sábado, 19 de março de 2011

DIA DO PAI 2011 19 DE MARÇO

                                                                       Coimbra, 19 de Março de 2011
Meu Pai; quem me dera saber se há uma vida para alem da morte, assim teria a certeza que a sua protecção não me abandonaria, tal como a tive enquanto esteve nesta vida. Lembro-me de tantas coisas, que aconteceram quando cá estava, umas boas! Outras nem tanto!

  MEU PAI COM 40? ANOS
Lembro-me de quando ainda muito pequenina, me levava pela mão quando, algumas vezes ia tratar de negócios. O Primo Augusto fazia-me festas na cabeça, eu ficava muito envergonhada, eh, eh! O Primo Abel, da Estação, sentava-me numa cadeira a comer bolachas. O Sr. Coelho, que tinha uma taberna, também para os lados da Estação, sentava-me num banco muito alto, de balcão, e dava-me rebuçados, depois voltávamos para casa
Lembro-me do meu exame da 4ª classe, quando lhe pedi a chorar que fosse ver as minhas notas, chamou-me medricas, foi vê-las e veio de lá a rir a dizer que tinha ficado aprovada. Também me lembro que fomos almoçar fora os dois, à "taberna" da “tia Maria gata", (hoje o restaurante o gato) na Lousã, convem lembrar que somos de Serpins, não é meu Pai? Lembro-me de tanta coisa!....
Lembro-me da sua morte, foi um dia tão amargo, tão triste, tão medonho!
Um dos dias mais tristes da minha vida. Porque sabe, meu Pai? Há outros dias tristes na minha vida, mas, isso agora não importa. Hoje é dia do Pai e desejo que seja feliz lá nesse mundo desconhecido para nós que ainda estamos vivos
                                                
                     "Querido meu  Pai descanse em paz lá no Céu eternamente
                     e viva eu cá na  terra sempre triste"
                      sua filha   Minda                                     

quarta-feira, 16 de março de 2011

CONVÍVIO DA APÓSENIOR 12 DE MARÇO 2011

A Universidade Apósenior da cidade de Coimbra terra que deu origem à cultura Portuguesa desde a sua fundação

Não esqueçamos que a sua universidade teve origem no colégio de Santa Cruz ou Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra Ordem de S. Domingos ou Dominicanos, que, detinham o poder do ensino em Portugal
Construído no local denominado por "banhos reais", por fundação régia de Dom arquitecto de origem francesa e inserem-se no segundo período do românico coimbrão ou Afonso Henriques. As obras foram planeadas por mestre Roberto, afonsino.
Em 28 de Julho de 1131 a pedra fundamental da igreja é lançada por Dom Afonso Henriques e benzida por Dom Bernardo.
Em 7 de Janeiro de 1228 a primitiva Cruz é sagrada pelo bispo sabinense Dom João que veio a este reino como "legado a Latere". Não resta quase nada desta primeira construção. Por bastantes vezes, Coimbra é chamada de "Cidade do Conhecimento" principalmente por ter uma das mais antigas e prestigiadas universidades da Europa – a Universidade de Coimbra (UC) é a herdeira do Estudo Geral solicitado ao Papa pelo Rei D. Dinis e por um conjunto de prelados portugueses em 1288, e que viria a obter confirmação pontifícia em 1290, tendo-se estabelecido inicialmente em Lisboa. Após uma itinerância atribulada entre Lisboa e Coimbra durante os séculos XIII e XIV, a universidade viria a estabelecer-se estavelmente em Coimbra em 1537, tendo o Rei D. João III cedido o próprio paço real para as instalações. Estas instalações foram adquiridas pela Universidade no reinado de Filipe I, sendo desde então conhecidas por Paço das Escolas. Nos dias correntes, a Universidade de Coimbra tem aproximadamente 21 000 alunos, contando com alguns dos mais selectivos e exigentes programas académicos do país, um elevado número de unidades de investigação acreditadas, e tendo cerca de 10% de alunos estrangeiros de 70 nacionalidades diferentes, sendo assim a mais internacional das universidades portuguesas
Continuando a minha descrição a Universidade Apósenior de Coimbra, que existe há cerca de 5 anos, não esqueceu essa tradição do saber e organizou uma instituição onde são ministradas várias disciplinas desse mesmo saber ex: Literatura, História, Inglês, Informática, Pintura, Dança etc.
No dia 12 de Março de 11 reuniu, todos os seus alunos para um convívio, onde foram apresentadas pelos mesmos; vários temas correspondentes às disciplinas que frequentam: Assim tivemos; música, teatro, cantares, ex: fado danças de salão ex: valsa, tango, salsa, quisomba, etc.
A festa convívio foi um sucesso, um grande encontro de amizade e alegria para todos os presentes.

UM GRANDE ABRAÇO
                                    CARMINDA NEVES                                                 

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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

DIFERENÇA ENTRE SOFTWARE E HARDWARE

Software significa um qualquer programa que se instala no nosso PC ex:   ABOBE, PICASA, FOTO SHOP, por outro lado hardware significa tudo aquilo que posso conectar / adicionar ao meu PC. Estes componentes dividem- se em 2 categorias IN PUT(entrada) AUT PUT (saída) ex: TECLADO,(entrada) IMPRESSORA- (saída)

domingo, 9 de janeiro de 2011

Universidade de Coimbra

A Universidade de Coimbra GCSE (sigla: UC) é uma universidade localizada na cidade de Coimbra, em Portugal. É uma das universidades mais antigas ainda em operação na Europa e no mundo, a mais antiga de seu País e uma de suas maiores instituições de ensino superior e de pesquisa.

A sua história remonta ao século seguinte ao da própria fundação da nação portuguesa, dado que foi criada no século XIII, em 1290, mais especificamente a 1 de março, quando foi assinado em Leiria, por D. Dinis, o documento Scientiae thesaurus mirabilis, o qual criou a própria Universidade e pediu ao Papa a confirmação.
Organizada em oito faculdades diferentes, de acordo com uma variedade de campos de conhecimento, a Universidade oferece todos os graus académicos em arquitetura, educação, engenharia, humanidades, direito, matemática, medicina, ciências naturais, psicologia, ciências sociais e desportos.
A Universidade de Coimbra possui aproximadamente 20 mil estudantes, abrigando uma das maiores comunidades de estudantes internacionais em Portugal, sendo a sua universidade mais cosmopolita[2].
Além disso, é o membro-criador do chamado Grupo Coimbra, uma rede de universidades europeias cujo objetivo é a colaboração académica entre elas.
A bula do Papa Nicolau IV, datada de 9 de agosto de 1290, reconheceu o Estudo Geral, com as faculdades de Artes, Direito Canónico, Direito Civil e Medicina, reservando-se a Teologia aos conventos Dominicanos e Franciscanos.

A universidade, inicialmente instalada na zona do actual Largo do Carmo, em Lisboa, foi transferida para Coimbra, para o Paço Real da Alcáçova, em 1308. Voltou em 1338 para Lisboa, onde permaneceu até 1354, ano em que regressou para Coimbra. Ficou nesta cidade até 1377 e voltou de novo para Lisboa neste ano.
Permaneceu na Capital portuguesa até 1537, data em que foi transferida definitivamente para Coimbra, por ordem de D. João III.
A Universidade recebeu os seus primeiros estatutos em 1309, com o nome Charta magna privilegiorum. Os segundos estatutos foram outorgados no ano de 1431, durante o reinado de D. João I, com disposições sobre a frequência, exames, graus, propinas e ainda sobre o traje académico
Já no reinado de D. Manuel I, em 1503, a Universidade recebeu os seus terceiros estatutos, desta vez com considerações sobre o reitor, disciplinas, salários dos mestres, provas académicas e cerimónia do ato solene de doutoramento.

Desde o reinado de D. Manuel I, todos os Reis de Portugal passaram a ter o título de «Protectores» da Universidade, podendo nomear os professores e emitir estatutos.
O poder real, bastante mais centralizado a partir de D. João II, criava uma dependência da Universidade em relação ao Estado e à Política, pelo que a preponderância dos Estudos Jurídicos se estabeleceu em Portugal.
A 27 de Dezembro de 1559, no reinado de D. Sebastião), Baltazar de Faria fez a entrega dos Quartos Estatutos, nos quais se determinou que o reitor fosse eleito pelo Claustro, disposição essa nem sempre foi cumprida pelo poder régio. Nesse mesmo ano, a 1 de Novembro, tinha sido solenemente aberta a Universidade de Évora, entregue aos Jesuítas.
Em 1591, de Madrid, vieram os Sextos Estatutos (os quintos foram deixados de lado, nunca tendo entrado em vigor) e foram apresentados em Claustro no ano seguinte. Determinava-se que a Universidade indicasse três nomes para o cargo reitoral, escolhendo o rei um deles.
No reinado de D. João V, João Frederico Ludovice terá feito o risco para a Torre da Universidade de Coimbra e portal da Biblioteca . Xavier da Costa ao citar os monumentos da era joanina, falando da Biblioteca (1716 - 1725 ), e da Torre ( 1728 - 1733 ), diz que não será injustificado atribuírem-se os seus projectos a Ludovice . Aludindo o parentesco que encontramos entre o Pórtico da mesma Biblioteca e o Portal da Capela Octogonal do Senhor das Barrocas em Aveiro . As mísulas laterais em que se apoiam os arcos, as colunas jónicas, os frisos têm um ar de parentesco nos dois pórticos, muito diferentes, porem no coroamento, pois o de Aveiro, com os seus frontões, um entrecortado outro partido, reúne uma decoração escultórica que prova grande influencia dos artistas entalhadores e dos lavrantes da pedra e ourivesaria. Não será despropositado lembrar também o nome ou a influência de Ludovice, ao citar a porta do Antigo colégio de São Jerónimo, em Coimbra, de frontão muito ondulado e partido, apoiado sobre “ gaines” - uma espécie de scabellum ou de pedestais esguios que substituem as colunas - esteios que Borromini já empregara e que o arquitecto de Mafra também aplicou na janela central do segundo andar do seu palácio de Lisboa em S.Pedro de Alcântara, concluído em 1747 . ( História de Portugal - Edição Monumental da Portucalense Editora, - Damião Peres - de Eleutério Cerdeira ) .

A Torre da Universidade de Coimbra, tem 33,5 metros de altura, constitui o emblema tradicional de Coimbra . Começou a construir-se em 1728 e foi terminada em 1733 . No topo sobre o relógio, abre-se um miradouro do qual se desfruta uma panorâmica esplendorosa da cidade e do vale do Mondego . Nesta Torre está colocada, entre outros sinos, a célebre « cabra », que marcava as horas do despertar e do recolher dos estudantes .
No reinado de D. José I, a Universidade sofreu uma profunda alteração. Em 28 de Junho de 1772 o rei ratifica os novos estatutos (Estatutos Pombalinos), que marcam o início da Reforma. Esta manifestava, sobretudo, um grande interesse pelas ciências da natureza e pelas ciências do rigor, que tão afastadas se encontravam do ensino universitário.
Em 1836 dá-se a fusão da Faculdade de Cânones e de Leis na Faculdade de Direito, e que veio a contribuir fortemente para a construção do novo aparelho legal liberalista.
Em 1911, a Universidade recebe novos estatutos com o objectivo de criar uma certa autonomia administrativa e financeira e criava também um sistema de bolsas para fazer aumentar o número de alunos no ensino superior.
Foi criada a Faculdade de Letras, que herdou as instalações da extinta Faculdade de Teologia, enquanto as Faculdades de Matemática e de Filosofia (criadas na Reforma Pombalina) eram convertidas na Faculdade de Ciências.
Com o 25 de Abril de 1974 inicia-se um novo período da vida portuguesa e universitária, que foi alvo de várias reformas para acompanhar a nova dinâmico política. Em 1989 são publicados os estatutos que estão actualmente em vigor.

Durante os seus mais de sete séculos de existência, a Universidade, hoje uma instituição de referência, foi crescendo, primeiro por toda a Alta de Coimbra e depois um pouco por toda a cidade, encontrando-se actualmente ligada a gestação de ciência e tecnologia e à difusão de cultura portuguesa no mundo.
Continuando a manter o renome de outros tempos, é, de um modo geral, indiscutível a qualidade do ensino na Universidade de Coimbra dentro do muito fragmentado panorama nacional de ensino superior. No que toca, por exemplo à Faculdade de direito (FDUC), é de notar o relatório de avaliação externa das Faculdades de Direito Portuguesas, tendo a FDUC ficado no mais alto lugar do pódium no que toca ao ensino das leis (ex-equo com a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa). Todas as 8 faculdades têm cursos e departamentos geralmente considerados de excelência a nível nacional, e nalguns casos internacional. A UC tem consistentemente ficado classificada entre as 3 melhores universidades de língua portuguesa.
Hoje, a Universidade de Coimbra conta com oito Faculdades (Letras, Direito, Medicina, Ciências e Tecnologia, Farmácia, Economia, Psicologia e Ciências da Educação, Ciências do Desporto e Educação Física) e cerca de 22 mil alunos.

Actualmente, a Universidade espalha-se por três grandes pólos:
A alta universitária, Pólo I, onde se situam a reitoria e os serviços administrativos, partilhando o edifício histórico da Universidade com a Faculdade de Direito. Ainda na Alta Universitária, situam-se as Faculdades de Letras e de Psicologia, bem como os Departamentos de Ciências da Vida, Química, Física, Geologia e Matemática da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCTUC). Completam o conjunto o edifício da Biblioteca Geral e Arquivo.
O Pólo II, ou Pólo de Engenharia, onde se situam os departamentos de engenharia da FCTUC.
 O Pólo III, ou Pólo de Ciências da Saúde, onde se situam os cursos da área médica, assim como alguns laboratórios de investigação associados.

A Faculdade de Economia, situada num palacete da Avenida Dias da Silva, está afastada dos outros 3 pólos, e foi criada em 1972.

Traje académico


O traje académico é a indumentária cerimonial usada por estudantes e professores universitários e ainda existe em algumas universidades tradicionais
Capa e Batina em Portugal é considerado o uniforme do estudante universitário. Deriva das vestes eclesiásticas e, desde sempre, é composto pela batina e capa. Este facto realça o pioneirismo da Igreja no Ensino. De facto, foi o clero que, até ao século XVIII, teve a primazia do ensino ao povo, no qual a Companhia de Jesus teve papel preponderante a partir do século XV. Hoje em dia o seu uso é regulamentado pela Praxe académica

O traje surgiu em Coimbra como forma de distinguir o foro académico das demais classes e ofícios (ver em ligação externa). Existem, portanto, um conjunto de regras de elaboração e utilização do traje que descrevem especificamente as características da calça ou saia, camisa, laço ou gravata, colete, batina, capa, sapatos.
 Capa e batina
O traje académico actual, também apelidado de "capa e batina", é composto por uma batina, que foi reduzida a uma casaca (copiada das vestes burguesas), colete, gravata preta, camisa branca, calças simples, sapatos simples, e por uma capa, que deverá tocar no chão, quando colocada sobre os ombros, sem dobras. Esta é a indumentária reservada aos homens, que também podem usar um gorro simples, sem borla. As senhoras, em vez da batina, usam um casaco pela cinta, mas não cintado, uma camisa branca, uma saia travada e abaixo do joelho, meias compridas, pretas e não opacas, sapatos simples, e uma capa igual à dos homens. As origens do traje académico masculino remontam ao século XVI, embora o actual modelo provenha das vestes burguesas de finais do século XIX e inícios do XX, quando estas substituíram o traje talar. O traje feminino surgiu na Universidade do Porto, quando em 1937 o Coral do Orfeão Universitário do Porto passou a apresentar naipes femininos. O traje feminino foi então criado com meias transparentes, como ainda ostentam as Orfeonistas
Ao final dos estudos está geralmente associado o "rasganço" de toda a indumentária académica, com excepção da capa e da pasta académica, que assim acompanham o resto da vida do antigo estudante. Hoje em dia, são raros os estudantes que fazem, de facto, o "rasganço", devido ao peso sentimental atribuído ao traje, no final do curso. Dá-se, então, um "rasganço" simbólico, usando-se apenas a capa (se assim o desejar) - esta é a indumentária mais característica dos Veteranos, os alunos com mais matrículas do que as necessárias para terminar o curso. Aos rapazes rasga-se a roupa toda com excepção dos colarinhos, punhos, capa e gravata. Às moças rasga-se apenas e só o que se não rasgou aos rapazes, isto é, os colarinhos, punhos, laço ou gravata e meias, a capa também não se lhes rasga.

Fitas
O uso da pasta académica só é permitido a partir do momento em que se deixa de ser caloiro e se passa a pastrano: a partir da Queima das fitas do ano da 1ª matrícula na Universidade. Contudo, o aspecto que a ela está mais associado são as Fitas. Estas são impostas ao estudante antes de este iniciar o último ano do seu curso. São oito fitas ao todo, da cor do curso de cada estudante, identificando-o como um Quintanista. Esta tradição remonta a meados do século XIX, quando as pastas eram compostas por duas partes independentes, e que eram mantidas unidas com recurso a estas fitas.
A "Queima das Fitas" tem as suas origens nas celebrações que se faziam aquando o final dos cursos, onde os Finalistas queimavam as suas fitas dentro de um penico. Tal como o "rasganço", aplicado ao traje académico, a "Queima das Fitas" é também um momento de despedida da vida de estudante. Terá sido iniciada em Coimbra, e é actualmente um dos maiores acontecimentos do calendário académico, em todas as cidades universitárias do paí
 História
Apesar de hoje em dia se apresentar uniformizado, o traje académico nem sempre foi como se conhece hoje. O traje deriva das vestes dos clérigos, os quais vestiam conforme as sua condição e posses.

Os antigos estatutos da Universidade de Coimbra não obrigavam o uso do traje, mas proibiam, porém, o uso de certas cores e condicionavam alguns traços do corte.
Dos estatutos de D. Manuel I:
«Não poderão os sobreditos nem outros alguns estudantes trazer barras nem debruns de pano em vestido algum; nem isso mesmo poderão trazer vestido algum de pano frizado; nem poderão trazer barretes de outra feição senão redondos; e assim hei por bem que os pelotes e aljubetes que houverem de trazer sejam de comprido três dedos abaixo do joelho ao menos; e assim não poderão trazer capas algumas de capelo, somente poderão trazer lobas abertas ou cerradas ou mantéus sem capelo; não trarão golpes nem entretalhos nas calças nem trarão lavor branco nem de cor alguma em camisas nem lenços.»[1]
Na obra de Luís Cyrne de Castro, Tempos Idos, refere-se que seria em 1645 que D. João IV iria confirmar os estatutos da Universidade, que vigoraram até 1772, sendo reformulados na sequência da reforma Pombalina.
Porém, é no século XIX que o traje académico sofre maiores alterações, instaurando uma polémica, ao ponto do reitor se impor e decretar medidas extremas. Com base em relatos da época por Antão de Vasconcelos[2] nota-se que a batina evoluiu do tornozelo ao joelho. Porém, nos finais do século as transformações seriam ainda maiores. Como Ramalho Ortigão salienta, a calça vestia-se agora comprida, dado que até aí se usava o calção pelo joelho e meia preta. Por épocas da implantação da república a própria batina começa a sofrer a maior e mais atroz modificação, que a descaracterizou por completo: foi reduzida à condição de casaco comprido com lapelas de seda à moda, perdendo os tradicionais botões que a fechavam desde o pescoço até aos joelhos. Com efeito, num contexto social e político fortemente anticlerical, os detractores do traje conseguiram impor um modelo de traje baseado nas roupagens burguesas, conseguindo abolir a secular tradição do "hábito talar". Com isto as únicas peças mais antigas e pouco inalteradas do trajar estudantil em Coimbra são o gorro (que caíu em desuso) e a capa - a qual apenas se manteve por resistência dos estudantes que nela depositavam o imaginário colectivo dos romances de capa e espada, já que os anticlericais até a capa pretendiam ver proibida. Apesar da nova configuração, o casaco jamas deixou de ser apelidado (mesmo que erradamente) de batina.

É, em 1957, com a publicação do primeiro Código da Praxe Académica que o traje passa a ser uniformizado.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

NATAL

NATAL

A celebração do natal perde-se nos tempos. Já era celebrado antes do nascimento de Jesus Cristo.
   Os Sumérios, os Persas, os Caldeus, os Babilónios e também o Império Romano celebravam o Natal no dia 25 de Dezembro que eles consideravam como o dia do renascimento do sol.
   Desde o solstício do verão que, acontece no mês de Junho, o sol que eles consideravam um deus, vinha desaparecendo do planeta terra todos os dias alguns minutos. Ora isto dá-se até ao solstício de Inverno que acontece em Dezembro e que eles celebravam precisamente no dia 25 do mesmo mês, considerado o dia mais pequeno do ano e também o dia em que eles achavam que o sol renascia ou começava a renascer novamente. Era o começo de uma nova vida que, ia culminar com todo o seu esplendor no equinócio da Primavera que, acontece em Março dia 21 ou 22. O dia é igual à noite. Então nesse dia eles celebravam a Pascoa. PASSAGEM. O sol vai surgindo sempre com mais vida e esplendor até 21 de Junho.
     Os Judeus não celebram o Natal, nem nunca celebraram, eram e são um povo monoteísta e nunca consideraram o sol um deus, mas, celebram a Pascoa como o dia em que foram libertados do cativeiro no Egipto, por Moisés. Passagem da escravidão para a liberdade.
     Quando nasceu Jesus Cristo e a religião Cristã se começou a expandir, os Cristãos começaram a comemorar o dia 25 de Dezembro como a data do seu Nascimento, embora não se saiba ao certo qual foi esse Dia. Os Cristãos consideram Jesus Cristo o Sol. O seu DEUS, que veio ao mundo Nascido do homem para salvar a humanidade.
    O Cristianismo é uma Religião monoteísta.
   Hoje em todo o mundo Ocidental, ou melhor em todo o mundo Cristão se celebra o Natal em 25 de Dezembro, considerando este dia, como o dia do renascimento para uma nova vida.
   A contagem do tempo faz-se a partir do dia do Nascimento de Cristo, estamos no ano de 2010 isso quer dizer que Jesus Cristo nasceu no ano 0 (zero) desta era.
     Em todo o mundo Cristão se celebra o Natal com grandes festejos (por vezes exagerados) A maioria das Gentes não lembra que neste dia também há: guerra, fome, frio, racismo, separação, abandono, tristeza, amargura que, neste dia (como em todos os outros) morrem milhares de pessoas vítimas da indiferença e consentimento de povos e governantes que têm o dever de não permitir que tal possa acontecer. Nesta época em que tanto dinheiro é atirado para o submundo do colapso social, moral e ético, há Crianças que são vítimas inocentes de: ganância, vícios, egoísmo, violência, ignorância. Falo de crianças, mas, o mesmo se passa com todos os outros seres vivos, principalmente idosos e animais e digo animais porque são os grandes esquecidos. Os povos e governos. Principalmente os Cristãos não lembram que S. Francisco de Assis lhes chamava seus irmãos. Ora isso é um sinal de que lhe devemos respeito, amor e amizade, porque eles dão tudo isto e nada pedem em troca: O silêncio dos inocentes, reclama justiça.
   Eu sou Cristã, a personagem que mais admiro na História é Jesus Cristo, independentemente de ele ser ou não o FILHO DE DEUS. Acredito que seja.

           Carminda Neves, Natal de 2010


sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

ADVENTO

O Advento (do latim Adventus: "chegada", do verbo Advenire: "chegar a") é o primeiro tempo do Ano litúrgico, o qual antecede o Natal. Para os cristãos, é um tempo de preparação e alegria, de expectativa, onde os fiéis, esperando o Nascimento de Jesus Cristo, vivem o arrependimento e promovem a fraternidade e a Paz. No calendário religioso este tempo corresponde às quatro semanas que antecedem o Natal

Origem


A primeira referência ao "Tempo do Advento" é encontrada na Espanha, quando no ano 380, o Sínodo de Saragoça prescreveu uma preparação de três semanas para a Epifania, data em que, antigamente, também se celebrava o Natal. Na França, Perpétuo, bispo de Tours, instituiu seis semanas de preparação para o Natal e, em Roma, o Sacramentário Gelasiano cita o Advento no fim do século V.
Há relatos de que o Advento começou a ser vivido entre os séculos IV e VII em vários lugares do mundo, como preparação para a festa do Natal.
No final do século IV na Gália (atual França) e na Espanha, tinha caráter ascético com jejum, abstinência e duração de 6 semanas como na Quaresma (quaresma de S. Martinho). Este caráter ascético para a preparação do Natal se devia à preparação dos catecumenos para o batismo na festa da Epifania.
Somente no final do século VII, em Roma, é acrescentado o aspecto escatológico do Advento, recordando a segunda vinda do Senhor e passou a ser celebrado durante 5 domingos.
Só mais tarde é que o Advento passou a ser celebrado nos seus dois aspectos: a vinda definitiva do Senhor e a preparação para o Natal, mantendo a tradição das 4 semanas. A Igreja entendeu que não podia celebrar a liturgia, sem levar em consideração a sua essencial dimensão escatológica.
Surgido na Igreja Católica, este tempo passou também para as igrejas reformadas, em particular à Anglicana, à Luterana, e à Metodista, dentre várias outras. A igreja Ortodoxa tem um período de quarenta dias de jejum em preparação ao Natal

O tempo do advento e suas características


O tempo do Advento é para toda a Igreja, momento de forte mergulho na liturgia e na mística cristã. É tempo de espera e esperança, de estarmos atentos e vigilantes, preparando-nos alegremente para a vinda do Senhor, como uma noiva que se enfeita, se prepara para a chegada de seu noivo, seu amado.
O Advento começa às vésperas do Domingo mais próximo do dia 30 de Novembro e vai até as primeiras vésperas do Natal de Jesus contando quatro domingos.
Esse tempo possui duas características: Nas duas primeiras semanas, a nossa expectativa se volta para a segunda vinda definitiva e gloriosa de Jesus Cristo, Salvador e Senhor da história, no final dos tempos. As duas últimas semanas, dos dias 17 a 24 de Dezembro, visam em especial, a preparação para a celebração do Natal, a primeira vinda de Jesus entre nós. Por isto, o Tempo do Advento é um tempo de piedosa e alegre expectativa. Uma das expressões desta alegria é o canto das chamada "Antífonas do Ó".

As figuras do advento


 Isaías
Isaías é o profeta que, durante os tempos difíceis do exílio do povo eleito, levava a consolação e a esperança. Na segunda parte do seu livro, dos capítulos 40 - 55 (Livro da Consolação), anuncia a libertação, fala de um novo e glorioso êxodo e da criação de uma nova Jerusalém, reanimando assim os exilados.
As principais passagens deste livro são proclamadas durante o tempo do Advento num anúncio perene de esperança para os homens de todos os tempos. Ele que no capítulo 7 do seu livro já anuncia a vinda do Senhor

 João Batista
É o último dos profetas e segundo o próprio Jesus, "mais que um profeta", "o maior entre os que nasceram de mulher", o mensageiro que veio diante d'Ele a fim de lhe preparar o caminho, anunciando a sua vinda (Lc 7, 26 - 28), pregando aos povos a conversão, pelo conhecimento da salvação e perdão dos pecados (Lc 1, 76s).
A figura de João Batista ao ser o precursor do Senhor e aponta como presença já estabelecida no meio do povo, encarna todo o espírito do Advento. Por isso ele ocupa um grande espaço na liturgia desse tempo, em especial no segundo e no terceiro domingo.
João Batista é o modelo dos que são consagrados a Deus e que, no mundo de hoje, são chamados a também ser profetas e profetisas do reino, vozes no deserto e caminho que sinaliza para o Senhor, permitindo, na própria vida, o crescimento de Jesus e a diminuição de si mesmo, levando, por sua vez os homens a despertar do torpor do pecado.

José
Nos textos bíblicos do Advento, se destaca José, esposo de Maria, o homem justo e humilde que aceita a missão de ser o pai adotivo de Jesus. Ao ser da descendência de Davi e pai legal de Jesus, José tem um lugar especial na encarnação, permitindo que se cumpra em Jesus o título messiânico de "Filho de Davi".

José é justo por causa de sua fé, modelo de fé dos que querem entrar em diálogo e comunhão com Deus.

A celebração do advento

O Advento deve ser celebrado com sobriedade e com discreta alegria. Não se canta o Glória, para que na festa do Natal, nos unamos aos anjos e entoemos este hino como algo novo, dando glória a Deus pela salvação que realiza no meio de nós. Pelo mesmo motivo, o diretório litúrgico da CNBB orienta que flores e instrumentos sejam usados com moderação, para que não seja antecipada a plena alegria do Natal de Jesus.
Os paramentos litúrgicos(casula, estola, dalmática, pluvial, cíngulo, etc) são de cor roxa, bem como o véu que recobre o ambão, a bolsa do corporal e o véu do cálice; como sinal de recolhimento e conversão em preparação para a festa do Natal. A única exceção é o terceiro domingo do Advento, Domingo Gaudete ou da Alegria, cuja cor tradicionalmente usada é a rósea, em substituição ao roxo, para revelar a alegria da vinda do Salvador que está bem próxima. Também os altares são ornados com rosas cor-de-rosa. O nome de Domingo Gaudete refere-se à primeira palavra do intróito deste dia, que é tirado da segunda leitura que diz: "Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito, alegrai-vos, pois o Senhor está perto"(Fl 4, 4). Também é chamado "Domingo mediano", por marcar a metade do Tempo do Advento, tendo analogia com o quarto domingo do Tempo da Quaresma, chamado Laetare.
No período do Advento são montados o Presépio, a Árvore de Natal e a Coroa do Advento.
http://youtu.be/aZyieqkZKrY « clique na URL e ouvirá a magnificat

pt.wikipedia.org/wiki/Advento

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Guilhermina Suggia

VIDA

Guilhermina Augusta Xavier de Medin Suggia nasceu a 27 de junho de 1885 no Porto, filha de Elisa Augusta Xavier e Augusto Jorge de Medin Suggia (de ascendência italiana e espanhola).

O pai foi violoncelista no Real Teatro de São Carlos e professor no Conservatório de Música de Lisboa. No seio deste ambiente familiar Guilhermina terá começado a estudar música aos 5 anos, tendo seu pai como primeiro professor. A sua primeira aparição pública verificou-se quando tinha sete anos de idade, em Matosinhos.
Guilhermina ao violoncelo e a sua irmã Virgínia (3 anos mais velha) ao piano, eram convidadas para actuar no seio cultural portuense. Com apenas 13 anos, Guilhermina era violoncelista principal da Orquestra da Cidade do Porto, tocando também com o quarteto de cordas Bernardo Moreira de Sá. Em 1898, o pai consegue que ela tenha umas aulas com o famoso violoncelista Catalão Pablo Casals, que nesse Verão actuava no casino de Espinho. Durante várias semanas Guilhermina e seu pai fazem os 16 quilómetros de comboio que separam a cidade do Porto da de Espinho, transportando o violoncelo e as partituras           Em Março de 1901 as duas irmãs actuaram no Palácio Real de Lisboa. Com 15 anos apenas, Guilhermina respondeu a uma interpelação da rainha Dona Amélia sobre qual seria o sonho da sua vida, dizendo que gostaria de aperfeiçoar os seus conhecimentos musicais no estrangeiro.

Uns meses depois a coroa portuguesa concedeu-lhe uma bolsa para estudar no local da sua eleição, o que possibilitou a ida, acompanhada pelo pai, para o conservatório de Leipzig, Alemanha, onde iria aprender com Julius Klengel, violoncelista da famosa Gewandhaus Orquestra dirigida por Arthur Nikisch, em Novembro de 1901. A vida de pai e filha em Leipzig era extremamente difícil pois a bolsa cobria os custos com as aulas e a estadia de Guilhermina mas não de seu pai nem das despesas acessórias que iam sendo necessárias.

Família de poucos recursos, rapidamente a situação financeira se foi degradando, com a irmã mais velha, pianista até então já conhecida, a sacrificar a sua carreira futura para sustentar irmã e pais, dando aulas particulares de piano a um grupo de alunos. Com 20 anos, Virgínia providenciava o sustento da família sendo a única que trazia proventos e que financiava todo aquele investimento na irmã. Apesar da agudização da situação financeira, o regresso de Guilhermina foi adiado sucessivamente até à sua apresentação histórica no concerto comemorativo do aniversário da orquestra Gewandhaus em 26 de Fevereiro de 1903. Tinha apenas 17 anos. Nunca um intérprete tão jovem havia actuado com a orquestra, muito menos como solista e menos ainda do sexo feminino. O êxito foi total e, face aos pedidos do público, o maestro pediu-lhe que repetisse toda a actuação. Começava aqui o seu sucesso internacional

ObraGuilhermina revolucionou o instrumento em técnica, posição e sonoridade.


Abriu as portas profissionais do violoncelo às mulheres, até então quase fechadas. De facto, o considerável gasto de energia exigido para manejar a envergadura do violoncelo, acrescido do facto de as boas maneiras da época obrigarem a colocar o instrumento de um ou outro lado do corpo obrigando a uma significativa contorção do dorso, tornavam o instrumento ainda mais inacessível às executantes femininas.(Note-se que ainda em 1930 o violoncelo era tido como um instrumento indecoroso para as mulheres, sendo então proibida a contratação de violoncelistas mulheres pela própria orquestra da BBC).

Para Suggia, o violoncelo é o mais extraordinário de todos os instrumentos, considerando-o ela o único que tem a possibilidade de suster um baixo por um longo período e a possibilidade de cantar uma melodia praticamente em qualquer registo. Porém, para que se revele a substância musical do violoncelo, é preciso que a técnica não seja estudada apenas como destreza, mas que tenda sempre para a música. "A técnica é necessária como veículo de expressão e quanto mais perfeita a técnica, mais livre fica a mente para interpretar as ideias que animaram o compositor". Guilhermina Suggia, "The Violoncello" in Music and Letters, nº 2, vol. I, Londres, Abril de 1920, 106.

Em 1923 o pintor galês Augustus John haveria de deixar na tela[2][3] [5] para a posteridade um pouco da fibra e da atitude interpretativa de Guilhermina Suggia durante as suas actuações. Conforme o próprio relatou, durante as sessões no seu atelier, Suggia tocava Bach. É divino o momento que capta o pintor. Coloca-lhe, por isso, um fantástico vestido vermelho.
Suggia tocava todos os importantes concertos da época para violoncelo e orquestra – os concertos de Haydn, Elgar, Saint-Saëns, Schumann, Eugen d'Albert, Dvořák

DISCOS

Em 78 rotações:

1924 de peças de Jean Baptiste Senaillé e David Popper
1928 de um concerto de Haydn, uma sonata de Sammartini, uma Suíte de Bach e uma Elegia de Fauré, com um orquestra não especificada dirigida por John Barbirolli
1946 uma gravação do concerto de Lalo com a Orquestra Sinfónica de Lisboa dirigida por Pedro de Freitas Branco
Em CD:
2004 CD Guilhermina Suggia plays Haydn, Max Bruch, Lalo, na etiqueta Dutton (CDBP9748), U.K.,.[4]


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre



http://youtu.be/drFbtUhfzu4   klique na URL ouvirá o violoncelo
 de Guilhermina Suggia
 

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO

No dia 25 de Março de 1646, D. João IV fez uma cerimónia solene, em Vila Viçosa, para agradecer a Nossa Senhora o que lhe concedera. Dirigiu-se à igreja de Nossa Senhora da Conceição, que declarou padroeira e rainha de Portugal.

A partir dessa data, mais nenhum rei português usou coroa na cabeça, por se considerar que só a virgem tinha esse direito. Nos quadros onde aparecem reis ou rainhas, a coroa está pousada ao lado, sobre uma mesa, num tamborete ou almofada de cetim.

A Imaculada Conceição é segundo o dogma católico, a concepção da Virgem Maria sem mancha ("mácula" em latim) do pecado original. O dogma diz que, desde o primeiro instante de sua existência, a Virgem Maria foi preservada por Deus, da falta de graça santificante que aflige a humanidade, porque ela estava cheia de graça divina. Também professa que a Virgem Maria viveu uma vida completamente livre de pecado.[1]

A festa da Imaculada Conceição, comemorada em 8 de dezembro, foi definida como uma festa universal em 1476 pelo Papa Sisto IV. A Imaculada Conceição foi solenemente definida como dogma pelo Papa Pio IX em sua bula Ineffabilis Deus em 8 de Dezembro de 1854. A Igreja Católica considera que o dogma é apoiado pela Bíblia (por exemplo, Maria sendo cumprimentada pelo Anjo Gabriel como "cheia de graça"), bem como pelos escritos dos Padres da Igreja, como Irineu de Lyon e Ambrósio de Milão.[2][3] Uma vez que Jesus tornou-se encarnado no ventre da Virgem Maria, era necessário que ela estivesse completamente livre de pecado para poder gerar seu Filho
Na sua Constituição Apostólica Ineffabilis Deus (8 de dezembro de 1854), que definiu oficialmente a Imaculada Conceição como dogma, o Papa Pio IX recorreu principalmente para a afirmação de Gênesis 3:15, onde Deus disse: "Eu Porei inimizade entre ti e a mulher, entre sua descendência e a dela", assim, segundo esta profecia, seria necessário uma mulher sem pecado, para dar a luz à Cristo, que reconciliaria o homem com Deus. O verso "Tu és toda formosa, meu amor, não há mancha em ti" (na Vulgata: "Tota pulchra es, amica mea, et macula non est in te"[5]), no Cântico dos Cânticos (4,7) é usado para defender a Imaculada Conceição, outros versos incluem:

"Também farão uma arca de madeira incorruptível; o seu comprimento será de dois côvados e meio, e a sua largura de um côvado e meio, e de um côvado e meio a sua altura." (Êxodo 25:10-11)
"Pode o puro[Jesus]Vir dum ser impuro? Jamais!"(Jó 14:4)

"Assim, fiz uma arca de madeira incorruptível, e alisei duas tábuas de pedra, como as primeiras; e subi ao monte com as duas tábuas na minha mão." (Deuteronômio 10:3)
Outras traduções para a palavras incorruptível ("Setim" em hebraico) incluem "acácia", "indestrutível" e "duro" para descrever a madeira utilizada. Moisés usou essa madeira porque era considerada muito durável e "incorruptível". Maria é considerada a Arca da Nova da Aliança (Apocalipse 11:19) e, portanto, a Nova Arca seria igualmente "incorruptível" ou "imaculada

Islão
A pureza de Maria do pecado desde o momento de seu nascimento também é atestada no Islã. Alguns dos títulos marianos no Islã realçam este fato:
Tahirah: significa "Aquela que foi purificada" (Alcorão 3:42). De acordo com um hadith, o Diabo não tocou em Maria quando ela nasceu, portanto, ela não chorou (Nisai 4:331).
Mustafia: significa "Ela, que foi escolhida". O Alcorão declara: "Ó Maria! Por certo Deus te escolheu e te purificou, e te escolheu sobre todas as outras mulheres dos mundos" (Alcorão 3:42). Deus escolheu a Virgem Maria entre todas as mulheres do mundo para um plano divino.
Nur: Uma das passagens mais importantes, Maria foi chamada de Nur (Luz) e Umm Nur (a mãe da Luz). O verso da Luz, também contém os símbolos virginal do cristal, a estrela, a árvore abençoada de oliva e óleo, que segundo os muçulmanos, referem-se a pureza de Maria

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

FERNÃO LOPES Iº HISTORIADOR PORTUGUÊS

Não se sabe onde nasceu Fernão Lopes, nem a data do seu nascimento.Terá nascido numa cidade marítima, porque, nas suas obras descreve muito bem a vida do Mar
O sofrimento da cidade de Lisboa durante a revolução de 1385 é descrito com tal intensidade, nas suas crónicas, que leva o leitor a fazer parte da sua narração. Isto é: ele, o leitor quase vê com seus próprios olhos os acontecimentos que se estão a passar, pois transporta-os ao presente.
Quando li a crónica de D. João I, na minha Adolescência, fui transportada para a obra como, se fosse uma personagem da mesma. Eu vivi toda aquela revolução, como se estivesse lá dentro e naquele Época. Obrigada Fernão Lopes pelo teu “realismo e veracidade”
Foi Guarda Mor da Torre do Tombo (Arquivo Nacional) que se situava, naquela época e durante ainda muitos anos, numa torre do Castelo de S. Jorge em Lisboa Capital de Portugal.
Em 1419 já assinava os documentos do reino, teria nessa altura 30 anos. Tinha um filho que era médico pessoal do Infante D. Henrique e que morreu em Tanger. Por isso se supõe que terá nascido entre 1380/ 1390.
Algumas das suas obras:
HISTÓRIA DE UMA REVOLUÇÃ
CRÓNICA DE D. PEDRO I
CRÓNICA DE D. FERNANDO I
CRÓNAS DE: D. JOÃO I 1ª PARTE
2ªPARTE
3ªPARTE. Esta foi-lhe retirada por Zurara que a assinou, mas quem conhece a narração de um e de outro, não se deixa enganar. A 3ª parte da Crónica de D. João I continua a ser uma obra prima da Literatura Portuguesa. O que não é o caso das obras que se tem a certeza, foram escritas por Zurara. Fernão Lopes é único
Carminda Neves
 FONTE: PRO. DR. JOSÉ HERMANO SARAIVA                                                        

Ocupa, entre a série dos cronistas gerais do Reino, um lugar de destaque, quer como artista quer pela sua maneira de interpretar os factos sociais. Fernão Lopes poderá ter nascido entre 1378 e 1390, aproximadamente [carece de fontes?], visto que em 1418 já ocupava funções públicas de responsabilidade (era Guarda-mor das escrituras da Torre do Tombo[1]). Pertencia portanto à geração seguinte à que viveu o cerco de Lisboa e na batalha de Aljubarrota. A guerra com Castela acabou em 1411, pelo que Fernão Lopes pôde ainda acompanhar a sua fase, e conhecer pessoalmente alguns dos seus protagonistas, como D. João I, Nuno Álvares Pereira, os cidadãos de Lisboa que se rebelaram contra D. Leonor Teles e elegeram o Mestre de Avis seu defensor em comício popular, alguns dos procuradores às Cortes de Coimbra de 1385 que, apoiando o Dr.. João das Regras declararam o trono vago e, chamando a si a soberania, elegeram um novo rei e fundaram uma nova dinastia.


Profissionalmente, Fernão Lopes era um tabelião, provavelmente de origem viloa, mesteiral, porque contava um sapateiro na família de sua mulher. Foi empregado da família real e da corte, escrivão de D. Duarte, ainda infante, do rei D. João I, e do infante D. Fernando, em cuja casa ocupou o importante posto de «escrivão da paridade», que correspondia ao cargo de maior confiança pessoal concedido pela alta nobreza. A partir de 1418 aparece a desempenhar as funções de Guarda-mor da Torre do Tombo, encarregado de guardar e conservar os arquivos do Estado, lugar de confiança da Corte. Como prémio dos seus serviços, recebeu o título de «vassalo de El-rei», carta de nobreza atribuída então com certa liberalidade a membros das classes não nobres. Em 1454 foi reformado do cargo de Guarda-mor da Torre do Tombo devido à sua idade. Ainda vivia em 1459, segundo atesta um documento de transmissão de sua herança.

Durante este longo período de actividade, Fernão Lopes atravessou os reinados de D. João I, D. Duarte, o governo de D. Pedro, e parte do reinado de D. Afonso V. Conheceu muitas alterações políticas e sociais. Ao rei eleito e popular, D. João I, viu suceder um rei mais dominado pela aristocracia, D. Duarte; viu crescer o poder feudal dos filhos de D. João I, e com ele o predomínio da nobreza, que saíra gravemente abalada da crise da independência. Assistiu à guerra civil subsequente à morte de D. Duarte, à insurreição de Lisboa contra a rainha viúva D. Leonor, e à eleição do infante D. Pedro por esta cidade, e em seguida pelas cortes, para o cargo de Defensor e Regedor do Reino, em circunstâncias muito parecidas com as que tinham levado o mestre de Avis ao mesmo cargo e seguidamente ao trono em 1383-1385. Assistiu depois à reacção do partido da nobreza, à queda do infante D. Pedro, à sua morte na sangrenta batalha de Alfarrobeira, à perseguição e dispersão dos seus partidários, ao triunfo definitivo da nobreza, no reinado. Foi testemunha do início da expansão ultramarina e teve a sua quota parte no desastre militar de Tânger, por causa da morte de seu filho médico do infante D. Fernando, que veio a morrer em cativeiro, em Marrocos.

Fernão Lopes viveu uma das épocas mais perturbadas da história de Portugal, cheia de ensinamentos para o historiador. A carreira de Fernão Lopes como historiador é provavelmente a mais longa do que há pouco se supôs, pois é provável que já em 1419 realizasse por encargo do então infante D. Duarte a compilação e redacção de uma crónica geral do reino de Portugal. Só em 1434, porém, aparece oficialmente encarregado pelo rei D. Duarte de relatar as histórias dos reis anteriores e os feitos do rei D. João I, pelo qual seria remunerado com uma pagamento anual. Após a morte deste rei o Regente D. Pedro, em nome de D. Afonso V, confirma Fernão Lopes na mesma incumbência, mantendo-lhe o salário. Em 1449, pouco antes da batalha de Alfarrobeira, ainda recebe um pagamento de D. Afonso V pelos seus trabalhos historiográficos, mas já nessa época entrara em actividade um outro cronista, Gomes Eanes de Zurara. A última obra em que Fernão Lopes trabalhou, a Crónica de D. João I, embora monumental, ficou incompleta e foi continuada por Zurara (a Crónica estava dividida em 3 partes das quais Fernão Lopes só pode escrever as duas primeiras).

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ANO DE 2010

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

zoya pitanga 2010 021.MOV- GATOS

O gato (Felis silvestris catus), também conhecido como gato caseiro, gato urbano ou gato doméstico, é um animal da família dos felídeos, muito popular como animal de estimação. Ocupando o topo da cadeia alimentar, é um predador natural de diversos animais, como roedores, pássaros, lagartixas e alguns insetos.A primeira associação com os humanos da qual se tem notícia ocorreu há cerca de 9.500 anos, mas a domesticação dessa espécie oriunda do continente africano[1][2] é muito mais antiga. Seu mais primitivo ancestral conhecido é o Miacis, mamífero que viveu há cerca de 40 milhões de anos, no final do período Paleoceno, e que possuía o hábito de caminhar sobre os galhos das árvores. A evolução do gato deu origem ao Dinictis, espécie que já apresentava a maior parte das características presentes nos felinos atuais.[3] A sub-família Felinae, que agrupa os gatos domésticos, surgiu há cerca de 12 milhões de anos, expandindo-se a partir da África subsaariana até alcançar as terras do atual Egito.[4]Existem cerca de 250 raças de gato-doméstico, cujo peso variável classifica a espécie como animal doméstico de pequeno a médio porte. Assim como cães com estas dimensões, vive entre quinze e vinte anos. De personalidade independente, tornou-se um animal de companhia em diversos lares ao redor do mundo, para pessoas dos mais variados estilos de vida. Na cultura humana, figura da mitologia às superstições, passando por personagens de desenhos animados, tiras de jornais, filmes e contos de fadas. Entre suas mais conhecidas representações, estão o gato Tom, Frajola, Gato Félix, Gato de Botas e Garfield.
Os gatos são animais muito higiênicos, sendo que passam muitas horas por dia cuidando da limpeza de seus pelos. Para isso, utilizam a superfície áspera de suas línguas para remover partículas de pó e sujeira. Devido ao modo que tratam da sua higiene, lambendo-se e ingerindo muito pelos, os gatos eventualmente regurgitam esse material na forma de pequenas bolas contendo suco gástrico e material piloso. [40] Outro aspecto característico da higiene desses felinos é o fato dele enterrar a sua urina e fezes, evitando assim que o cheiro denuncie sua presença a uma possível presa ou predador. Com isso, quando o gato é criado em locais sem a presença de solo exposto, há a necessidade de se manter uma caixa com areia sanitária à sua disposição, sendo que instintivamente ele irá utilizá-la para o descarte de seus resíduos fisiológicos. Alguns fabricantes disponibilizam areias perfumadas para eliminar o cheiro forte que suas fezes poderiam deixar em um ambiente fechado (casas e apartamentos). [41
Muitos zoólogos acreditam que os gatos são os mais sensitivos dos mamíferos. Enquanto seu olfato e audição podem não ser tão aguçados quanto os dos cães, a visão altamente apurada, audição e olfato sobre-humanos, combinados com o paladar e sensores táteis altamente desenvolvidos, corroboram com esta hipóteseOrigem:
Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://www.youtube.com/watch?v=D-JBs_lJ-g4