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sábado, 17 de abril de 2010

Castelo da Lousã


Há muitas centenas de páginas em torno da lenda do castelo de Arouce ou, se quisermos, do castelo da Lousã. As mais delas são páginas eruditas tentando aproximar-se de uma narrativa popular. No Arquivo Nacional da Torre do Tombo, por exemplo há um documento que contém a lenda da fundação deste castelo. Ligeiramente modernizado o texto antigo de Frei António Brandão, sigamo-lo:Dizem que el-rei Arouce determinado em ir pessoalmente, e passar a África pedir socorro (ou fosse a Cartago com quem teria aliança e amizade, ou outro reino) contra seus inimigos, que via estar de assento, e cobrar seu reino, que fortificou e proveu o melhor que pôde o castelo que tinha edificado quase nas entranhas e coração de umas serras, entre vastíssimos e cerrados arvoredos, e que com muito segredo meteu nele a Princesa Peralta, sua filha, com outra gente escolhida de sua casa, e com muita parte de seus tesouros, lançando fama de seu caminho, fingindo levar consigo sua filha, parecendo-lhe ficava nele bem segura, visto que os inimigos não procuravam entrar pela terra dentro, e contentarem-se com o do mar, assim por no castelo ser forte, respeito daqueles tempos, e metido no mais escondido da serra, e fechado com tantos bosques, como também por estar quase feito ilha, cercado de uma ribeira muito fresca, a qual também como o dito castelo do nome do dito Rei se chamou depois a ribeira de Arunce, e agora de Arouce. E querem dizer que para maior segurança de seus receios e temores de deixar assim ali sua filha e tesouros e com eles o coração, fez encantar o dito castelo com todos os tesouros que nele deixou, fora do que deixou à Princesa, sua filha para seu gasto, e dos que devia de levar, os quais algum dia os achará quem tiver essa dita. E com isso se partiu el-rei Arunce em demanda de sua pretensão; e bem se pode cuidar qual iria. Mas dele não tratarei por ora, por vos contar da Princesa sua filha, a qual ficou com tantas saudades, e com tantas lágrimas, e com muitos roncos com o íntimo da sua desconsolação...Não há muito tempo, um historiador local explicava ter sido o velho Miguel Leitão de Andrade o primeiro a contar a embrulhada (também esta!) lenda envolvendo o rei Arouce, saindo derrotado de Conímbriga – que hoje é Condeixa-a-Velha -, e veio meter nesta pequena fortaleza sua filha, a bela Peralta e os seus haveres. E, despachado isto, regressou às batalhas. Ora em Évora vivia Sertório que projectava dar o golpe do baú à princesa Peralta. Nesse sentido mandou um homem chamado Estela a Arouce. E este, em vez disso, terá namorado a princesa...E reza a lenda, esta ou outra que com ela se cruza, que a princesa Peralta acabou por abandonar aquele seguro castelo, transformando-se “em ribeiro de muito caudal e de muita água, pelo que, como princesa, o ficasse sendo também das outras ribeiras

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

A Lenda D'el Rei D. Sebastião

Fugiu de Alcácer QuibirEl Rei D. SebastiãoPerdeu-se num labirintoCom seu cavalo real
As bruxas e adivinhos Nas altas serras beirãsJuravam que nas manhãsDe cerrado de NevoeiroVinha D. Sebastião
Pastoras e trovadoresDas regiões litoraisAfirmaram terem vistoPerdido entre os pinhaisEl Rei D. Sebastião
Ciganos vindos de longeFalcatos desconhecidosTentando iludir o povoAfirmaram serem elesEl Rei D. SebastiãoE que voltava de novo
Todos foram desmentidosCondenados às galesPois nas praias dos AlgarvesTrazidos pelas marésEncontraram o cavaloFarrapos do seu gibãoPedaços de nevoeiroA espada e o coraçãode El Rei D. Sebastião
Fugiu de Alcácer QuibirEl Rei Rei D. SebastiãoE uma lenda nasceuEntre a bruma do passadoChamam-lhe o desejadoPois que nunca mais voltouEl Rei D. SebastiãoEl Rei D. Sebastião


Balada de José Cid

D. INES

BALADA PARA D.INÊS



Chegou das terras de espanha Nobre dama de castela Na corte de portugal Diziam ser a mais belaSeu nome ficou na história Como símbolo de amorNão mais tiveram perdãoAqueles que a mataramDona inêsSeus longos cabelos de ouroOs olhos azuis mas mortaSentada em trono realTodos lhe beijam a mãoSeu nome ficou entãoComo símbolo do amorE um poeta trovadorA sua morte cantouDona inês
BALADA ESCRITA POR JOSE CID

A Lenda de Serpins que meu Pai me contava

Um cavaleiro andava, calmamente, à caça pelas terras montanhosas de serpins.
Depois de muito percorrer e pouca ou nenhuma encontrar, deparou-se com uma
Comunidade de Mouros. O cavaleiro era Cristão e apesar de Cristãos e Mouros
conviverem pacificamente em terras Lusitanas, os Mouros não gostaram que o
Cristão invadisse as suas terras e expulsaram-no dos seus domínios. O cavaleiro
como estava só, teve medo e foi embora. Na sua fuga e num cabeço deserto foi
atacado por uma serpente, apavorado chamou por Nossa Senhora que apareceu em seu auxilio e esmagou a cabeça da mesma matando-a.
Em agradecimento o cavaleiro mandou construir uma capela em honra da Mãe do Céu.
A quem chamou NOSSA SENHORA DO SOCORRO.
Da palavra serpente deriva o nome de SERPINS. É NOSSA SENHORA DO SOCORRO a PADROEIRA desta freguesia chamada de SANTA MARIA DE SERPINS

Lenda contada por meu Pai de seu nome
Armando das Neves
Coimbra,2009-12-24

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Lenda da Princesa Peralta

A lenda do Castelo de Arouce



De acordo com uma antiga
lenda, que muitos danos causou ao monumento, à época da ocupação muçulmana da península Ibérica, o castelo foi erguido por Arunce, um emir ou chefe islâmico derrotado e expulso de Conimbriga, para a proteção de sua filha Peralta e seus tesouros, enquanto ele se deslocasse ao Norte de África em busca de reforços contra as forças cristãs que, cada vez mais, apertavam o cerco às terras muçulmanas.
Lenda do Rei Arunce e da Princesa Peralta Lendas e História de um povo tendem a cruzar-se e por vezes a confundir-se…Também a mítica que envolve a fundação da Lousã está envolta em mistérios de alguma forma bucólicos, o que a torna mais apetecível.É neste contexto que surge o Castelo de Arunce com todo o seu mistério, capaz de nos transportar para tempos avoengos de batalhas e amores quiçá proibidos…Embora os castelos, por norma, insinuem actividades militares e movimentos bélicos, existem alguns que despertam no íntimo do nosso imaginário lendas e histórias românticas.O cenário em que se integra o castelo da Lousã, a península onde se insere e todo o espaço envolvente transporta-nos assim para além da realidade e é envolto neste quadro que a lenda se torna realidade.Conta a história ter sido este castelo mandado construir pelo Rei de Conímbriga chamado Arunce.Este castelo constituiria assim um local de refúgio que, embrenhado na floresta, confundia os ataques inimigos.É perante uma invasão a Conímbriga, então porto de mar, perpetrado pelo Príncipe Lausus, que o Rei Arunce se vê obrigado a fugir para a atalaia da Lousã, levando consigo a sua filha Peralta e todas as suas riquezas.Contudo, no momento da fuga, a Princesa Peralta e o Príncipe Lausus terão trocado olhares que os deixou enamorados.O ímpeto de Lausus leva-o a ir em busca da sua amada, percorrendo as serranias da região.O velho monarca, sabendo das intenções do seu inimigo, resolve ir ao encontro de Lausus, deixando Peralta e as riquezas fechadas no Castelo da Lousã.Este encontro militar acaba contudo por se tornar fatídico para Arunce e Lausus…Não havendo ninguém conhecedor do refúgio da Princesa, conta a lenda que ainda hoje, de quando em vez, se ouve o soluçar apaixonado da jovem Peralta, aguardando pelo seu Príncipe.Em memória dessa história, Lausus terá dado origem ao nome da vila da Lousã, inicialmente Lausana, enquanto que o rio envolvente ao Castelo terá ficado com o nome de Arunce e posteriormente evoluído para Arouce

castelo da vila da Lousã

O castelo da Lousã pretence a uma das primeiras linhas defensivas criadas para controlar os acessos meridionais a Coimbra, em época do Conde D. Sesnando Davidis na segunda metade do século XI. O reduzido perímetro da estrutura militar parece corresponder a essa primitiva época de definição, embora as suas partes constituintes tenham sido objecto de alterações ao longo da Baixa Idade Média.Nos primeiros tempos da monarquia, a localidade desempenhou um papel importante, a que não foi alheia a sua condição de vila de fronteira. Em 1124, uma incursão islâmica tomou o castelo e, de novo na posse do Condado Portucalense, foi agraciada com foral em 1151, por D. Afonso Henriques. Por essa altura, já a Lousã não era uma zona fronteiriça, graças às conquistas de Santarém, Sintra, Lisboa e Palmela, em 1147, mas era necessário reforçar o seu povoamento.É possível que a configuração geral do castelo date de uma época posterior, a rondar os finais do século XIII e os inícios da centúria seguinte. Vários vestígios apontam para essa eventualidade, ainda que o castelo não tenha sido objecto de um estudo monográfico rigoroso. Em primeiro lugar, a relevância da sua quadrangular torre de menagem, adossada à cerca e não incrita no interior do pátio, com acesso por portal apontado ao nível do adarve. Em segundo lugar, o facto de a entrada ser em cotovelo e protegida por dois torreões circulares que, embora parecendo adaptar-se a uma planimetria prévia, terão sido certamente reforçados e complementados por esta altura.Esvaziada de sentido a função militar, e secundarizada a própria vila numa Idade Moderna voltada para o Atlântico, o castelo passou incólume pelos séculos até à actualidade. Entre as décadas de 40 e 60 do século XX, a DGEMN promoveu substanciais obras de reforço e consolidação, responsáveis pela fisionomia actual do conjunto.PAF

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

outra lenda de serpins

Um homem serrano que vendia castanhas e mel vinha para fazer o seu negócio em Serpins. Mas Serpins era uma montanha e tinha poucas estradas e fracas. Quando o homem, com o seu carrego às costas, passou pelo lado direito do cabeço da igreja, surgiu-lhe uma grande serpente para o comer. O pobre do homem virou-se para o cabeço da igreja e gritou por nossa Senhora do Socorro que lhe valesse. Surgiu então uma sombra com a forma de Nossa Senhora que pôs os pés em cima da cabeça da serpente e livrou o homem da morte.
O homem, no regresso, quando chegou ou lado do cabeço, mandou fazer uma capela em honra de Nossa Senhora. E do esmago da cabeça da serpente saiu o nome de Serpins.Há várias lendas de serpins. Esta eu li na net, a que meu Pai me contava é parecida, mas, com algumas diferenças.Um dia destes a publicarei.