sábado, 20 de julho de 2013

O IMPÉRIO DE HAMURÁBI


  Hamurábi foi o sexto rei da primeira dinastia do império babilónico (1792 a 1750 a.C.). Foi o primeiro grande organizador que consolidou o seu império sobre normas regulares de administração. Tornou-se famoso por ter mandado compilar o mais antigo código de leis escritas, conhecido como o código de Hamurábi. Este código foi encontrado em Susa em 1901, encontra-se atualmente no museu do Louvre em Paris. Viu-se a braços com graves crises. Económicas, financeiras e sociais, que soube, resolver sabiamente. Assim os governantes de hoje o soubessem fazer. Ex: perdão de dívidas até ao próprio estado. 

IMPERIO DE HAMURÁBI

Quando o povo do império sumério-acádio perdeu o seu vigor militar e político, novas incursões de povos guerreiros, os Elamitas, começaram a leste, enquanto do oeste se precipitavam os semitas Amoritas, esmagando, entre eles, o império sumério-acádio.                                              

Os Elamitas eram de língua origem desconhecidas, «nem sumérios, nem semitas» diz Sayce. A sua cidade central era Susa. E sua arqueologia é uma mina ainda em grande parte inexplorada. Alguns acreditam que fossem, informa H.H. Johnston, de tipo negroide. Há ainda uma forte marca negroide nos povos atuais do Elam.(atual sudoeste do Irão estendendo-se desde as terras baixas do Cuzestão à Província de Llam e uma pequena parte do sul do Iraque).

Os Amoritas pelo contrário, eram da mesma origem que Abraão e os Hebreus posteriores. Os Amoritas fixaram-se a princípio na parte superior do Eufrates, ocupando a Babilónia, que não passava então de uma pequena cidade. Mas depois de uma centena de anos de guerra assenhorearam-se de toda a Mesopotâmia, sob um grande rei Hamurábi (2100 a. C.), fundador do primeiro império Babilónico.

De novo veio paz e tranquilidade e um declínio de proezas agressivas, para, dentro de cem anos, surgirem novos nómadas. Foram os Cassitas, os quais invadiram a Babilónia com um novo armamento de cavalos e carros de guerra e impuseram ao grande império o seu próprio rei.

FONTE: HITÓRIA UNIVERSAL; H.G. WELLS; primeiro volume

Coimbra, Julho de 2013

Carminda Neves    

segunda-feira, 15 de julho de 2013

A UNIVERSIDADE DE COIMBRA SÍMBOLOS, DISTINÇÕES E CERIMÓNIAS ACADÉMICAS



REI D. DINIS
As Universidades medievais europeias surgem ou à margem do poder ou por estatuição da autoridade pontifícia ou imperial, por vezes associadas no ato da sua criação.
No que respeita à Universidade de Coimbra, que se confunde com os primórdios da Nacionalidade, há três documentos de importância capital relativos à sua fundação.

O primeiro é a súplica, de que infelizmente só conhecemos traslado, dirigida ao Papa Nicolau IV, em 12 de Novembro de 1288, assinada pelos abades dos Mosteiros de Santa Maria de Alcobaça, de Santa Cruz em Coimbra de S. Vicente em Lisboa e ainda por diversos superiores de 24 Igrejas e conventos do reino.

O segundo documento é o da própria fundação de 1 de março de 1290 e assinado em Leiria por El-Rei D. Dinis, particularmente sensível as letras, porque poeta e neto de Afonso X rei de Castela “o sábio”. A esposa do Monarca português, Isabel de Aragão, a futura Rainha Santa, aparece em vários documentos apresentando súplicas a favor dos escolares.
PAPA Nicolau IV
O terceiro documento é a Bula de Nicolau IV, exarada em Orvieto a 9 de agosto do mesmo ano de 1290, que reconhecia o estudo geral e autorizava a concessão pelo cancelário, que era o bispo diocesano do ius ubique docendi”, ou seja, a aptidão para ensinar em toda a parte. Pelo referido documento conhecem-se as faculdades que integravam o estudo geral: Artes, Direito Canónico, Direito Civil e Medicina. A faculdade de Teologia era excluída, em virtude do seu ensino estar reservado aos conventos Dominicanos e Franciscanos e à Universidade de Paris, passou a fazer parte do nosso ensino só por volta de 1400.


REI D. JOÃO III
A localização do estudo geral foi em Lisboa no bairro de Alfama em 1290. O rei assim decidiu devido à polémica gerada entre o bispo emissário do rei e o abade de Santa Cruz em Coimbra, ambos queriam o topo do mandato, um porque representava o soberano, o outro porque mandava no mosteiro, este último depois de muita polémica disse: “no mosteiro de S. Cruz não haverá nunca uma Universidade”. Ganhou! A Igreja mandava mais que o rei… Foi uma pena porque todos os mosteiros da rua da Sofia (sabedoria em grego) que estavam preparados para receber o novo estabelecimento de ensino se ficaram por simples mosteiros, o abade continuou a sua missão, o bispo foi enviado para Leiria pelo rei, por lá lhe arranjou um cargo. Em 1308 mudava-se para a alcáçova Real (Passos Reais cedidos pelo Soberano) em Coimbra, edifício conhecido nos meados do séc. XVI de estudos velhos, entre 1338 e 1354 volta a Lisboa, e a Coimbra entre 1354 e 1377, regressa à capital de 1377 a 1537, tendo recebido então novas instalações, dadas pelo Infante D. Henrique, em 1537 foi definitivamente transferida para Coimbra por D. João III, atendendo à maior serenidade existente na cidade do Mondego, mais adequada à reflexão e ao estudo.

A leitura dos três documentos leva-nos à conclusão que os estudos gerais já funcionavam há muito tempo em Portugal, mas devido às não boas relações dos reis anteriores a D. Dinis com o vaticano é lhes negada a autorização para a fundação de uma Universidade.
Em Coimbra já fora criado em 1131 o Mosteiro dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, graças a D. Telo, arcediago da Sé de Coimbra, a D. João Peculiar, Mestre- Escola da mesma catedral, e ao próprio Rei, D. Afonso Henriques, do qual Mosteiro foi primeiro prior S. Teotónio tendo nele estudado, entre muitos outros, SANTO ANTÓNIO.

Também a Sé velha, tesouro precioso de estilo românico, edificada no tempo do rei conquistador, era um grande centro de cultura através da sua Escola Catedralícia (1094),o mosteiro do Lorvão também centro de ensino, como aliás acontecia com as suas congéneres nacionais e estrageiras.

                     SÍMBOLOS, DISTINÇÕES E CERIMÓNIAS ACADÉMICAS

São símbolos da Universidade de Coimbra o selo, a bandeira e o hino.
O Selo representa a Sapientia coroada, em pé, com um livro aberto na mão esquerda e um cetro terminado em esfera armilar na direita. No chão encontram-se alguns livros e ainda um crivo, do lado direito, e um mocho do esquerdo. Este conjunto está enquadrado por um pórtico gótico e tem à volta, na metade inferior, a legenda “Insígnia Universitatis Conimbrigensis”.

SAPIENTIA
As cores do selo são: verde para a reitoria e suas dependências imediatas, azul-escuro para a Faculdade de letras, vermelho para a de Direito, amarela para a de Medicina, azul claro e azul claro e branco para a de Ciências e Tecnologia, roxo para Farmácia, vermelho e branco para a de Economia, cor de laranja para a de Psicologia e Ciências da Educação. Hoje as faculdades são muito mais do que as que deram origem à Universidade e as cores foram-se multiplicando. Hoje terá cerca 30 000 a 50 000 mil estudantes nesta Universidade.
Estas cores são visíveis nos trajos cerimoniais usados pelos catedráticos nos vários atos protocolares realizados pela Universidade. Os estudantes usam fitas com as cores acima descritas conforme as faculdades, que frequentam, nas suas pastas pretas.

As Faculdades, a Biblioteca Geral, o Arquivo e a Imprensa da Universidade podem utilizar, além do selo descrito, os emblemas ou selos brancos que lhes sejam próprios, desde que aprovados pelo senado.
A bandeira tem ao centro o selo da Universidade, de cor verde, em relevo, sobre fundo branco.

A Universidade tem hino próprio, que se toca nas cerimónias solenes.

TORRE DA UNIVERSIDADE
O doutoramento honoris causa é a mais alta distinção conferida pela Universidade, sendo a respetiva concessão feita pelo senado, sob proposta das Faculdades, aprovada por maioria de dois terços do conselho Científico.

A medalha honorífica da Universidade é atribuída pelo Reitor, por sua iniciativa ou proposta do senado, destina-se a galardoar pessoas ou instituições que tenham prestado relevantes serviços à Universidade ou que se tenham distinguido por méritos excecionais.
O dia da Universidade de Coimbra celebra-se a 1 de março
 
                     ADMISSÃO E TRAJOS ACADÉMICOS DE ALUNOS E PROFESSORES
O percurso universitário do lente (professor universitário; professor catedrático; aquele que lê; do latim legente) começava após a conclusão dos estudos universitários. Este iniciava-se pela matrícula na faculdade que pretendia cursar. Para ser autorizado a matricular-se na faculdade da sua escolha, era preciso que tivesse uma idade mínima que variava de uma faculdade para outra, mas que se situava entre os 14 e os 18 anos. Devia ter aproveitamento nos estudos preparatórios, comprovado por certificados dos respetivos professores e por exames de admissão, e era também obrigado a apresentar certidões de batismo e de bom comportamento moral e cívico. Fazia juramento de obediência ao reitor e estatutos da Universidade. Ficava assim a pertencer à corporação universitária, e sujeito ao foro académico, privilégio que só acabou com o liberalismo. Durante o seu percurso universitário era sujeito a várias provas, tanto escritas, como orais e práticas, culminando no seu final com exames expostos ”solida, erudita, e elegantemente” de sorte que quem ouvir a lição fique convencido da genuína sabedoria do examinando.
TRAJO ACADÉMICO DO ESTUDANTE
   


trajo académico do estudante
O trajo académico do estudante assinalava-o como membro do corpo discente da Universidade. Até à eclosão do regime liberal, manteve-se o hábito talar (comprido até aos calcanhares) de feição clerical, (da Igreja) que incluía um calção preto, afivelado abaixo do joelho, meias pretas e sapatos de fivela de prata marchetada, e um mantéu (capa) talar preto, com gola larga e bandas dobradas na frente, seguro sobre o peito com um cordão de borlas. Na cabeça usava um gorro preto ou um barrete tricórnio. O trajo académico foi-se laicizando pouco a pouco e a partir de 1910 deixou de ser obrigatório o seu uso quotidiano. Hoje cinge-se a fato, capa e batina pretos usando-se apenas em cerimónias académicas ex. queima das fitas. O trajo universitário tem pois herança religiosa, pois era nos mosteiros e conventos que se ensinava, era aí que existia a intelectualidade, era pela igreja, que a mesma era transmitida ao povo, daí o alto nível de analfabetismo existente entre os povos.

                            O GRAU DE DOUTOR
É a ultima, e maior honra, a que nas universidades pretendem chegar os que nelas estudam. “Por isso é conveniente que se não negue a quem o tiver justamente merecido “assim dizem os estatutos Pombalinos.

CAPELO, BARRETE E BORLA
O cerimonial de doutoramento decorria da seguinte forma: o doutorando era acompanhado solenemente do terreiro de Santa Cruz até à capelada universidade, onde era celebrada missa, finda a qual o cortejo seguia para a Sala Grande dos Atos. Assim se continuava a tradição dos estatutos velhos (1654), segundo os quais os cortejos iam, quer para Santa Cruz (teologia e medicina), quer de Santa Cruz para as escolas e capela (cânones e leis). Após 1834, o cortejo partia da atual praça Marquês de Pombal, e mais tarde passou a sê-lo da Biblioteca Joanina. O Reitor, o Padrinho, os lentes e os doutores com as suas insígnias. O doutorando vinha com capelo (espécie de capa usada pelos doutores como insígnia, nos atos solenes; insígnia distintiva reservada aos cardeais; mais uma vez a herança religiosa na universidade) de veludo da cor da respetiva faculdade (descritas acima), de cabeça descoberta, à mão esquerda do Reitor, ficando do outro lado o Padrinho. Seguia-se o pajem do doutorando, com uma salva em que iam o barrete (espécie de carapuça sem pala; cobertura quadrangular usada pelos eclesiásticos e pelos catedráticos em momentos solenes) e a borla (ornamento de onde pendem fios em forma de campânula; pode chamar-se também barrete; grau ou insígnia de doutor; os catedráticos são complicados e não querem ter dois barretes eh, eh…). Depois vinham os lentes e os doutores, dois a dois, segundo as suas precedências e antiguidades. Nenhuma outra pessoa que não levasse insígnias podia incorporar-se no cortejo.
SALA DO SENADO

Só tentei esclarecer as dúvidas acerca da existência de capelo, barrete e borla nos atos solenes da Universidade de Coimbra, eu própria estava confusa, e o porquê da existência dos mesmos, a sua origem, assim como do trajo dos alunos da mesma Universidade.(A pedido de uma leitora do blogue. Espero que tenha feito esclarecimento adequado. obrigada por ler este blogue).
Jinhos

Fontes: MEMORIA PROFESSORUM UNIVERSITATISCONIMBRIGESIS 1772-1937; VOL II Arquivo da Universidade de Coimbra
A UNIVERSIDADE DE COIMBRA, MARCOS DA SUA HISTÓRIA;MANUEL AUGUSTO RODRIGUES; Arquivo da Universidade de Coimbra  

Coimbra julho de 2013

Carminda Neves (Aluna da Aposénior Universidade sénior de Coimbra)  

 

 

             

segunda-feira, 8 de julho de 2013

À DESCOBERTA DO PLANETA TERRA


AEROPORTO MOHAMMED V CASABLANCA
FOTOS CARMINDA E SÃO
                           Marrocos

Antiga Nação carregada de História: berberes, cartagineses, fenícios, romanos, vândalos e bizantinos precederam os árabes, fazendo de Marrocos uma encruzilhada geográfica, histórica, cultural e civilizacional.

Os fundamentos de Marrocos residem nesta História dando-lhe toda a sua autenticidade, diversidade, proximidade e diferença, que lhe outorgaram a sua identidade e singularidade

É um país do norte de África, limitado a norte pelo Estreito de Gibraltar (por onde faz fronteira com a Espanha), por Ceuta, pelo Mar Mediterrâneo, a leste e a sul pela Argélia, a sul pelo Seara Ocidental e a oeste pelo Oceano Atlântico a noroeste tem como vizinho próximo Portugal. A sua capital é Rabat. Marrocos é uma monarquia constitucional, com um parlamento eleito democraticamente, mas em que o rei é igualmente o chefe do governo. A economia deste país baseia-se na agricultura, turismo e na industria transformadora e na exploração mineira.

         Cidades que visitei

CISTERNA PORTUGESA FOTO: CARMINDA
El Jadida

Em tempos chamou-se Mazagão e foi uma importante praça-forte portuguesa. Admiravelmente conservada, revela uma excecional mescla de influências entre culturas: europeia e africana. Ainda hoje o mais significativo monumento da cidade é a antiga cisterna construída a mando de el rei D. Manuel I de Portugal em 1514.

Safi

A Medina é naturalmente, a parte mais antiga da cidade. A rua Souk é a artéria principal ladeada por tendas e souks de mercadores e artesãos agrupados em corporações. Resta como vestígio da presença portuguesa: o Castelo do Mar (DAR EL BAHR)

 Essaouira

Na sua origem chamada Amogdul em berbere, Essaouira (antiga Mogador) é uma cidade da costa atlântica de Marrocos com cerca de 72 mil habitantes.

Os portugueses, sob o comando de Diogo de Azambuja construíram aí um forte, designado por Castelo Real de Mogador, em 1506. Em 1525 este castelo foi conquistado pelos Marroquinos.

Marrakech

 
Cidade imperial de beleza singular, antiga capital do Reino de Marrocos, com origens da dinastia berbere fundada pelos Almoravidas.

Mistura de influências de culturas árabes, berberes, andaluzas, africanas e europeias. Os aromas das especiarias, as paisagens, a arquitetura, os sublimes recantos e refúgios, a sua História e histórias, a atmosfera, colorida e exótica, fazem desta cidade, uma das mais visitadas de Marrocos.

MESQUITA DE CASABLANCA FOTO CARMINDA
FEZ

Fez (faz em árabe), cidade situada no centro-norte de Marrocos tem cerca de 1 milhão de habitantes, foi capital do país durante vários períodos. É a cidade onde está situada a Universidade de Karueein, a mais antiga universidade do mundo ainda em funcionamento, criada nos primórdios da cidade (859)

A cidade foi fundada em 789 a.C. por Idriss II. Desde essa altura que a cidade foi ocupada principalmente por muçulmanos. Em 810 foi construída a Mesquita de Qarawiyyin ou Karueein e que permanece até hoje a mais antiga mesquita de África.

De 1170 a 1180, foi a maior cidade de Marrocos e a principal cidade do reino de Fez. Foi o centro religioso e científico do mundo ocidental, onde cristãos e muçulmanos de roda a Europa e Marrocos vinham estudar. Depois da reconquista da Península Ibérica em 1492 houve um êxodo de muçulmanos e foi a partir dessa altura que a população da cidade aumentou.

Meknes

Cidade do norte de Marrocos, capital da província do mesmo nome, situada numa fértil planície ao norte do Atlas médio (Atlas: cordilheira montanhosa do norte de África). Na sua produção industrial, predominam a transformação de frutas e verduras, elaboração de óleo de palma, as fundições de metal, as destilarias, a elaboração de cimento, o artesanato (tapetes de lã), são cultivados cereais e frutas.

Voulubilis

Foi uma importante cidade romana, construída no local de uma antiga povoação cartaginesa de séc. III (ou eventualmente anterior) que por sua vez já tinha sido construída nas ruinas de uma povoação neolítica. As ruinas de Voulubilis foram declaradas Património Mundial da UNESCO em 1997.

NESTE LOCAL O OCEANO ATLANTICO SE ENCONTRA
COM O MEDITERRANEO FOTO DE GRUPO CARMINDA
 Tanger

Capital da região de Tânger-Tetuão em Marrocos. Situa-se no noroeste de África junto ao estrito de Gibraltar onde começa a orla atlântica de Marrocos.

A cidade permaneceu em mãos portuguesas até 1661 altura em que, ao abrigo do tratado de paz e amizade firmado com a Grã-Bretanha a mão de D. Catarina de Bragança, filha do Rei D. João IV de Portugal foi cedida em casamento ao Rei Carlos II de Inglaterra levando no seu dote as cidades de Tânger e de Bombaim (na India).

Rabat

É a capital do reino de Marrocos tem 1 344 000 habitantes. Fica situada junto ao mar, na foz do rio Bu- Regreg.

No local hoje ocupado por Rabat existiu a localidade de Chella, designada Sala Colonia pelos Romanos. No séc. XII, foi a capital do império almorávida. Nesta cidade ergue-se o Palácio Real. É sede do governo, dos ministérios e da administração central. Nela se encontra a  maior universidade do país, diversos armazéns, livrarias, cinemas e teatros. A cidade é dominada pela torre Hassan, com cerca de 44 metros de altura. Junto à torre encontra-se o mausoléu dedicado a Mohamed V, soberano que levou Marrocos à independência.

CASABLANCA RICK`S CAFE
E OUTROS LOCAIS FOTOS CARMINDA E SÃO
Casablanca

É a maior cidade de Marrocos, na costa atlântica tem cerca de 3,7 milhões de habitantes e o maior porto e maior centro industrial e comercial do país.

Casablanca está situada na antiga localidade de Anfa, destruída em 1468 pelos portugueses. Em 1515 os portugueses fundaram a atual cidade com o nome de casa branca. Destruída pelo terramoto de 1755, foi reconstruida pelo sultão de Marrocos em 1757. Foi ocupada pelos franceses em1907 que promoveram o seu desenvolvimento. Durante a 2ª guerra mundial desempenhou papel importante: reuniões entre políticos e refúgio de passagem para muitos fugitivos da guerra, esses factos foram inspiradores para a criação do emblemático filme CASA BLANCA hoje um clássico do cinema americano, que fez dela uma cidade emblemática, assim como ao seu RICK`S CAFÉ, cenário de quase rodo o filme. Nesta cidade se encontra uma das maiores Mesquitas da Religião Muçulmana.

Fontes: História de Portuga
              História de Marrocos
          Meus apontamentos de História

Julho de 2013
Carminda Neves

 

quinta-feira, 28 de março de 2013

Entrevista de José Sócrates


                                       

Eu vi a entrevista, estou, sempre estive, do lado de José Sócrates. Falou bem como sempre, os portugueses sabem disso. Não defendo nenhuma cor política. Mas parece-me que, só uma força como a de Sócrates não deixaria ir os portugueses para o buraco em que estão metidos. Se o seu governo não tivesse sido dissolvido por causa de um Presidente da República, que é ele próprio desde há vinte anos o início de todo o mal, Portugal não estaria neste momento a passar: fome, roto, descalço, sem casa, sem emprego. A educação e a saúde na corda bamba, como na época do salazarismo. Basta de demagogia de lguns:pseudopolíticos,pseudo-economistas, pseudofinanceiros, pseudogovernantes e até pseudojornalistas etc. etc… Não sei porque a palavra narrativa descontrola tantos. José Sócrates narrou os factos nus e crus, não veio afirmar a sua verdade, até porque a verdade não existe. O que hoje é verdade pode não sê-lo amanhã; é isto que diz a Filosofia. ESTOU CONTIGO e como eu, o PORTUGAL anónimo cansado de sofrer, de ter de pagar o que não deve, o PORTUGAL humilhado e ofendido

   carminda neves
março, 2013

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

O IMPÉRIO DE SARGÃO I


       A oeste da região da Suméria, floresciam tribos nómadas de povos de língua semítica. Entre estes povos e os sumérios processou-se, durante vários séculos, a eterna luta de fronteira, o eterno intercâmbio de comércio e de guerra. Mas, por fim, surge entre os semitas um grande chefe, Sargão (2750 a. c.), que os une, e não só submete os Sumérios, mas estende o seu império para alem do Golfo Pérsico, a leste, e até ao Mediterrâneo, a oeste. Chamavam Acádios ao seu próprio povo, e o império foi designado como império sumério acádio. Prolongou-se por mais de dois séculos.

   Desde Sargão I até aos séculos IV E III a. C., durante um período superior a dois mil anos, os povos semitas mantiveram a hegemonia em todo o próximo oriente. Mas, embora os semitas conquistassem e dessem governantes reis ás cidades sumérias, foi a civilização suméria que prevaleceu sobre a cultura mais simples dos semitas. Os conquistadores aprenderam a escrita suméria (a escrita «cuneiforme») e a língua suméria; nunca tiveram escrita própria. A língua suméria foi para esses bárbaros a língua do saber e do poder, do mesmo modo que o latim se conservou, para os bárbaros de idade media na Europa, a língua do saber e do poder. O saber sumério possuía, com efeito imensa vitalidade. Era uma cultura de dezenas de séculos. Através de uma longa serie de conquistas e de transformações, que então começaram no vale dos dois rios, (Tigre e Eufrates) esse saber sobreviveu, vigoroso e fecundo.

 

Fonte: H.G.WELLS

            Historia Universal 1º volume

Dezembro de 2012

Carminda Neves

 

 

 

 

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

NOVO ANO, NOVO ESPAÇO

Novo ano letivo, novo espaço. as aulas de informática já deram inicio no principio deste mês e têm agora lugar na nova sede da Apojovi. fica situada em Santa Clara, junto ao Lidl.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

COIMBRA

Coimbra OTE é uma cidade portuguesa, capital do Distrito de Coimbra, a maior cidade da região Centro de Portugal e situada na sub-região do Baixo Mondego, com cerca de 143 396 habitantes.[1] Sendo o maior núcleo urbano, é centro de referência na região das Beiras [carece de fontes?], Centro de Portugal com mais de dois milhões de habitantes.

Cidade historicamente universitária, por causa da Universidade de Coimbra, fundada em 1290, conta actualmente com cerca de 30 mil estudantes.
Banhada pelo Rio Mondego, Coimbra é sede de um município com 319,41 km² de área e cerca de 143 052 habitantes (2011), subdividido em 31 freguesias.
O município é limitado a norte pelo município de Mealhada, a leste por Penacova, Vila Nova de Poiares e Miranda do Corvo, a sul por Condeixa-a-Nova, a oeste por Montemor-o-Velho e a noroeste por Cantanhede.
É considerada uma das mais importantes cidades portuguesas, devido a infraestruturas, organizações e empresas para além da sua importância histórica e privilegiada posição geográfica no centro da espinha dorsal do país. Coimbra é também referência nas áreas do Ensino e da Saúde.

UNIVERSIDADE DE COIMBRA
 Por bastantes vezes, Coimbra é chamada de "Cidade do Conhecimento" ou "Cidade dos estudantes", principalmente por ter uma das mais antigas e prestigiadas universidades da Europa – a Universidade de Coimbra (UC) é a herdeira do Estudo Geral solicitado ao Papa pelo Rei D. Dinis e por um conjunto de prelados portugueses em 1288, e que viria a obter confirmação pontifícia em 1290, tendo-se estabelecido inicialmente em Lisboa. Após uma itinerância atribulada entre Lisboa e Coimbra durante os séculos XIII e XIV, a universidade viria a estabelecer-se estavelmente em Coimbra em 1537, tendo o Rei D. João III cedido o próprio paço real para as instalações. Estas instalações foram adquiridas pela Universidade no reinado de Filipe I, sendo desde então conhecidas por Paço das Escolas. Nos dias correntes, a Universidade de Coimbra tem aproximadamente 21 000 alunos, contando com alguns dos mais selectivos e exigentes programas académicos do país, um elevado número de unidades de investigação acreditadas, e tendo cerca de 10% de alunos estrangeiros de 70 nacionalidades diferentes, sendo assim a mais internacional das universidades portuguesas.

Para além das festas da cidade ou da Rainha Santa, na primeira semana de Julho (centradas em torno do feriado municipal a 4 de Julho, festa da Rainha Santa Isabel), ‎Coimbra é também conhecida pelas festas e tradições académicas.

A primeira das duas festas é a Latada ou a Festa das Latas e imposição das insígnias, que acontece no início do ano escolar, para dar as boas vindas aos novos estudantes (caloiros ou novatos). As Latadas começaram no século XIX quando os estudantes exprimiam ruidosamente a sua alegria pelo termo do ano lectivo em Maio. Utilizavam para isso todos os objectos que produzissem barulho, nomeadamente latas. Foi a partir dos anos 1950/60 que as Latadas passaram a ocorrer, não no termo do ano lectivo, mas sim no início, coincidindo com a abertura da Universidade e a chegada da população escolar de férias, o que dava à cidade um clima eminentemente académico. Actualmente os caloiros, incorporados no cortejo, vestem uma fantasia pessoal com as cores da sua faculdade ou a batina virada do avesso, transportando cartazes com legendas de conteúdo crítico, alusivos à vida escolar ou nacional. Os caloiros seguem em duas filas paralelas, com os padrinhos que devem ter um comportamento digno de um estudante de Coimbra, dando o exemplo aos novatos que se estão a iniciar na Praxe Académica. No fim do cortejo nas ruas da cidade, os novos estudantes são baptizados no rio Mondego: "Ego te baptizo in nomine solemnissima praxis".
A segunda festa é a Queima das Fitas, bastante mais importante que a primeira, sendo a maior festa estudantil da Europa,[carece de fontes?] tem lugar no fim do segundo semestre, mais concretamente no início do mês de Maio, começando na noite de quinta-feira para sexta-feira com a Serenata Monumental nas escadas da Sé Velha. É a maior festa estudantil de toda a Europa e tem a duração de 8 dias, um dia para cada faculdade da universidade (Letras, Direito, Medicina, Ciências e Tecnologias, Farmácia, Economia, Psicologia e Ciências da Educação e Educação Física e Ciências do Desporto) e Antigos Alunos. Apesar de existirem mais festas do género em outras cidades, o aparecimento da Queima das Fitas começou em 1899 em Coimbra, fazendo assim com que seja única no país. Ela é a explosão delirante da Academia, consistindo para os Quartanistas Fitados e Veteranos, na solenização da última jornada universitária ou seja, o derradeiro trajecto de vivência coimbrã. Os festejos da Queima das Fitas consistem sobretudo no seu programa tradicional, composto por: Serenata Monumental, Sarau de Gala, Baile de Gala das Faculdades, Garraiada (Figueira da Foz), Venda da Pasta (receitas para a Casa de Infância Dr. Elísio de Moura), "Queima" do Grelo (que deu o nome à festa) e Cortejo dos Quartanistas, Chá Dançante e as ainda chamadas Noites do Parque.

Habitantes famososD. Afonso Henriques

primeiro rei português (1139), fundador do Reino de Portugal. Está sepultado na Igreja de Santa Cruz, em Coimbra. O local de nascimento continua uma incógnita (Guimarães, Viseu ou Coimbra).

D. Sancho I, segundo rei português (1185), filho de D. Afonso Henriques. Nasceu e está sepultado na Igreja de Santa Cruz, em Coimbra.
D. Afonso II, terceiro rei português (1211), nasceu e morreu em Coimbra.
D. Sancho II, quarto rei de Portugal, nasceu em Coimbra a 8 de setembro de 1209,
D .Afonso III, quinto rei português, nasceu em Coimbra a 5 de maio de 1210, sendo irmão mais novo de Sancho II..
Santo António de Lisboa, santo católico (Lisboa, 15 de agosto de 1195 — Pádua, 13 de junho de 1231).
Rainha Santa Isabel, rainha de Portugal e santa católica (Saragoça, 1271 — Estremoz, 4 de julho de 1336).
D. Pedro I, rei de Portugal (1357) e D. Inês de Castro, coroada rainha postumamente, protagonistas da mais romântica tragédia portuguesa na Quinta das Lágrimas, em Coimbra. Encontram-se sepultados frente a frente no Mosteiro de Alcobaça.
Joaquim António de Aguiar, primeiro-ministro.
Pedro Nunes, famoso matemático do século XVI.
Cristóvão Clávio, matemático do século XVI.

imagem de Coimbra
 José de Anchieta, humanista e gramático do século XVI.
Carlos Seixas, proeminente compositor do século XVIII.
D. Pedro de Cristo, compositor do século XVI.
Machado de Castro, escultor do século XVIII.
Miguel Torga (1907 - 1995), médico, escritor e poeta.
Carlos Paredes (1925 - 2004), músico português.
Zeca Afonso (1929-1987), cantor.
Irmã Lúcia (1907 - 2005), freira carmelita e pastora de Fátima.

Clima
Coimbra apresenta um clima mediterrânico de acordo com a classificação climática de Köppen-Geiger. No Inverno as temperaturas variam entre 15°C diurnos e 5º nocturnos no mês mais frio, podendo beirar os 0º em vagas de frio, ao passo que no Verão as temperaturas oscilam entre os 29°C diurnos e 16º nocturnos podendo chegar aos 40°C e até mesmo ultrapassar. As maior e menor temperaturas registadas em Coimbra no periodo 1971-2000 foram 41,6°C e -4,9°C. Porém,há registos de -7.8°C em 1941 e 42,5°C em 1943. fonte: Instituto de Meteorologia

Investigação e tecnologia


Coimbra iParque.A cidade deve muito ao carácter inter-disciplinar da Universidade de Coimbra, que a mantém na ribalta da investigação científica. A universidade, principalmente através do Instituto Pedro Nunes e respectiva incubadora de empresas e também do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC), tem aprendido a cooperar com o tecido empresarial em vários domínios e efectivado a transferência de competências para as empresas. Entre as empresas geradas em resultado da investigação científica levada a cabo na Universidade ("spin-off" universitário) contam-se as empresas Critical Software (desenvolvimento de software), WIT Software(software para aplicações móveis), ISA (telemetria e instrumentação) e Crioestaminal (criopreservação e biomedicina). A inovação tecnológica na área da saúde é um dos exemplos desse novo modelo de desenvolvimento em que a cidade tem apostado e o futuro Coimbra Inovação Parque (Coimbra iParque), previsto para a freguesia de Antanhol, é uma das estruturas que se supõe vir a concentrar mais empresas nesta área.








terça-feira, 16 de outubro de 2012

PORTUGAL E O DIA 5 DE OUTUBRO



Foi rápida a ocupação muçulmana da Península Ibérica no ano 711 d.C., e a reconquista pelos visigodos foi francamente mais lenta. Este processo gradual originou o nascimento de pequenos reinos que iam sendo alargados à medida que a reconquista era bem sucedida. Primeiro, o Reino da Galiza, que viria a dividir-se entre os filhos de Afonso III da Galiza quando morreu. Assim nasciam os reinos de Leão e, mais tarde, de Navarra e Aragão, Portugal e de Castela.


bandeiras de Portugal
  Alguns anos mais tarde, em 1096, descontente com as políticas bélicas do conde Raimundo de Borgonha, o rei Afonso VI de Leão e Castela entrega o governo do Condado Portucalense a um primo de Raimundo, o conde D. Henrique de Borgonha, juntamente com a sua outra filha, a infanta D. Teresa, passando Henrique a ser conde de Portucale. Deste condado, nasceria o reino de Portugal
Nascia, em 1139, o Reino de Portugal e a sua primeira dinastia a de Borgonha ou Afonsina. D. Afonso Henriques, torna-se rei, o rei Afonso I de Portugal. Contudo, o estatuto de independência carecia de reconhecimento, o qual só foi feito por parte do Reino de Leão e Castela. a 5 de Outubro de 1143, data em que o rei Afonso VII assinou o Tratado de Zamora, que assinalaria a separação entre os reinos. Desde então, D. Afonso Henriques (Afonso I) procurou consolidar a independência por si declarada. Fez importantes doações à Igreja e fundou diversos conventos. Dirigiu-se ao papa Inocêncio II e declarou Portugal tributário da Santa Sé, tendo reclamado para a nova monarquia a protecção pontifícia. Em 1179 o papa Alexandre III, através da Bula Manifestis Probatum, confirma e reconhece Portugal como país independente e soberano protegido pela Igreja Católica.
Esta independência sofreria ao longo dos séculos várias crises, sendo que a primeira mais grave foi a de 1383-2385. Esta Crise foi um período de guerra civil e anarquia na História de Portugal, uma vez que não existia rei no poder. A crise começou com a morte do rei Fernando de Portugal sem herdeiros masculinos.

CRISE DE 1383-1385
Apesar de as Cortes de Coimbra terem escolhido, em 1385, um novo rei, João I de Portugal, o rei João I de Castela não desistiu de tentar conquistar um novo reino para si, uma vez que era casado com D. Beatriz única filha do rei D. Fernando, e invadiu Portugal. O exército castelhano era muito mais numeroso mas, mesmo assim, foi derrotado na batalha de Aljubarrota graças à tática inventada naquela altura à qual deram o nome de "tática do quadrado". Os exércitos portugueses foram comandados, por Nuno Álvares Pereira, nomeado por João I de Portugal Condestável do Reino. Convém lembrar, que o Infante D. João de Portugal, Mestre da Ordem Militar de Avis, (D. João I de Portugal) era irmão do rei D. Fernando de Portugal, filho de D. Pedro I e de D. Teresa Lourenço, Os partidários de João de Avis organizam as Cortes em Coimbra. É aí que, a 6 de Abril, é aclamado João I, Rei de Portugal, defendido por: Mestre ou Doutor João Anes das Regras ou simplesmente João das Regras que foi um jurisconsulto português. Destacou-se pela magistral representação da causa do Mestre de Avis nas cortes de Coimbra de 1385, cujo corolário foi a aclamação dele como rei de Portugal assegurando assim a Independência de Portugal.

CRISE DE 1580-1640
A morte do jovem rei de Portugal D. Sebastião na Batalha de Alcácer-Quibir levou a uma crise de sucessão já que o primeiro não teria deixado descendência pela sua tenra idade. Pela proximidade de parentesco, coube a governação ao cardeal D. Henrique, aclamado Rei de Portugal a 28 de Agosto de 1578.
A notícia da derrota de Alcácer-Quibir foi levada ao cardeal, então no Mosteiro de Alcobaça, pelo provincial da Companhia de Jesus e o Dr. Jorge Serrão. O cardeal, encarregado da regência do reino por proximidade de parentesco, convocou as Cortes de Lisboa de 1579 para estudar a situação decorrente da sua avançada idade e vínculo religioso. Não sendo casado e não tendo herdeiros, a sua regência seria meramente provisória pelas leis da época, sucederia ao Rei o seu parente mais próximo, na tentativa de preservar o sangue real na administração do Reino; em caso de parentes de igual proximidade, a preferência seria dada aos de sexo masculino. A verificar-se a concorrência de vários homens em igual grau de parentesco, seria preferido o mais velho. Portugal perdeu a Independência porque a nobreza e alguma burguesia assim o determinaram, Portugal estava em decadência, Espanha no máximo do seu esplendor e os portugueses entenderam que tinham encontrado a árvore das patacas. Saiu-lhes o tiro pela culatra e sofreram humilhação atrás de humilhação durante 60 anos. Após estes anos, quando a burguesia e a aristocracia portuguesas, descontentes com o domínio castelhano sobre Portugal. Resolveram fazer uma revolução para a restauração da mesma.

Assim: alguns dos candidatos ao Trono de Portugal eram (pela ordem da linha da sucessão):

*Cardeal D. Henrique filho de D.Manuel I
*Catarina de Bragança filha mais nova de D. Duarte

bandeira da Monarquia
 *Filipe II de Espanha neto de D. Manuel I (filho de D. Isabel)
*Duque de Sabóia neto de D.Manuel I (filho de D. Beatriz)
*D. António Prior do Crato neto de D. Manuel I (filho do infante D. Luis) afastado por ser considerado ilegítimo,) embora segundo alguns Historiadores o não fosse, seu pai teria realmente casado com sua mãe, mas, esta era pessoa não grata por ser Cristã Nova (Judeus convertidos ao Cristianismo.) de todos os candidatos era este o que tinha mais direitos. Não teve foi um D. João das Regras para o defender, como aconteceu com D. João I em 1385.
Continuando: Portugal perdeu a sua independência por cerca de 60 anos para Filipe II de Espanha I de Portugal e seus sucessores de 1580 até 1640. Quando a burguesia e a aristocracia portuguesas, descontentes com o domínio castelhano sobre Portugal que se propunha efectivar o valido Olivares, terminando com a Monarquia Dual, quiseram restaurar a dinastia portuguesa, Finalmente, um sentimento profundo de autonomia estava a crescer e foi consumado na revolta de 1640, na qual um grupo de conspiradores da nobreza num golpe de estado aclamou o duque de Bragança como Rei de Portugal, com o título de D. João IV (1640-1656), dando início à quarta Dinastia – Dinastia de Bragança. Dom João aceitou a responsabilidade com relutância, diz a lenda que incentivado sobretudo pela sua mulher Dona Luísa de Gusmão. Este facto ter-se-á devido à prudência que se impunha na escolha da conjuntura favorável, e do tempo preparatório necessário para o efeito, visto Portugal nessa época estar quase desarmado, e Castela ser ainda ao tempo a maior potência militar na Europa. Dona Luísa de Gusmão, sendo irmã do Duque de Medina Sidónia que sonhou revoltar-se com a Andaluzia de que chegou a sonhar ser rei, estaria talvez influenciada por ele. D. João IV de Portugal e II de Bragança (Vila Viçosa, 19 de Março de 1604 — 6 de Novembro de 1656) foi o vigésimo – primeiro Rei de Portugal, e o primeiro da quarta dinastia, fundador da dinastia de Bragança, que governou Portugal até 5 de Outubro de 1910

REVOLUÇÃO (FALHADA) DE 28 DE JANEIRO DE 1908
O Regicídio de 1 de Fevereiro de 1908, ocorrido na Praça do Comércio, na época (mais conhecida por Terreiro do Paço), em Lisboa, marcou profundamente a História de Portugal, uma vez que dele resultou a morte do Rei D. Carlos e do seu filho e herdeiro, o Príncipe Real D. Luís Filipe, marcando o fim da última tentativa séria de reforma da Monarquia Constitucional, e consequentemente, uma nova escalada de violência na vida pública do País.

A Revolta do 5 de Outubro de 1910

A Implantação da República Portuguesa foi o resultado de um golpe de estado organizado pelo Partido Republicano Português que, no dia 5 de outubro de 1910, destituiu a monarquia constitucional e implantou um regime republicano em Portugal. A subjugação do país aos interesses coloniais britânicos os gastos da família real, o poder da igreja, a instabilidade política e social, o sistema de alternância de dois partidos no poder (os progressistas e os regeneradores), a ditadura de João Franco, a aparente incapacidade de acompanhar a evolução dos tempos e se adaptar à modernidade — tudo contribuiu para um inexorável processo de erosão da monarquia portuguesa do qual os defensores da república, particularmente o Partido Republicano, souberam tirar o melhor proveito. Por contraponto, o partido republicano apresentava-se como o único que tinha um programa capaz de devolver ao país o prestígio perdido e colocar Portugal na senda do progresso. Tal facto não aconteceu Portugal continuou sem prestigio e nunca foi colocado na senda do progresso até aos dias de hoje apesar de tantos e sucessivos governos. Até houve uma revolução pelo meio. O DIA 25 DE ABRI DE 1974 e os portugueses, sempre, sem glória, sem prestígio e sem progresso.

Tudo isto para dizer que no dia 5 de outubro se comemora também a Independência de Portugal, levada a cabo por D. Afonso Henriques em 1143. Nesse dia deveriam ser hasteadas duas bandeiras e não só uma. Nós Portugueses, temos cerca de 800 anos de Monarquia e apenas cerca de 100 de Republica e sempre a chafurdar na mesma porcaria.


Bandeira Portuguesa Hasteada ao contrário

Como se não bastasse esquecer a origem de Portugal e celebrar apenas a data da mudança de regime (monarquia/republica,) os atuais governantes entenderam que até esse era demais. Desta nem o ditador Salazar se lembrou. O feriado deste dia jamais deveria ser retirado aos portugueses, pois são-lhe retiradas as suas origens, a História dos seus ancestrais, a sua própria História. Vejam a ironia, no dia em que se comemora pela última vez as nossas origens a bandeira de Portugal é hasteada de pernas para o ar. DIA 5 DE OUTUBRO DE 2012.

Se a monarquia nada fez pelos portugueses, e Deus e nós sabemos que isso é verdade. Portugal teve grandes momentos de glória durante o regime monárquico, mas, o povo foi sempre excluído desses momentos. Quando chegamos a 1910 a Nação andava rota, descalça, esfarrapada, faminta de fome, sede e justiça, era analfabeta cerca de 80% não sabia ler nem escrever, não tinha estradas, casas, hospitais, escolas etc. Havia duas coisas que tinha Igrejas e cemitérios!...... A república continuou a fazer o mesmo, os Portugueses continuaram rotos e famintos. Apesar de uma revolução em 1974 25 de Abril e chegados que estamos a 2012 século XXI Portugal continua roto e faminto, com sede de justiça. Com uma agravante se um dia viu uma luz ao fundo do túnel essa luz foi-lhe retirada completamente nos cerca de últimos 20 anos.

“Que ninguém implore amor, nem afeto, nem mendigue qualquer sentimento que exija um pedaço do outro. Viver de migalhas, jamais. Soma-te de coisas que te façam bem, ignora qualquer tipo de sentimento que te subtraia. Que tudo seja natural, principalmente as nossas próprias escolhas. Que as pessoas não sejam apenas de carne e osso, mas que sejam de alma e coração, que façam a diferença, nem que seja por se sentirem falhadas, ou gloriosas….”
                                               Desconheço o autor

Fonte: História de Portugal
       Meus apontamentos de História
     Prof. José Hermano Saraiva
    Wikipédia, a enciclopédia livre.
                     Outubro de 2012
                          Carminda neves

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

“ O preço a pagar pela tua ausência na participação politica, é seres governado por quem é inferior: PLATÃO

No dia 29 de Setembro de 2012 houve uma manifestação organizada pela CGTP no Terreiro do Paço que se pretendia como "Terreiro do Povo. Transcrevo o poema de JOSÉ GOMES FERREIRA cantado nesse dia em sinal de protesto. O povo português tem! sim!.... De acordar!!!! Ou qualquer dia está transformado em farrapos, EM VIVOS MORTOS Recordo também esta frase de PLATÃO.

“ O preço a pagar pela tua ausência na participação politica, é seres governado por quem é inferior”
PLATÃO
    NOTA:  Esta frase será o título desta mensagem
Há mais de 20 anos que este problema se passa em PORTUGAL! Há mais de 20 anos que os portugueses aos poucos têm vindo a deixar de sorrir

ACORDAI

Acordai!
AS FORÇAS DE SEGURANÇA NACIONAL  ESTIVERAM PRESENTES
Acordai, homens que dormis
A embalar a dor
Dos silêncios vis!
 Vinde, no clamor
Das almas viris,
Arrancar a flor
Que dorme na raiz!

Acordai!
Acordai, raios e tufões
Que dormis no ar
E nas multidões!
Vinde incendiar
De astros e canções
As pedras e o mar,

29 DE SETEMBRO DE 2012
O mundo e os corações...

Acordai!
Acendei, de almas e de sóis,
Este mar sem cais,
Nem luz de faróis!
E acordai, depois

Das lutas finais,
Os nossos heróis
Que dormem nos covais.

ACORDAI!
José Gomes Ferreira
 COIMBRA, OUTUBRO DE 2012










29 DE SETEMBRO 2012 TERREIRO DO PAÇO








terça-feira, 18 de setembro de 2012

PORTUGAL ROUBADO, HUMILHADO E OFENDIDO

P ORTUGAL 15 de Setembro 2012
No dia 15 de Setembro, de 2012 Portugal saiu à rua, numa magnífica manifestação pacífica para dizer ao governo do seu país, que está cansado de saber, que é constantemente roubado, humilhado e ofendido, por governos sucessivos desde o/s primeiro/s mandato/s de Cavaco Silva como primeiro Ministro (6 de Novembro de 1985 a 28 de Outubro de 1995) até 15 de Setembro de 2012. O Povo português manifestou-se.                                         
“Não estamos de acordo com esta forma de governar”.

mascaras numa manifestação por Direitos
NÃO
 Têm sido roubados sucessivamente os mais desfavorecidos, que vantagem tem para as empresas a baixa da TSU? Nenhuma, não existe, Na situação em que se encontra Portugal!...
O primeiro-ministro tem gozado com o povo, como se fosse lixo. Ele acha-se perfeito, as bestas são o povo. Ele tem poupado, o povo é que tem feito estragos.
Miguel Relvas no Brasil bem bronzeado diz:“Não percebo, o povo já devia estar à espera disto”.
Os portugueses despertaram do seu marasmo, manifestaram-se, foram para a rua, querem mudança, querem justiça, querem saúde, querem aproximação de igualdades, querem paz, querem trabalho. O Povo português não quer que se repita a fome, o andar esfarrapado, roto e descalço, o não ter um teto, ser pedinte de porta em porta, (já é) recordamos, os sem abrigo, as famílias desempregadas. Estamos como (ou pior) do que na época da ditadura!.... que durou mais de quarenta anos. (Por este andar chegamos lá; essa época, os mesmos ou mais anos.)
   Tal como o primeiro-ministro, o Presidente da Republica esquece que foi eleito pelos portugueses e que está ao serviço da Nação, mas, parece uma estátua de dentes brilhantes.
P ORTUGAL 15 de Setembro 2012
   Onde estão os milhões que Portugal recebeu nos primeiros anos de entrada para a U. E? Cavaco Silva era primeiro-ministro. O Povo nunca viu um cêntimo. Construíram-se estradas, desenhadas em cima do joelho, que se transformaram em estradas da Morte ex: I P 5 (Aveiro Vilar Formoso) onde perderam a vida centenas de pessoas. I P 3 que lhe dá ligação para Coimbra, junto a Viseu. Estas mortes não pesam na consciência de ninguém?
   Portugal não tem centros para a terceira idade onde o SER HUMANO possa ser cuidado com dignidade! Lançou-se para aí um olhar? Não!... Mas, construiu-se por ex: o centro cultural de Belém, mamarracho ande se gastaram milhões, e de pouco ou nada serve, a não ser devastar a bela zona onde foi plantado.
   Deram-se subsídios a multinacionais, que levantaram voo aos primeiros sinais de incerteza económica e financeira, deixando milhares de famílias no desemprego.
    Deixaram ir à falência centenas de indústrias nacionais, porque esses mesmos subsídios lhe foram negados, aquando das mesmas dificuldades, levando a mais desemprego e também suicídios, um pouco por todo o país.
    De 1985 até hoje, 2012, não houve governo, que tivesse um pouco de empatia e colaboração com o Povo português, que continua a ser humilhado e ofendido.

O Povo saiu à rua cansado de ser maltratado
    Portugal tem sido governado por uma geração “esquisita” de pessoas, que mais parece um grupo de garotos aos quais foi dado um brinquedo para ser destruído e jogado ao lixo, sem ter a preocupação de se responsabilizar por ele,de prestar contas, pelo bem precioso, que lhe foi confiado por milhões de pessoas, e que é simplesmente a sua (nossa) NAÇÃO.
Por irónico que pareça, até os, governantes de cabelos brancos parecem garotos. Mais garotos, que os de não cabelos brancos.
    Povo! Ao qual eu pertenço! Lembra-te que ao longo da nossa História, tivemos muitas dificuldades às quais soubemos responder ex: crise de 1385 em que elegemos nosso rei D. João I não deixando Portugal ser espanhol, crise de 1640 em que elegemos nosso rei D, João IV recuperando assim a nossa Independência. Entre muitas outras que não quero lembrar aqui, até porque têm mortes pelo meio, e isso não é bom em época alguma. Não esqueçamos sobretudo 25 de Abril de 1974, que nos tirou da dura pobreza.


    Não vamos permitir que nos remetam à época de El` Rei D. Sebastião “o desejado” 
  Não vamos permitir que haja mais Loureiros, mais BPNs Oliveira e Costa, etc.

O Povo é sereno 15 de setembro 2012 

 Vamos lutar por Portugal porque ele é nosso, é o nosso País. Nós somos esta Nação. Temos direitos e deveres para com ela e connosco. Temos o dever de dizer BASTA a governantes fraudulentos e corruptos, que são trabalhadores como nós, mas se julgam “transcendentais” ao ponto de se darem ao luxo de ter regalias que mais nenhum trabalhador tem ex: ordenados chorudos, ajudas de custos, carros e casas, como se fossem donos deste pedaço de terra que é de todos nós. Como se isso não bastasse julgam-se também nossos donos.
Basta de sermos roubados, humilhados e ofendidos, queremos os nossos direitos e deveres por inteiro, pois são nossos.

           Coimbra, Setembro de 2012
                 Carminda neves