisboa, santo católico (Lisboa, 15 de agosto de 1195 — Pádua, 13 de junho de 1231).
Rainha Santa Isabel, rainha de Portugal e santa católica (Saragoça, 1271 — Estremoz, 4 de julho de 1336).
D. Pedro I, rei de Portugal (1357) e D. Inês de Castro, coroada rainha postumamente, protagonistas da mais romântica tragédia portuguesa na Quinta das Lágrimas, em Coimbra. Encontram-se sepultados frente a frente no Mosteiro de Alcobaça.
Joaquim António de Aguiar, primeiro-ministro.
Pedro Nunes, famoso matemático do século XVI.
Cristóvão Clávio, matemático do século XVI.
imagem de Coimbra
José de Anchieta, humanista e gramático do século XVI.
Carlos Seixas, proeminente compositor do século XVIII.
D. Pedro de Cristo, compositor do século XVI.
Machado de Castro, escultor do século XVIII.
Miguel Torga (1907 - 1995), médico, escritor e poeta.
Carlos Paredes (1925 - 2004), músico português.
Zeca Afonso (1929-1987), cantor.
Irmã Lúcia (1907 - 2005), freira carmelita e pastora de Fátima.
Clima
Coimbra apresenta um clima mediterrânico de acordo com a classificação climática de Köppen-Geiger. No Inverno as temperaturas variam entre 15°C diurnos e 5º nocturnos no mês mais frio, podendo beirar os 0º em vagas de frio, ao passo que no Verão as temperaturas oscilam entre os 29°C diurnos e 16º nocturnos podendo chegar aos 40°C e até mesmo ultrapassar. As maior e menor temperaturas registadas em Coimbra no periodo 1971-2000 foram 41,6°C e -4,9°C. Porém,há registos de -7.8°C em 1941 e 42,5°C em 1943. fonte: Instituto de Meteorologia
Investigação e tecnologia
Coimbra iParque.A cidade deve muito ao carácter inter-disciplinar da Universidade de Coimbra, que a mantém na ribalta da investigação científica. A universidade, principalmente através do Instituto Pedro Nunes e respectiva incubadora de empresas e também do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC), tem aprendido a cooperar com o tecido empresarial em vários domínios e efectivado a transferência de competências para as empresas. Entre as empresas geradas em resultado da investigação científica levada a cabo na Universidade ("spin-off" universitário) contam-se as empresas Critical Software (desenvolvimento de software), WIT Software(software para aplicações móveis), ISA (telemetria e instrumentação) e Crioestaminal (criopreservação e biomedicina). A inovação tecnológica na área da saúde é um dos exemplos desse novo modelo de desenvolvimento em que a cidade tem apostado e o futuro Coimbra Inovação Parque (Coimbra iParque), previsto para a freguesia de Antanhol, é uma das estruturas que se supõe vir a concentrar mais empresas nesta área.