domingo, 17 de junho de 2012

LOUSÃ E SERRA DA LOUSÃ




Lousã e Serra da Lousã. Castelo.


A Serra da Lousã divide-se em cinco concelhos:




IGREJA MATRIZ DA LOUSÃ
FOTO: CARMINDA NEVES





• LOUSÃ
• GÓIS
• CASTANHEIRA DE PERA


• MIRANDA DO CORVO
• FIGUEIRÓ DOS VINHOS



CASTELO



No século x em 1187 o Conde D. Sesnando, governador da circunscrição conimbricense, cujo mandato lhe foi outorgado por Fernando Magno, soberano que havia conquistado Coimbra aos mouros desde 1064, trazendo a Reconquista cristã da península Ibérica até à região das serras da Estrela e da Lousã. Diz ter tomado aos Mouros os Conselhos de:

• Lousã
                                                                                                                  
• Penela

• Arouce


MONUMENTO ÁS INVASÕES FRANCESAS
AROUCE FOTO: CARMINDA NEVES

O Castelo da Lousã tinha sido conquistado pelos mouros durante a ofensiva de 1124, foi reocupado e reparado por D. Teresa de Leão. Com a independência de Portugal, passou a integrar a linha raiana do Mondego até 1147, quando da conquista de Santarém e de Lisboa pelas forças de D. Afonso Henriques (1112-1185), que a estendeu até ao Tejo. Nesse período, aqui vinha passar o Verão a sua esposa, a rainha D. Mafalda de Sabóia, com a sua corte. Na Carta de Foral que este soberano concedeu a Miranda do Corvo (1136), faz alusão ao Castelo de Arouce, que viria a receber o próprio foral em 1151. Mais tarde, em 1160, um novo documento alude à Lousã, distinta de Arouce, o que demonstra que a antiga povoação romana voltara a ser ocupada com a pacificação da região, prosperando de tal forma que recebeu foral em 1207, sob o reinado de D. Afonso II (1211-1223.

A zona do Castelo chama-se o Burgo, daí que população talvez vivesse junto ao mesmo onde poderia ter protecção. As casas seriam de construção pobre e por isso delas nada resta. Os homens iriam trabalhar onde hoje é a vila da Lousã onde os
terrenos seriam de produção agrícola rica, bons para explorar pelos seus senhores.





LOUSÃ
                                                                                                                     


A Lousã teve sempre um Senhor, que não era rico, ao que se deve um certo atraso no seu desenvolvimento, daí a pobreza das suas aldeias da serra e das redondezas. O senhor além de não ser rico e de saber que os povos viviam em infinita pobreza, exigia as suas rendas, não estava preocupado se tinham comida, casa ou com que se vestir, o que, queria era ele próprio viver bem.

O resto da população não tinha importância simplesmente existia como força de trabalho (tanto para este senhor como para outro qualquer, fosse rico ou pobre) Era assim a “nobreza”, que de nobre nada tinha.


EDIFÍCIO DA CAMARA DA LOUSÃ
foto: carminda neves

O 1º Senhor rico da Lousã foi D. João filho de D. João I. João casou com a sobrinha Isabel de Bragança, filha do duque Afonso juntou-se ao irmão Pedro, duque de Coimbra na contestação à expedição a Tânger que haveria de acabar em desastre. Defendeu ainda a entrega da cidade de Ceuta, conquistada em 1415 em troca da liberdade do Infante Santo, mesmo contra a vontade do próprio.

O 2º foi D. Pedro filho também de D, João I, regente do reino na menor idade de D. Afonso V. Duque de Coimbra. Morreu na Batalha de Alfarrobeira.

O último senhor da Lousã foi o Duque de Aveiro acusado de pertencer à conspiração contra a morte de D. José I. Foi condenado à morte como se sabe.

                                                                                                        

SERRA

A Serra da Lousã é uma elevação de Portugal Continental, com 1205 m de altitude no ponto mais elevado (Trevim). Situa-se na transição do distrito de Coimbra para o de Leiria. Integra o sistema montanhoso luso-espanhol da Meseta.

Esta serra abrange os concelhos de Miranda do Corvo, Lousã, Góis, Castanheira de Pêra e Figueiró dos Vinhos NA década de 1990 foram reintroduzidos cervídeos, nomeadamente veados (Cervus elaphus) e corços (Capreolus) na Serra da Lousã, vivendo em total liberdade





CAPELA DA STA. CASA DA MISERICORDIA
DA LOUSÃ FOTO:CARMINDA NEVES

 
ALDEIAS DE XISTO



As casas confundem-se na paisagem escura da cor do xisto. Algumas estão abandonadas, outras recuperadas como deve ser, outras como não deve ser.onde as tradições e materiais foram mantidos. São toscas estas construções mas ao mesmo tempo belo diante da sua simplicidade arquitectónica, onde invariavelmente o xisto é utilizado nas paredes e a lousa nos telhados. Só que o vento anda mais forte do que nunca e a telha de canudo colocada por cima da cobertura de lousa é o que de mais frequente se vê. Temendo que não seja suficiente, ainda existem blocos de xisto por cima da cobertura a fazerem peso. Tudo para evitar que se acorde alguma noite a contar quantas estrelas há no céu.

AIGRA NOVA  UMA BELA ALDEIA DE XISTO









PAINEL DE AZULEJOS QUE REPRESENTA AS VÁRIAS
FREGUESIAS DO CONCELHO DA LOUSÃ
FOTO CARMINDA NEVES


PORMENOR QUE REPRESENTA A FREGUESIA DE SERPINS (IGREJA)
FOTO: CARMINDA NEVES


















FREGUESIAS DO CONCELH DA LOUSÃ


Lousã (freguesia)‎

Vilarinho (Lousã)‎


PORMENOR DA FREGUESIA DE FOZ DE AROUCE
FOTO CARMINDA NEVES

Casal de Ermio                                                             

Foz de Arouce

Gândaras

Serpins






 Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre


PROFESSOR DR. JOSÉ HERMANO SARAIVA

CARMINDA NEVES

          JUNHO DE 2012-06-17


 




































sexta-feira, 20 de abril de 2012

Uma flor de verde pinho






Mas não há forma não há verso não há leito



Eu podia chamar-te pátria minha




AÇORES: foto de carminda
Tania entre hortences

dar-te o mais lindo nome português
podia dar-te um nome de rainha

que este amor é de Pedro por Inês.



para este fogo amor para este rio.

este amor é de Pedro por Inês

Como dizer um coração fora do peito?
Meu amor transbordou. E eu sem navio.


Gostar de ti é um poema que não digo
que não há taça amor para este vinho
não há guitarra nem cantar de amigo
não há flor não há flor de verde pinho.

Não há barco nem trigo não há trevo
não há palavras para dizer esta canção.
Gostar de ti é um poema que não escrevo.
Que há um rio sem leito. E eu sem coração

Música: José Niza

Letra: Manuel Alegre
canta: Carlos do Carmo

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

LOUSÃ

sPapa pde 314 a 335. O seu longo pontificado foi contemporâneo do governo do imperador Constantino


IGREJA MATRIZ DA LOUSÃ















FOTOGRAFIA DE CARMINDA NEVES PPPpaSão Silvestre, padroeiro da Paróquia foi Papa dsse 314 a 335. O seu longo pontificado foi contemporâneo do governo do imperador ConstantinoSão Silvestre, padroeiro da Paróquia FFda ,foi

terça-feira, 20 de setembro de 2011

APOSENIOR, UNIVERSIDADE SÉNIOR: DE COIMBRA À CORUNHA



A Apósenior Universidade Sénior de Coimbra, 
GRUPO DA APÓSENIOR A VISITAR
A TORRE
DE HÉRCULES
 organizou e fez um passeio à Corunha  e Santiago de Compostela.
Coimbra 7horas do dia 17-9-11. Coimbra é uma cidade portuguesa, capital do Distrito de Coimbra, a maior cidade da região Centro de Portugal e situada na sub-região do Baixo Mondego, com cerca de 101 069 habitantes. Sendo o maior núcleo urbano é centro de referência na região das Beiras, Centro de Portugal com mais de dois milhões de habitantes.

Porto; paragem, O Porto, é uma cidade portuguesa situada no noroeste da Península Ibérica, sede do município homónimo com 41,66 km² de área, tendo uma população de 237559 habitantes (2011). A cidade é considerada uma cidade global gama, sendo a capital do Distrito de Porto, da Área Metropolitana do Porto e da região estatística do Norte, sub-região do Grande Porto. A cidade metrópole, constituída pelos municípios adjacentes que formam entre si um único aglomerado urbano, conta com cerca de 1.286.139 habitantes,
Entrou a nossa guia de seu nome Graça, simpática e competente. Foi nos lembrando durante o trajecto da nossa viagem de passagens da nossa História, que se mistura com a de Espanha, durante a ocupação pelos vários povos que por aqui estiveram (Celtas, Fenícios, Romanos, Árabes etc,) da cultura e costumes que nos transmitiram, do nosso A.D.N. que com o deles se mistura. A nossa História mistura-se com a de Espanha até muito depois da independência de Portugal por D. Afonso Henriques. Lembrou lendas belas.


Igreja de santo Ildefonso no Porto



 EX:“Os Romanos ao chegarem à Península Ibérica, encontraram, numa das suas províncias ou condados, mais propriamente na Lusitânia, como eles lhe chamariam, um rio de tal beleza assim como os vales que o ladeavam, que eles não se atreviam a passar de uma margem para a outra, a sua beleza encantava quem o fizesse, levando esses aventureiros a esquecer todos os seus amigos, familiares, isto é: a esquecer toda a sua vida passada. Um dia um oficial Romano entendeu que as coisas não podiam continuar assim, e atravessou o Rio do esquecimento, quando chegou à outra margem, chamou os seus soldados, um a um, pelo seu nome, então eles viram que afinal se podia passar para a outra margem, pois, não esqueceriam quem eram. Assim se aventuraram pela Lusitânia. Esse rio é o belo rio Minho, Minius ou Baenis assim chamado pelos antigos. Continua a ser belo. Os Romanos chamavam-lhe o rio do esquecimento, tão grande era a sua beleza”
O Minho (em espanhol e em galego Miño) é um rio internacional que nasce a uma altitude de 750 m na serra de Meira, na Comunidade Autónoma da Galiza e percorre cerca de 300 quilómetros até desaguar no oceano Atlântico a sul da localidade da Guarda e a norte de Caminha. Nos últimos 75 quilómetros do seu percurso, entre Melgaço e a foz, o Minho serve de fronteira entre Espanha e Portugal
Corunha, cidade, Espanha. Chegamos por volta das 14 horas (locais). Almoçamos. Demos uma volta pela cidade; visitamos a Torre de Hércules. O Farol mais antigo do mundo, ainda em funcionamento, data do século II, de onde se tem uma vista maravilhosa sobre o Atlântico. No centro da cidade visitamos a Praça de Maria Pita, erguida em 1860 e principal ponto de encontro entre cidadãos e visitantes, onde fica o edifício do concelho, que alberga a maior colecção de relógios da Europa.

BELA IMAGEM DE UM SER HUMANO
NO VENTRE MATERNO (DOMUS)
  Visitamos o Museu do homem (DOMUS) Muito interessante, a Casa do Homem (em galego Casa do Home) é um museu cultural de carácter científico erguido no Passeio Marítimo de Riazor da cidade da Corunha na Comunidade Autónoma da Galiza (Espanha). É o primeiro museu interactivo que trata de uma forma global e monográfica o ser humano. Foi inaugurado a 7 de Abril de 1995.
O museu, pretende divertir o visitante, estimular a sua curiosidade e suscitar a reflexão acerca das características da espécie humana mediante a interactividade e da interdisciplinaridade. O seu lema é "Conhece-te a ti mesmo", frase que figurava no Templo de Apolo em Delfos e que Platão atribui aos Sete Sábios da Antiga Grécia.
Corunha 9 horas do dia 18-9-11, A Corunha (na forma oficial galega A Coruña e na forma não-oficial castelhana La Coruña) é uma cidade e município da comunidade autónoma da Galiza e capital da província do mesmo nome, localizada no noroeste da Espanha. O município abrange uma área de 36,8 km² e população de 244 388 habitantes (2007) e densidade populacional de 6 640,98 hab. /km²., Saímos da cidade, em direcção à cidade de Santiago de Compostela. Visitamos a Catedral de Santiago e seu espaço circundante, que eu já conhecia mas, que nunca é de mais visitar porque é um espaço belo e com muita

GRUPO EM SANTIAGO JUNTA À CATEDRAL
      História. Santiago de Compostela é a capital da Galiza, localiza-se na província da Corunha, de área 223 km² com população de 93 712 habitantes (2007) e densidade populacional de 416,70 hab/km². É uma cidade mundialmente famosa pela sua catedral de fachada barroca onde acorrem os peregrinos que perfazem os Caminhos de Santiago de maneira a depararem-se com o túmulo de Santiago, um dos apóstolos de Jesus Cristo, cujo corpo se diz que foi trasladado para aquele lugar.
Almoçamos no restaurante, Rosália, que fica localizado numa aldeia dos arredores da cidade de Santiago. 15 Horas, regressamos a Coimbra, não sem antes passar pela cidade de Valença já em Portugal
UMA GAIVOTA NO ALTO DAS MURALHAS DE VALÊNÇA
Valença do Minho é uma cidade portuguesa no Distrito de Viana do Castelo, região Norte e sub-região do Minho Lima, com cerca de 8 000 habitantes. É sede de um município com 117,43 km² de área e 14 295 habitantes (2010, subdividido em dezasseis freguesias. O município é limitado a leste pelo município de Monção, a sul por Paredes de Coura, a oeste por Vila Nova de Cerveira e a noroeste e norte pela Galiza (município de Tui). Recebeu foral de D. Sancho I, sendo então designada de Contrasta. Mudou para o actual nome em 1262. É designada por vezes por Valença do Minho.
Chegamos a Coimbra por volta das 21 Horas. Uma visita e viagem que correu maravilhosamente, alegre, bela, amiga e bem organizada.


FLORES EM SANTIAGO

Coimbra, 20 de Setembro de 2011
Wikipédia, a enciclopédia livre.
Carminda Neves

domingo, 4 de setembro de 2011

Lenda da Atlântida

Alimenta muita gente a lenda de que existe fundamento para se acreditar na existência de um grande estado civilizado, há cerca de três quatro mil anos, no Atlântico, aquém do estreito de Gibraltar. Seria um grande país, um «continente». Lá se encontrava o jardim das Hespérides. A crença apoia-se em numerosas alusões, na literatura grega e noutras posteriores, a essa terra desaparecida. Nenhum facto até hoje, nem geológico nem arqueológico, o confirmou, deu crédito ou apoio.
Lenda da Atlantida
Existem razões para supor que, em remotíssimo período geológico, tenha havido terra onde agora é o Atlântico. Mas não há, desde o período miocénico, nenhuma prova a favor, e muitas contra a existência de qualquer extensão territorial da Europa ou da Ásia para oeste. OS restos humanos que se encontram na Espanha, Portugal (Ilhas da Madeira e Açores) e no Norte de África não mostram nenhuma indicação de qualquer estado superior de cultura a oeste, e na literatura grega mais primitiva, em Homero e Hesíodo, há uma completa ignorância do Oceano Atlântico.
Outros estudiosos dizem, que esta lenda se refere a uma civilização outrora muito importante perdida na região do Cáucaso. Sabe-se que as águas de tal modo se expandiram e retraíram sobre o Sul da Rússia e sobre a região da Ásia central, dentro do período humano, que o que hoje são desertos eram outrora mares, e, onde agora há dificilmente erva bastante para sustentar a vida, estendiam-se outrora densas florestas. Há toda a razão para supor que se devem encontrar nessa parte do mundo consideráveis vestígios das primeiras civilizações.

Sonhos
 Histórias maravilhosas sobre uma terra perdida à qual se chegava por mar, passando pelos Dardanelos, existiam por certo entre os Gregos. Quando os comerciantes gregos e fenícios abriram a extremidade ocidental do Mediterrâneo, nada mais fácil do que transformar aquelas histórias em historias maravilhosas sobre uma terra lendária transplantada, então, para alem do recém-descoberto estreito. A Atlântida não se acharia, pois, no Atlântico, mas talvez na Geórgia. A Geórgia é, sem dúvida, uma região de grandes possibilidades arqueológicas.
Concentra-se um número notável de fábulas e lendas gregas; era ela a terra do vale do ouro, o alvo dos Argonautas (Na mitologia grega, Argonautas eram tripulantes da nau Argo que, segundo a lenda grega, foi até à Cólquida (actual Geórgia) em busca do Velocino de Ouro) e aí foi Prometeu encadeado, com o abutre a despedaçar-lhe as entranhas. Algumas fontes dizem que houve uma ligação primitiva entre Colcos ou Cólquida (região ao sul do Cáucaso) e o Egipto pré-histórico. Heródoto notou uma série de semelhanças entre os habitantes de Cólquida e os Egípcios.
Tendo existido ou não, Atlântida, alimenta a nossa imaginação, fantasia, sonho de beleza e paz, de uma terra onde não havia fome, diferença entre povos. Terra onde tudo era de uma beleza, de uma moral de uma ética intransponíveis
PLATÃO
A lenda da Atlântida tem seduzido produtores, realizadores e actores cinematográficos, que ainda mais alimentam os nossos sonhos, com cenários
Que nunca foram possíveis no mundo real
Atlântida ou Atlantis (em grego, Ἀτλαντίς - "filha de Atlas") é uma lendária ilha ou continente cuja primeira menção conhecida remonta a Platão em suas obras "Timeu ou a Natureza" e "Crítias ou a Atlântida".

Coimbra, Setembro de 2011
Carminda Neves

terça-feira, 30 de agosto de 2011

A HUMANIDADE

O sentido da expressão «raças da humanidade», que ainda hoje é, frequentemente utilizado sem as devidas reservas, devia ser muito bem pensado, antes de ser atirado ao vento por dá cá aquela palha.

WELLS
O homem tão largamente disseminado pela terra, sujeito a grandes diferenças de clima, consumindo alimentos diversos nas diversas regiões e atacado por diferentes inimigos, deve ter sofrido, como espécie, um processo de consideráveis modificações locais. A tendência do homem, como qualquer outra espécie de coisa viva, foi constantemente a de se diferenciar em várias espécies; onde quer que um grupo humano se tenha separado, devido às condições e evolução do globo terrestre, a humanidade, logo começou a desenvolver características próprias, especialmente adaptadas às condições locais. Mas o homem é por natureza um animal errante e empreendedor, para o qual há poucas barreiras intransponíveis. Os homens imitavam os homens. Os homens guerreavam e venciam os homens. Cruzavam-se e misturavam-se de povo para povo. Durante milénios houve assim duas forças antagónicas em concurso, uma que tendia a separá-los numa multidão de variedades locais, e outra que fundia e misturava essas variedades, antes que a nova espécie se estabelecesse.
No passado estas duas forças devem ter oscilado, numa e noutra direcção, dentro de um equilíbrio relativo. O homem paleolítico, por ex: deve ter sido bem mais errante que o homem do neolítico posterior; estava menos fixo, era caçador, mudava-se conforme as temperaturas da terra, deve ter-se misturado tão largamente, que pouco se pode desenvolver.
O aparecimento da agricultura contribuiu para prender as comunidades às regiões mais apropriadas ao seu desenvolvimento, e, assim contribuir para a diferenciação.
A mistura e a diferenciação não dependem de níveis mais altos ou mais baixos de civilização; muitos povos erram ainda hoje pelos vários continentes através de centenas de quilómetros, enquanto que na sua maioria, muitos povos da Europa, pelo contrário, nunca foram nem eles, nem os seus pais, nem os seus avós antes deles, além de uma dúzia de quilómetros além da sua aldeia.
O facto de os despojos paleolíticos descobertos por toda a parte serem surpreendentemente iguais confirma, que o homem cobria e se distribuía, disseminadamente, é certo, mas uniformemente, pelo Mundo.

A HUMANIDADE E SUAS RELAÇÕES
 Fases de disseminação e de entre-mistura alternaram, possivelmente, com as fases de fixação e especialização da Humanidade.
A espécie diferenciou-se nesse período em grande número de variedades, muitas se fundiram com outras e sofreram diferenciações, outras se extinguiram.
Os povos da Ásia Oriental e da América, têm pele amarelada, cabelos negros e escorridos, maçãs do rosto salientes. Os povos da África, ao sul do Saará, têm a pele negra, o nariz achatado, lábios espessos e cabelos crespos.
Ao norte e oeste da Europa, grande número de povos têm cabelos claros, olhos azuis e a tez avermelhada ou rósea; em torno do Mediterrâneo, prevalecem os povos de tez branca, olhos pretos e cabelos pretos. Estes povos brancos-morenos parecem constituir a massa central humana, a qual passa insensivelmente, de norte a sul, de leste a oeste do planeta com algumas diferenciações; alguns têm cabelos lisos, outros ondulados, ainda claros, pretos, castanhos; a cor dos seus olhos também varia; podem ser pretos castanhos, azuis, verdes; a sua pele pode ser mais clara, ou mais escura, mais bronzeada, (sul da Índia) ou mais amarelada, (conforme nos dirigimos para leste).

TODOS DIFERENTES TODOS IGUAIS
 Deve-se, porem, recordar, que isso; são generalizações demasiado largas.
Os mais antigos povos foram possivelmente, todos escuros ou negros. A cor clara parece ser coisa relativamente nova. Não se deve supor que os seres humanos da Ásia se estivessem todos a diferenciar numa direcção, os seres humanos da África, noutra. Parece que havia, é verdade, grandes correntes, grandes tendências uniformes, mas havia também refluxos, redemoinhos, misturas, remisturas e extravasamentos de uma área para outra. Um mapa colorido do Mundo para mostrar as “raças” não apresentaria apenas quatro grandes áreas de cores diferentes; teria de se passado e repassado por uma porção de tintas e tons intermediários, simples aqui, misturados e sobrepostos além.
No período Neolítico primitivo – o Homo Sapiens – estava em processo de diferenciação em todo o mundo, e já se teria diferenciado, talvez, em certo número de variedades, mas nunca chegou a diferenciar-se em espécies diversas. A única, outra espécie de Homo, a Neandertal, foi extinta antes que a História começasse.
Uma «espécie» deve-se recordar, na linguagem biológica, distingue-se de uma «variedade», peio facto de que as variedades podem cruzar-se entre si, enquanto as espécies, ou não o podem, ou, se o podem, dão seres, como a mola, híbridos e estéreis. Toda a Humanidade pode cruzar-se livremente. Pode aprender e entender a mesma linguagem e pode adaptar-se à cooperação. Na fase presente, o Homem já, provavelmente, não está a sofrer nenhuma diferenciação. As tendências para a nova mistura são, actualmente mais fortes do que a diferenciação. Os homens entrelaçam-se cada vez mais.

DIFERÊNÇAS ENTRE POVOS «RAÇAS»?

CAUCÁSICO EUROPA


Só recentemente os homens começaram a ser encarados como uma variedade, e a essa luz como um feixe de diferenciações decentemente paralisadas ou ainda em progresso. Antes, os estudiosos da humanidade, influenciados, consciente ou inconscientemente, pela história de Noé, da arca e dos seus três filhos: Sem, Cam Jafé, tendiam a classificar os homens em três ou quatro grandes raças, e a considerar tais raças como tendo sido sempre distintas e descendentes de antepassados originalmente diversos. Ignoravam as grandes possibilidades de fusão de raças, de isolamentos locais específicos e de variações. A classificação variou consideravelmente, mas prevaleceu sempre a ideia de que a Humanidade devia ser completamente divisível em três ou quatro grupos principais. Há, sem dúvida, quatro grupos principais; cada qual é, porem, uma miscelânea, e existem pequenos grupos que não cabem em nenhum dos quatro.

NEGRÓIDE ÁFRICA
 Sob estas reservas e compreendendo claramente que, ao falar-se de grandes grupos, não significam raças puras e simples, mas grupos de raças, tem a antiga divisão certa utilidade. Nas áreas europeia, mediterrânica e da Ásia Ocidental, encontram-se, e encontravam-se durante milhares de anos, povos brancos, geralmente chamados Caucásicos ou caucasianos, subdivididos em três grupos, os loiros do Norte ou nórdicos, os alpinos, (grupo intermediário que tem gerado muita polémica e dúvidas) e os brancos morenos do Sul, os ibéricos ou mediterrânicos; na Ásia Oriental e na América predomina um segundo grupo, os Mongóis geralmente de cor amarelada, cabelos pretos e lisos e corpos atarracados; na África, os Negros ou negróides, na região da Austrália e Nova Guiné os Australóides. Esses termos são úteis desde que se tenha em mente que não são termos com definição precisa. Representam, apenas, as características comuns de alguns grandes grupos de povos; deixam fora diversos, outros povos que não pertencem exactamente a nenhuma daquelas divisões, e esquecem a perpetua mestiçagem em que os grandes grupos se fundem

 A separação de povos em subdivisões principais, depende do valor que se atribui a certas diferenças no esqueleto, principalmente ao formato do crânio.
Há referências constantes de povos de crânio redondo (braquicéfalo) e de crânio longo (dolicocéfalo). Nenhum crânio visto de cima é completamente redondo, mas alguns são mais oblongos do que outros: quando a largura de um crânio é igual a quatro quintos, ou mais, do seu comprimento de trás até à fronte, esse crânio é braquicéfalo; quando a largura é menos de quatro quintos do comprimento, o crânio é dolicocéfalo.

MONGOL CHINA
 Para algumas escolas isto tem importância primordial, para outras a importância é apenas secundaria. Parece que os formatos de crânio de um povo podem, variar em poucas gerações.

OS POVOS MORENOS
A divisão ibérica ou mediterrânica dos povos caucasianos ocupava uma área mais larga, nos tempos primitivos.
É muito difícil definir-lhe ao Sul, os limites com os povos negros, ou separar os seus traços primitivos na Ásia Central dos traços primitivos dos mongóis.
«Algumas escolas suspeitam de uma origem comum aos Egípcios e Dravídianos da Índia, até à Península Ibérica nos tempos mais primitivos». Esse grupo de povos morenos e bronzeados; terá ido mesmo, além da Índia esses homens alcançaram, as praias do pacífico e foram por toda a parte, os detentores originários da cultura neolítica e os iniciadores do que se chama civilização. É possível que esses povos morenos fossem, por assim dizer, os povos básicos do nosso mundo moderno. Os povos nórdicos e mongólicos talvez tenham sido os ramos do Noroeste e do Nordeste, desse tronco fundamental. Mas os povos nórdicos podem, também, ter sido um ramo de tal tronco enquanto os mongóis, como os negros, podem ter constituído um tronco distinto com o qual os povos morenos se encontraram e se misturaram!..... Há muitas questões que se podem colocar e permanecer assim por muitos anos.

CAUCÁSICO MEDITERRANEO
 Os esqueletos do Homo Sapiens encontrados na Europa eram diferentes.
Os ossos Grimaldi tinham traços negróides. Os ossos Cro-Magnon, aproximavam-se mais dos Índios (Américas). É possível que dois povos principais errassem sobre as mesmas áreas. Uma, proto-amarela-branca, e outra, proto-negróide.

A CHAMADA CULTURA «HELIOLÍTICA»
O desenvolvimento peculiar da cultura neolítica a que alguns autores chamam heliolítica «pedra de sol» incluía muitas ou todas as seguintes práticas antigas:
Circuncisão
O estranho costume de ir o pai para a cama quando uma criança nascia, conhecido como a couvade (gravidez ou dor simpática o homem sente todos os sintomas da gravidez, e dor do parto, da mulher).
Prática da massagem.
Mumificação.
Monumentos megalíticos (ex:Stonehenge) Monumento de pedra situado em Inglaterra.
Deformação artificial da cabeça das crianças por ataduras.
Tatuagem.
Associação religiosa do sol e da serpente.
O uso do símbolo conhecido como a cruz suástica.
Parece que essas práticas se distribuíram, como uma constelação, sobre a grande arca mediterrânica, índia e oceano Pacífico. Onde ocorre uma, ocorre a maioria delas. Ligam a Inglaterra com o Bornéu e o Peru. Não floresce contudo entre os povos mongólicos ou nórdicos, nem se estende para o sul além da África equatorial.
Muitos dos povos das Índias Orientais, da Melanésia e da Polinésia encontravam-se, ainda, na fase heliolítica, quando foram encontrados por navegadores europeus no século XVIII. A primeira civilização do Egipto e do vale do Eufrates-Tigre desenvolveu-se, segundo todas as probabilidades, directamente desse fundo de cultura. Assim como a civilização chinesa, os nómadas semitas e do deserto da Arábia.

OS ÍNDIOS DA AMÉRICA
As populações aborígenes da América pertenciam possivelmente aos povos mongólicos e parecem ter alcançado esse continente pelo estreito de Bering, numa primitiva fase neolítica de cultura. (Há ainda um tráfego de barcos de pele entre os dois continentes)?

MONGOL AMÉRICA
 Se de facto esses elementos mais recentes penetraram na população americana, não levaram consigo o cultivo do trigo ou, se o levaram perderam-no posteriormente. O milho do novo mundo é uma planta inteiramente diferente de qualquer outra conhecida no velho mundo. Mas a vida religiosa dos povos americanos apresenta a mesma associação da ideia de semear com a de sacrifício humano que prevaleceu no velho mundo durante todo o período neolítico.
Nas florestas tropicais, os Índios americanos tornaram-se caçadores. Mas, numa ou duas regiões férteis desenvolveram uma ordem social mais complexa, praticaram a irrigação, erigiram importantes construções de pedra, adornadas com esculturas e altos-relevos de desenhos altamente convencionais, fundaram cidades e impérios.

FONTE: WELLS Herbert George
             THE OUTLINE OF HISTORY
             1º VOLUME pags: 133, 144

COIMBRA, AGOSTO DE 2011
CARMINDA NEVES

domingo, 28 de agosto de 2011

AMY WINEHOUSE

Amy Jade Winehouse (Londres, 14 de Setembro de 1983 - Londres, 23 de Julho de 2011.

Amy Winehouse nasceu em uma área suburbana de Southgate, bairro de Londres, numa família judia de quatro pessoas e de tradição musical ligada ao jazz. Seu pai, Mitchell Winehouse, era motorista de táxi e sua mãe, Janis, farmacêutica. Amy tinha ainda um irmão mais velho, Alex Winehouse. Ela cresceu em Southgate, onde fez os estudos na Ashmole School

AMY WINEHOUSE
 Morreu no dia 23 de Julho, faz hoje um mês. Tinha 27 Anos, uma menina, com uma imensa voz. Não conseguiu viver o resto da vida, que tinha pela frente, frágil, exposta a amizades e companhias desajustadas. Ela própria desajustada. Não resistiu, perdeu-se na confusão que é a vida. Uma voz poderosa numa mulher “doce” e frágil Amy Winehouse foi um ícone de estilo, o seu "look" era uma mistura diversificada: os olhos cobertos por um forte delineador que lembrava o visual de cantores de rock; o cabelo (característica mais marcante no seu visual) era inspirado nos penteados das divas dos anos 1950/60; as roupas eram modernas. As suas roupas eram simples.
Que a sua malograda sorte sirva de exemplo, para tantos jovens que querem viver a vida num correr desatinado, onde a meta não tem destino algum.
Foi o pai de Amy Winehouse que fez o elogio fúnebre, na 1ª terça-feira a seguir à sua morte, em Londres. “Boa noite, meu anjo, dorme bem”, foram as suas palavras de despedida.
Segundo o “Daily Mail”, Amy Winehouse pediu para ser cremada e quis que as suas cinzas fossem misturadas com as da sua avó, Cynthia (uma das tatuagens que a cantora tinha no braço direito representava essa avó que morreu há cinco anos com cancro.
A família pediu que o funeral, de tradição judaica, da cantora britânica Amy Winehouse fosse privado, longe das câmaras. Foi isso que aconteceu no dia 26-7-2011

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Coinbra, Agosto de 2011
Caminda neves

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

LÍNGUAS DA HUMANIDADE


O MUNDO SEGUNDO HERÓDOTO
É improvável que tenha havido uma língua humana comum. Nada sabemos da língua do homem paleolítico; nem sequer sabemos se falava correctamente. Sabemos, pelos seus desenhos, que tinha um agudo sentido da forma e do movimento; por isso tem-se conjecturado que, comunicasse as suas ideias pelo gesto, gritos de alarme ou amizade, nomes de coisas concretas, em muitos casos onomatopeias, sons imitativos associados às coisas nomeadas. As línguas primitivas foram, provavelmente, pequenas interjeições e nomes ditos em diferentes intonações, para indicar os diferentes sentidos.
Só muito lentamente, os humanos desenvolveram métodos para indicar a acção e a relação de um modo formal.

AS LÍNGUAS INDO – EUROPEIAS, OU CAUCASIANAS, OU AINDA ARIANAS

CERÂMICAS LACUSTRES
 Há um grande grupo de línguas que hoje cobre quase toda a Europa e se expande pela Índia; inclui o inglês, francês, alemão, castelhano, português, italiano, latim, grego, russo, arménio, persa e várias línguas da Índia. Chama-se indo-europeu. Encontram-se as mesmas raízes, as mesmas ideias gramaticais em todo este grupo. Ex: o inglês father, mother com o latim pater, mater, o português pai, mãe, o sânscrito pitar, matar, etc. além disso um grande número de palavras sofre mudanças uniformes ao passarem de uma língua para outra. Ex: o f, das línguas germânicas corresponda ao p em latim. Seguem uma lei de variação, chamada a lei de Grimm. Com efeito, tais línguas não são coisas diferentes, mas variações de uma mesma coisa

AS LÍNGUAS SEMÍTICAS
Alem das línguas indo-europeias, os filólogos distinguem outro grupo de línguas, as línguas semíticas, as quais, ao que parece, se desenvolveram completamente à parte do primeiro grupo. O hebraico e o árabe, semelhantes entre si, nada parecem ter tido em comum com as línguas indo – europeias. São diferentes as suas mais primitivas raízes verbais; exprimem a sua ideia de relação de um modo diverso; e são ainda diferentes os princípios fundamentais das suas gramáticas.
A língua hebraica, o árabe, o abexim, o antigo assírio, o antigo fenício, e outras línguas afins são agrupadas como derivantes dessa segunda língua primária, semítica.

AS LÍNGUAS CAMÍTICAS
Os filólogos falam, com menos unanimidade, de um terceiro grupo de línguas, as camíticas, que alguns declaram ser distintas, outros, aparentadas com as semíticas.
O grupo camítico é, certamente mais amplo e mais variado que o semítico e o indo – europeu.

BERÇO DA CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL?
 Os povos de língua camítica, como os de língua semítica, são principalmente da zona mediterrânica. Entre as línguas camíticas estão o antigo egípcio e o copta, as línguas berberes (povos das montanhas do norte de África, os Tuaregues, e outros semelhantes), e o chamado grupo etiópico de línguas africanas da África oriental, incluindo-se as línguas dos Galas e dos Somalis.
Estes três grupos de línguas, apresentam um aspecto comum e de que não participa nenhuma outra língua: o género gramatical.

AS LÍNGUAS URALO-ALTAICAS
A nordeste das áreas semítica e indo-europeia existiu, outrora, outro sistema distinto de línguas conhecido como o turaniano ou uralo-altaico. São hoje o lapão da Lapónia e o samoiedo falado na Sibéria, o finlandês, o magiar, o turco ou tártaro, o manchu e o mongólico. Não tem sido tão estudado como os outros grupos. A língua coreana, japonesa, certas línguas dravidianas da Índia estão incluídas neste grupo?

AS LÍNGUAS CHINESAS
No Sueste da Ásia predomina um grupo de línguas monossilábicas, sem nenhuma flexão verbal, em que a altura ou o tom usado ao emitir a palavra lhe determina o sentido. Este grupo monossilábico inclui o chinês, o birmanês, o siamês, e o tibetano.
A diferença entre essas línguas e as línguas ocidentais é profunda, a relação das palavras entre si é expressa por métodos completamente diferentes. A gramática chinesa é diferente por natureza. É distinta e independente. Assim como toda a sua cultura.


SINAIS DOS TEMPOS
OUTROS GRUPOS DE LÍNGUAS
Há ainda outros grandes grupos de línguas.
Todas as línguas dos Ameríndios, que variam amplamente entre si, e são independentes de qualquer grupo do velho mundo
Há um grande grupo de línguas na África, que ocupam uma área entre um pouco acima do equador e a sua extremidade sul, o banto. Outro complexo de línguas ainda no centro do continente africano.
Existem também dois grupos, provavelmente distintos, as línguas dravidianas e as malaio-polinésicas espalhadas pela Polinésia e incluindo, hoje, algumas línguas indianas.

UM POSSÍVEL GRUPO PRIMITIVO DE LÍNGUAS

Os grupos principais de linguagem não eram de modo algum os começos da fala da Era Neolítica. Eram, antes as línguas sobreviventes que haviam vencido as suas predecessoras mais primitivas. Deve ter havido outros, possivelmente, muito outros centros de linguagem que se mostraram ineficazes e foram varridos pelas linguagens mais desenvolvidas.
Um grupo de linguagem que tem sido profundamente analisado é o grupo de dialectos bascos. Os Bascos vivem hoje nos declives do Norte e Sul dos Pirenéus. Constituem até hoje um povo vigoroso e de acentuada independência. A sua língua como existe hoje, é um idioma completamente desenvolvido. Mas desenvolvido em linhas completamente diferentes das que caracterizam as línguas indo-europeias.
Despojos antigos sugerem uma distribuição muito larga do povo e língua bascos em Espanha.
Por muito tempo a língua basca constituiu profunda perplexidade entre os eruditos.
“Julga-se” que este grupo pode estar ligado ao dravídiano da Índia e ás línguas dos povos de cultura heliolítica que se espalharam para leste, pelas Índias Orientais até à Polinésia.
Deve-se notar ainda, a possível existência de três perdidos grupos de línguas representados pelas:
1º Antigas línguas de Creta, da Lídia que poderão ter pertencido ao «grupo basco caucásico-dravídiano».
2º Línguas sumérias
3º Línguas elamitas.
 

HORIZONTES DA MEMÓRIA
 Já se supôs -mera conjectura – que o antigo sumério fosse a linguagem intermediária entre os grupos primitivos basco-caucásicos e os primitivos grupos mongólicos. Se isso é verdade, teremos então nesse grupo «basco-caucásico-dravidiano-sumério-proto-mongólico» um sistema de linguagem ainda mais antigo e mais ancestral que o fundamental camítico. Teremos qualquer coisa como o «intermediário linguístico», o «missing link», ou elo perdido linguístico,
Qualquer coisa de mais semelhante a uma língua ancestral do que tudo o que, se possa imaginar. Pode esse grupo relacionar-se com as línguas indo-europeias, semítica e camítica.

ALGUMAS LÍNGUAS ISOLADAS
A Língua hotentote é considerada como possuindo afinidades com as línguas camíticas, das quais se encontra separada pela grande extensão da África Central, onde se falam as línguas bantos.
É ainda falada na África Oriental e Equatorial, uma língua semelhante ao hotentote e com afinidades com a dos bosquímanos e isto confirma a ideia de que toda a África Oriental fosse, outrora, uma região de línguas camíticas.
Os povos e línguas bantos espalharam-se pelo Oeste da África Central, e separaram os Hotentotes dos povos camíticos.
Entre remotas e isoladas manchas de linguagem, encontram-se as língua papua do Nova Guiné, a australiana nativa, a tasmaniense, (já extinta).
A língua dos nativos parece perdida, restando apenas indicações imperfeitas da sua estrutura e uma pequena quantidade de palavras.

FONTE: WELLS H.G; HISTÓRIA UNIVERSAL


Coimbra, Agosto de 2011
Carminda Neves



segunda-feira, 15 de agosto de 2011

ASSUNÇÃO DE MARIA


ASSUNÇÃO DE NOSSA SENORA AO CÉU
 A Igreja Católica ensina esta crença como um dogma de que a Virgem Maria ao concluir o curso de sua vida terrena, foi assunta em corpo e alma para a glória celestial. Isto significa que Maria foi transportada para o céu com o seu corpo e alma unidas. Esta doutrina foi dogmaticamente e infalivelmente definida pelo Papa Pio XII, em 1 de novembro de 1950, na sua Constituição Apostólica Munificentissimus Deus. A festa da assunção para o céu da Virgem Maria é celebrada como a Solenidade da Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria pelos católicos, e como a Dormição por cristãos ortodoxos. Nestas denominações a Assunção de Maria é uma grande festa, normalmente comemorada no dia 15 de agosto.

Nos livros apócrifos 
TURQUIA, CAPELA QUE EXISTE NO LOCAL
ONDE A TRADÇÃO TURCA DIZ QUE VIVEU, MÃE MARIA
(COMO CHAMAM A N. SENHORA) BELO!
          Muitas tradições religiosas em relação a Maria, guardadas na memória popular e em dogmas de fé, têm suas origens nos apócrifos, assim como: a palma e o véu de nossa Senhora; as roupas que ela confeccionou para usar no dia de sua morte; sua assunção ao céu; a consagração à Maria e de Maria; os títulos que Maria recebeu na ladainha dedicada a ela; os nomes de seu pai e de sua mãe; a visita que ela e Jesus receberam dos magos; o parto em uma manjedoura, etc. Vejamos a passagem do livro de São João Domicini, santo de origem italiana, sobre a Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria:


PAREDE COM PEDIDOS DE TODO O MUNDO
 A N. SENHORA MÃE MARIA
E Pedro tendo no cantar do hino, todos os poderes dos céus respondiam com um Aleluia. E então o rosto da mãe do Senhor brilhou mais brilhante que a luz, e ela foi elevada para as alturas e abençoava cada um dos apóstolos com o própria mão, e todo deram glória a Deus; e o Senhor esticado adiante Suas mãos puras, e receberam sua alma e seu corpo inocente e sagrada. E com a partida de sua alma e corpo inocente o lugar foi enchido com perfume e luz inefável; e, vê, uma voz para fora do céu foi ouvida, dizendo: Tu és bendita entre as mulheres.


FONTE ONDE TODOS OS PEREGRINOS
VÃO BEBER
 Nos evangelhos canônicos 
 Os quatro evangelhos, Mateus, Marcos, Lucas e João, não mencionam atributos miraculosos a Virgem Maria. Na narrativa bíblica, sua aparição ocorre nos momentos antes do nascimento, em trechos da vida pública e no martírio de Jesus Cristo. Além disso, ela aparece nos Atos dos Apóstolos, em oração com a Igreja reunida, à espera de Pentecostes.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Coimbra, Agosto de 2011
Carminda Neves


domingo, 14 de agosto de 2011

CRISE DE 1383-1385 - PORTUGAL. BATALHA DE ALJUBARROTA

ANTECEDENTES

D. João I de Portugal
 Em 1383, El-rei D. Fernando morreu sem um filho varão, que herdasse a coroa. A sua única filha era a infanta D. Beatriz, casada com o rei D. João de Castela. A burguesia mostrava-se insatisfeita com a regência da Rainha D. Leonor Teles e do seu favorito, o conde Andeiro e com a ordem da sucessão, uma vez que isso significaria anexação de Portugal por Castela. As pessoas alvoroçaram-se em Lisboa, o conde Andeiro foi morto e o povo pediu ao mestre de Avis, D. João, filho natural de D. Pedro I de Portugal, que ficasse por regedor e defensor do Reino.

O período de interregno que se seguiu ficou conhecido como crise de 1383-1385. Finalmente a 6 de Abril de 1385, D. João, mestre da Ordem de Avis, é aclamado rei pelas cortes reunidas em Coimbra, mas o rei de Castela não desistiu do direito à coroa de Portugal, que entendia advir-lhe do casamento.

BATALHA DE ALJUBARROTA


Batalha de Aljubarrota
A batalha deu-se no campo de São Jorge, nas imediações da vila de Aljubarrota, entre as localidades de Leiria e Alcobaça, no centro de Portugal

D. Nuno Álvares Pereira
 Travada entre os exércitos de D. João I de Portugal e D. João I de Castela em 14 de Agosto de 1385.faz hoje 626 anos. (se por acaso não me enganei nas contas) Uma das mais gloriosas batalhas da História de Portugal em que o génio militar do Condestável D. Nuno Álvares Pereira e a bravura dos seus 6.500? Homens desbarataram um exército de 32.000? Soldados de Castela. A vitória assegurou a independência de Portugal. A vanguarda do exército de Castela chegou ao teatro da batalha pela hora do almoço, sob o sol escaldante de Agosto. Ao ver a posição defensiva ocupada por aquilo que considerava os rebeldes, o rei de Castela tomou a esperada decisão de evitar o combate nestes termos. Lentamente, o exército castelhano começou a contornar a colina pela estrada a nascente. A vertente sul da colina tinha um desnível mais suave e era por aí que, como D. Nuno Álvares previra, pretendiam atacar

Mosteiro da Batalha
 Com esta vitória, D. João I tornou-se no rei incontestado de Portugal, o primeiro da dinastia de Avis. Para celebrar a vitória e agradecer o auxílio divino que acreditava ter recebido, D. João I mandou erigir o Mosteiro de Santa Maria da Vitória e fundar a vila da Batalha

Fontes: História de Portugal
            Meus apontantos de História
            Wikipédia, a enciclopédia livre
Coimbra, Agosto de 2011
Carminda Neves